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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Proteção de pisos cimentícios

Os pisos a base de cimento, por si só, tem absorção alta e necessitam de algum tipo de proteção para que não manche ou suje com facilidade. Vamos então dar algumas alternativas para proteger os pisos cimentícios.

Resinas: Existem as de base acrílica e as de base epóxi. A aplicação da resina de base epóxi é mais complicada devido ao fato de o piso ter de estar totalmente seco para ter aderência. A resina acrílica poliuretana alifática é a mais indicada por não “amarelar” muito, mudando assim a tonalidade do piso. Toda resina forma película e dá ao piso um aspecto visual com mais brilho que o piso original. É uma proteção de grande durabilidade e baixa manutenção.
Ceras: As ceras acrílicas são mais indicadas que as naturais por não “amarelar” e ter maior durabilidade e brilho. Necessitam de base seladora acrílica para ter maior eficácia e rendimento. Seu uso mais eficiente está em áreas internas com pisos polidos. Sua manutenção é mais intensa.
Fugantes: Existem hidrofugantes e óleofugantes. Os hidrofugantes são mais indicados para revestimentos verticais, os óleofugantes são mais indicados para pisos porque além de umidade, resistem mais a materiais impregnantes como óleos, gorduras, refrigerantes, vinhos e outros. Os fugantes agem diretamente nos poros das superfícies tratadas e não formam película, não alterando o aspecto visual do cimentício.

Nenhum sistema de proteção evita que o piso suje, apenas facilita a limpeza, portanto as manutenções periódicas não podem ser desprezadas.
Um sistema de proteção pode não ser compatível com o outro, no caso de mudança de sistema, o anterior deverá ser removido. No caso de uso simultâneo de dois sistemas, os fabricantes dos produtos deverão ser consultados.
Existem estudos e experimentos dos fabricantes de pisos cimentícios para a fabricação de um piso com baixa manutenção, pelo que tenho acompanhado, não demora muito para termos novidades no mercado.

Boas obras.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Cores e cores do granilite


Muitos clientes me perguntam como é colorido o granilite, vamos então dar umas pinceladas.



Existe no mercado corantes e pigmentos, como os corantes têm alta solubilidade ele não é usado porque as lavagens e as chuvas o removeriam. Usamos então os pigmentos por serem insolúveis.
Também existem duas classes de pigmentos, os orgânicos e os inorgânicos. Os orgânicos embora tenham uma capacidade maior de tingimento, por ter quimicamente uma cadeia orgânica, tem muitos problemas de descoloração, alteração de cor, manchamento, alteração no prazo de cura entre outros. Usamos então os pigmentos inorgânicos que tem uma durabilidade muito maior.
Agora a parte mais legal, todos os pigmentos inorgânicos usados são óxidos, e a maioria oxido de ferro.
O pigmento vermelho é o oxido de ferro Fe2 O3, o amarelo é oxido de ferro FeOOH, o preto é oxido de ferro Fe3 O4, o pigmento marrom é uma mistura desses.
O pigmento verde é oxido de cromo Cr2 O3, o azul é oxido de cobalto Co(Al,Cr)2 O4 que são materiais mais raros e portanto mais caros. O que justifica os materiais nessas cores terem maior preço.
Os fabricantes de pigmentos produzem variações intermediárias de cores (amarelo palha, amarelo ouro, vermelho amarelado, vermelho azulado, etc.).
Os pigmentos podem tingir tanto a argamassa preparada com cimento branco quanto o cimento comum, conforme a cor desejada.
O excesso de pigmento pode causar perda de resistência à abrasão por excesso de pó na argamassa, além de chegar a um limite que não altera mais a cor aumentando a quantidade de pigmento.
As cores verde escuro e azul escuro não são indicadas para granilite por haver desagregação da argamassa, como também alteração de cor.
A Segato produz pisos marmorizados e rejuntes em diversas cores, podendo dar campo a varias criações e personalizações nos projetos de paginação de piso.

Boas obras.

domingo, 4 de outubro de 2009

Revitalização com repolimento

Uma das maiores vantagens do piso marmorizado, é a capacidade de ser revitalizado com o repolimento, renovando o aspecto visual de piso novo.
Após muitos anos de uso, o piso marmorizado começa a apresentar desgaste e talvez a manutenção periódica do piso não cause o efeito desejado. A remoção do enceramento acaba por não remover mais aquela sujidade que acabou por encardir o piso, e o piso acaba com aspecto visual de piso velho. A revitalização se faz necessária.
Inicia-se o procedimento de revitalização pelas trocas das placas danificadas, “maquitando” as extremidades e demolindo a placa e a argamassa de assentamento tomando cuidado para não danificar as placas vizinhas que estão perfeitas. No assentamento da placa nova o cuidado com o nivelamento do piso existente deve ser tomado.
Seguimos então, pela recuperação do rejunte removendo com riscador (ou serra mármore com disco usado) o rejunte que se apresenta fissurado ou rebaixado. A aplicação da argamassa de rejuntamento nova deve ficar nivelada com o piso existente. Após pelo menos 48 horas inicia – se o repolimento.
No repolimento do piso utilizamos máquinas politrizes com abrasivos diamantados ou com esmeris. Iniciando o polimento com granulometria mais abrasiva para o desbaste da camada superficial encardida já se percebe a renovação do piso, porém faz necessária a estucagem para o fechamento da porosidade aberta pelo processo. Após pelo menos 48 horas, a remoção do estuque e polimento final são feitos com abrasivos mais finos. Inicia-se então a implantação do enceramento.
Pronto, o piso está novo de novo.
Boas obras.

domingo, 30 de agosto de 2009

Marcas de Sapato no Piso


É comum, principalmente em pisos claros, os sapatos deixarem marcas pretas no piso parecidas com freadas de bicicletas.
Um aparelho de ultra tecnologia, provavelmente inventado pela NASA (Núcleo de Apoio dos Serventes e Ajudantes), tem se mostrado muito eficiente nas retiradas dessas marcas. Simplesmente com uma bolinha de tênis espetada em um cabo remove - se totalmente as marcas em apenas algumas passadas sem necessidade de usar qualquer produto auxiliar. Em muitos shopping centers esse expediente já está sendo usado com sucesso.
Na foto vemos a indicação do Sr. Etsugi Tsutsumida que é um dos papas em manutenção de piso, sendo sempre convidado para cursos e palestras sobre o assunto e muito colaborou em algumas matérias desse blog.
A única ressalva que o amigo Etsugi fez quando pedi autorização para colocar a foto nessa postagem foi para tomar cuidado para o pessoal não pensar que é para, em vez da bolinha, esfregar o cabelo dele no piso, muito legal!!!
Boas obras.

domingo, 2 de agosto de 2009

Pó Mágico


Agora vamos falar sobre uma outra ponte de aderência diferente da que falamos semana retrasada, é sobre a ponte de aderência que é feita entre a placa do piso marmorizado e a argamassa de assentamento de cimento e areia.
Essa ponte é feita somente polvilhando o pó de cimento sobre a argamassa. O que parece numa primeira impressão ser facultativo é de suma importância para a aderência da placa, formando uma interligação que “cola” a placa na argamassa.
A falta ou a quantidade insuficiente desse polvilhamento é um dos motivos de placas soltas no piso.
Em obras de reforma, onde o isolamento da área é impossível, sendo o trafego liberado com poucas horas após o assentamento, mesmo com proteção mecânica de chapas de madeira sobre o piso, o polvilhamento com o cimento ARI gera uma eficiência maior que o cimento comum.
O consumo aproximado de cimento para esse polvilhamento é de 0,5 kg/m².
Boas Obras.

domingo, 19 de julho de 2009

Ponte de Aderência


Vamos destacar nesta postagem a importância da ponte de aderência que é feita entre o contrapiso de concreto e a argamassa de assentamento dos pisos marmorizados.
O contrapiso e a argamassa de assentamento de cimento e areia por si só tem dificuldades para se aderirem, é necessária a execução de uma ponte de aderência. Essa ponte de aderência é feita com uma nata de cimento aditivada com emulsões de polímeros de base acrílica. Porém, alguns cuidados devem ser tomados para essa ponte não cair, como segue:
O acabamento do contrapiso não pode ser liso, caso seja, executar um apicoamento ou frezagem.
O contrapiso deve estar limpo, livre de material particulado que diminui a aderência.
O contrapiso deve estar umedecido para não “chupar” a água da nata alterando suas propriedades.
A nata da ponte de aderência deve ser espalhada em trechos pequenos para que a argamassa de assentamento seja aplicada antes da nata secar.
Aditivar a nata conforme as instruções do fabricante do aditivo, nas quantidades corretas. É um erro pensar que quanto mais aditivo mais vai “colar”, pois acontece exatamente o oposto, ocorre uma plastificação da ponte isolando as camadas em vez de aderir.
Para esse procedimento não usar aditivos de base epóxi, pois, esses não funcionam com a presença de umidade.
A argamassa de assentamento “não é farofa e sim paçoca”, ela deve estar umedecida.
A espessura da argamassa de assentamento deve estar entre 2,5 cm e 5 cm para que não haja descompactação na camada de argamassa.
A argamassa deve estar bem misturada e com traço de 1:3 de cimento e areia média lavada de boa qualidade.
Esses procedimentos evitarão futuras patologias.
Boas obras.

domingo, 7 de junho de 2009

Troca de piso com shopping em operação (revisão)


Depois de algumas revitalizações de shopping centers em operação como Morumbi Shopping, Shopping Pátio Paulista, Shopping West Plaza, Barra Shopping, Raposo Shopping, alguns procedimentos foram alterados e melhorados e, como estamos iniciando os trabalhos de revitalização do Shopping SP Market e nos foi solicitado um relatório do sistema de trabalho, aproveitamos para revisar e atualizar a postagem de 6/8/2007 , como segue:
Como existem shoppings com 10, 20 e até com mais de 30 anos, e os conceitos arquitetônicos mudaram, muitos deles estão revitalizando e trocando o piso pelo marmorizado da Segato do Brasil.O que parece uma missão impossível, as trocas estão sendo realizadas com sucesso e para que o sucesso aconteça, são necessários alguns cuidados para que o shopping continue operando sem maiores danos.
Antes de qualquer coisa devemos preparar as proteções para as lojas, para o piso recém demolido e para o piso recém colocado.
Para proteção das lojas devemos "embrulhar" toda a fachada com lona plástica e colocar panos em todas as frestas. Devemos prever também barreiras de proteção para poeira com lona plástica cercando a área de trabalho.
Prever chapas de madeira tipo MDF e carpete vinílico para fazer um acabamento menos rústico ao tablado.Com isso, podemos dar início a obra.
1ª etapa
Assim que o shopping fechou e os clientes e lojistas saíram, isolamos a área que vai ser demolida nessa noite com as barreiras de proteção de poeira, em seguida envelopamos as lojas que estão dentro dessa área com lona plástica e vedando as frestas com fita crepe.
Devemos marcar todas as juntas estruturais de dilatação, pois, elas devem ser conservadas no piso novo.
Depois de verificarmos a qualidade dos serviços acima, podemos iniciar a demolição do piso.
Todo entulho produzido deve ser retirado do mall e colocado em local apropriado. Os carrinhos ou caçambas que retiram o entulho deverão ser cobertos para não espalhar sujeira pelo caminho. Preenchemos o vazio deixado pela demolição com um colchão de areia.
Assentamos na areia as chapas de MDF de mais de 1cm de espessura bem niveladas com o piso remanescente e bem fixadas de modo a não ter pontos onde as pessoas possam tropeçar.
Colocamos o carpete vinílico bem esticado e preso com fita adesiva para evitar tropeços.
Liberamos a área para o shopping operar.
2ª etapa
Na segunda noite, isolamos a 2ª área a ser demolida conforme etapa anterior fazendo o processo completo de demolição e retiramos o tablado da noite anterior para a colocação do piso.
Afastamos a areia do local de aplicação do piso e a deixamos de lado nas proximidades.
Preparamos a base de assentamento com enérgica varredura com vassoura ou esfregão.
Elaboramos uma ponte de aderência com a utilização de adesivo acrílico e cimento, aplicando nas áreas que serão imediatamente assentadas para que não seque antes do contato com a argamassa de assentamento.
Aproveitamos a areia que já está no local para preparo da argamassa de assentamento em 1:3 de cimento e areia.
Assentamos as placas de piso conforme padrão conhecido (ver postagem de 2/7/2007).
Devemos conservar as juntas de dilatação estruturais no piso novo.
Após a colocação forramos o piso com lona plástica e colocamos chapas de compensado para a proteção do piso e forramos também com carpete vinílico liberando para a operação do shopping. O tablado da noite anterior será recolocado na demolição dessa noite com as devidas retificações.
3ª etapaRepete - se as etapas anteriores dando continuidade a reforma do piso e nesta etapa vamos rejuntar o piso colocado à pelo menos 2 dias.
O piso deve ser rejuntado com rejunte Segato, fabricante do piso (ver postagem de 10/7/2007).
Antes de rejuntar verificamos se alguma placa se desprendeu com o tráfego de pedestres, recolocando - a de imediato.
4ª etapa
Depois de uma semana do piso rejuntado começaremos a raspagem sem interromper a continuidade dos processos anteriores.
Nesta fase também devemos fazer as proteções para que a lama do polimento não entre nas lojas e nem respingue nas fachadas como também a proteção da poeira ocasionada pelas lixadeiras manuais.
Após a raspagem faremos o estuque do piso (ver postagem de 10/7/2007).
Devemos prever o prazo para cessar a estucagem para que o estuque esteja seco quando o shopping abrir para os lojistas.
5ª etapa
Polimento final e enceramento de proteção, sempre com as proteções das lojas.
O enceramento de proteção deverá ser removido para a implantação do sistema de enceramento que o shopping irá fazer.
O sistema de enceramento deverá ser mantido com as devidas recamadas e remoções conforme aspecto visual do acabamento do piso.
O piso a base de cimento é protegido pela película de cera que o recobre. A falha no processo de manutenção do enceramento vai causar problemas no piso e no rejunte.
Nota - se que a troca do piso é um processo contínuo e poderemos estar em uma mesma noite executando as 5 etapas ao mesmo tempo, cada etapa liberando frente para a outra na sequência.
Alguns cuidados deverão ser respeitados durante a obra:
Nunca passar com carrinhos de transportes ou equipamentos pesados sobre o piso recém assentado.
A limpeza de manutenção deverá ser a seco, pois mops e panos úmidos vão encardir o piso.
Os andaimes deverão estar com rodas de poliuretano.
Ao mexer com instalações, devemos lembrar que óleos, solventes, ácidos e madeiras resinadas danificam de forma definitiva o piso.
Boas obras

terça-feira, 21 de abril de 2009

Por que usar junta plástica no piso marmorizado em placas?


Em obras de piso marmorizado em placas com grandes dimensões como hipermercados, magazines, igrejas e etc., é comum a utilização de junta plástica na cor do piso a cada 10 placas, ou seja, 4,02 m (ou próximo disto).
Essa paginação embora conste do projeto arquitetônico, ela é uma recomendação estrutural, uma vez que em áreas de grandes dimensões, as movimentações são maiores e a junta plástica funciona como um direcionador de fissuras, trabalhando como uma junta enfraquecida onde as tensões causarão uma abertura no lugar mais fraco, diminuindo o risco de fissuras dentro do pano composto por elas.
Essas juntas plásticas são produzidas em perfis de várias cores, em poliestireno de alto impacto com composto de borracha e, para uso no piso marmorizado em placas, recomenda-se juntas com altura maior que 25 mm para uma penetração maior entre as placas gerando o enfraquecimento nessa posição.
Essas juntas não devem ser usadas na junta de dilatação estrutural do edifício, uma vez que nessa junta as movimentações são muito grandes e exigem um selante muito mais flexível que o plástico.
Caso o projeto arquitetônico comporte uma paginação com junta plástica, não interferindo com desenhos, faixas e tapetes de piso é recomendável a sua utilização.
Boas obras.

domingo, 1 de março de 2009

Linha Mineira: Como Instalar


A Linha Mineira da Segato é composta de pisos cimentícios com agregados expostos, semelhante ao fulget, nos tamanhos 60x60x2,5cm; 80x80x2,5cm e 100x100x2,5cm e sua instalação também tem suas peculiaridades.
O assentamento e rejuntamento são idênticos ao da Linha Madeira, explicado na postagem anterior (15/02/2009) (http://inglesdopiso.blogspot.com/2009/02/linha-madeira-como-instalar.html), porém a sua manutenção difere em alguns itens, a saber:
A dois tipos de proteção aconselhados pela Segato em seu manual técnico, a primeira alternativa é aplicar Resina Polioretana Alifática Bemalur AD desenvolvida especialmente para a Segato para evitar o amarelamento do produto, e a outra alternativa é aplicar o Impermeabilizante Oleofugante T2-N da Hidrorepell. Deve-se usar uma ou outra alternativa e nunca as duas em conjunto. Os produtos Bemalur e Hidrorepell podem ser comercializados junto com as placas da Segato.
A resina fornece um aspecto mais brilhante e o oleofugante não causa alteração no brilho. A reaplicação do oleofugante é anual e a resina tem prazo indeterminado, pois como é muito longo, a reaplicação é feita de acordo com o aspecto visual.
A limpeza e manutenção são simples quando utilizado os produtos acima, pois eles evitam a aderência e impregnação das sujeiras no piso, bastando apenas lavar com sabão neutro e água, podendo usar maquinas lava jato com pressão moderada.
A Segato alerta que por se tratar de piso cimentício, não utilizar Limpa Pedra ou outros produtos de origem acida, pois podem atacar o piso, causando danos irreversíveis. Caso seja necessário, utilizar Remofacil Alc (Detergente alcalino) conforme instruções do produto ou Peróxido de Hidrogênio 200 volumes para manchas mais resistentes. A Segato coloca seu departamento técnico a disposição para qualquer esclarecimento ou consulta sobre os procedimentos acima no telefone (37) 3237-0830.
Os revestimentos Linha Mineira da Segato, são antiderrapantes e além de apresentar a beleza das pedras naturais, são de fácil aplicação e manutenção, produzindo um agradável aspecto visual tanto para pisos como paredes em áreas externas e internas.
Boas obras.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Linha Madeira: Como Instalar


A Segato do Brasil com 35 anos produzindo pisos cimentícios prensados com a marca Revex, começou no ano passado a revolucionar sua produção com o lançamento das linhas Mineira, Madeira, Drenante, Lisa e Externa, diferenciando o processo de fabricação e o foco de mercado consumidor.
A forma de assentamento e manutenção também é diferenciada em cada linha e nesta postagem vamos explicar a instalação do piso Linha Madeira nos modelos Tábua (20x100x2,5 cm) e Assoalho (100x100x2,5 cm).


Assentamento:


O modelo Tábua pode ser assentado tanto com as juntas a “prumo” como “amarradas” e o modelo Assoalho pode ser assentado invertendo o sentido das placas conforme a foto acima.
Os pisos da linha madeira podem se assentados em argamassa de cimento e areia como também com argamassa colante. Em ambos o contrapiso deve estar limpo e rústico para a devida aderência.
No assentamento com argamassa tipo “paçoca” de traço 1:4 de cimento e areia, a espessura da argamassa deve estar entre 2,5 a 4,5 cm e deve-se polvilhar cimento sobre ela para aumentar a aderência. As placas devem ser forçadas uma a uma contra a argamassa de assentamento usando – se um martelo de borracha. Certificar-se de que as placas foram bem assentadas sem ocos por baixo da placa.
No assentamento com argamassa colante, usar argamassa tipo ACIII, em dupla camada (Aplicação nas costas da placa e no contrapiso) com desempenadeira 8x8x8 mm, ou trabalhar em camada simples utilizando desempenadeira de dentes semicirculares com diâmetro de 10 a 12 mm.
Efetuar a limpeza das juntas durante o assentamento para não prejudicar o rejunte.
As juntas entre as placas devem ter entre 4 e 10 mm.
A cada três carreiras de piso assentado, efetuar a limpeza das placas com vassoura de pelo duro ou nylon, retirando os resíduos de argamassa.
As placas também podem ser assentadas em paredes, usando-se o mesmo procedimento com argamassa colante, sendo que as placas da fileira inferior deverão estar com a argamassa colante já seca para iniciar o assentamento da fileira imediatamente superior. Para ambiente externo, com altura superior, deve-se usar chumbadores metálicos, procedimento idêntico ao granito, com o chumbador colado nas costas da placa e grampeado na estrutura do edifício.

Rejuntamento:

O rejunte é fabricado pela Segato de acordo com a tonalidade do piso Madeira (Sucupira, Mogno, Imbuia, Cedro e Castanheira).
O rejuntamento deverá ser feito pelo menos 72 horas após o assentamento das placas.
As juntas deverão ter suas bordas protegidas com fita crepe durante a aplicação do rejunte e a aplicação deve ser feita com uma bisnaga tipo confeiteiro ou uma garrafa pet sem fundo com um bico plástico fino colado no gargalo de dimensão ligeiramente menor que a da junta.
Limpe e lave bem a junta antes de iniciar o rejuntamento.
Em áreas externas proteja o rejuntamento da chuva e do sol durante a aplicação e por mais 24 horas.
Aplique o rejunte com a bisnaga e depois, com uma espátula plástica acerte a aplicação.
A cada metro aplicado, remova o excesso com uma esponja macia, úmida e limpa, sem comprimir o material. Para o acabamento final passe levemente uma esponja levemente umedecida ou frisador plástico.
Os revestimentos da linha Madeira já saem de fabrica tratados com o produto especial Acabamento Madeira que proporciona aspecto de madeira envelhecida. Uma pequena quantidade do produto deve ser adquirida na compra para fazer retoques caso ocorra impacto ou arranhado durante o processo de assentamento ou transporte interno.

Manutenção:

A baixa manutenção é o destaque dessa linha, aplicando-se inicialmente selador e cera acrílica com recamadas mensais. O Acabamento Madeira já aplicado de fabrica tem grande durabilidade, tanto que está como indeterminada no Manual Técnico da Segato.
Os devidos cuidados no processo de instalação resultam no sucesso do produto final.
Boas obras.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Farofa não, Paçoca!!!!!







X

Venho reforçar a importância de molhar a argamassa de assentamento. Quando preparamos a argamassa de assentamento com cimento e areia todos falam em farofa, o que dá ideia de uma argamassa seca. Embora errado, não é raro os casos de placas de piso soltas devido à falta de água na argamassa. O cimento é um aglomerante que necessita da água para reagir e cumprir sua função. Com adição da água na confecção da argamassa, tendo uma consistência de paçoca, vamos ter uma argamassa mais colante e mais impermeável, diminuindo também, por incrível que pareça, a umidade do rejunte entre as placas, pois, a argamassa de assentamento vai estar mais compacta e absorver menos água enquanto o piso não for rejuntado.
A consistência da argamassa não é farofa, é sim paçoca.
Boas obras.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Rodapé Hospitalar é Reto




A Anvisa, Agencia Nacional de Vigilância Sanitária, na sua resolução – RDC 50 de 21 de fevereiro de 2002 onde dispõe sobre o Regulamento Técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde e na parte III, critérios para projetos de Estabelecimentos de Saúde, item 6 – Condições Ambientais de Controle de Infecção, Parte C – Projeto Executivo, item C2 – Rodapés, consta o seguinte texto:
A execução da junção entre o rodapé e o piso deve ser de tal forma que permita a completa limpeza do canto formado. Rodapés com arredondamento acentuado, além de serem de difícil execução ou mesmo impróprios para diversos tipos de materiais utilizados para acabamento de pisos, pois não permitem o arredondamento, em nada facilitam o processo de limpeza do local, quer seja ele feito por enceradeiras ou mesmo por rodos ou vassouras envolvidos por panos.
Especial atenção deve ser dada à união do rodapé com a parede de modo que os dois estejam alinhados, evitando – se o tradicional ressalto do rodapé que permite o acumulo de pó e é de difícil limpeza.
Em resumo o rodapé hospitalar é reto e rente à parede.
Boas obras.

domingo, 2 de novembro de 2008

Rejunte Bom X Manutenção da Cera



Um bom rejuntamento do piso marmorizado em placas por si só não é suficiente para que o rejunte permaneça com boa qualidade.
O rejunte necessita de bom enceramento para protegê-lo.
Primeiramente pela porosidade do rejunte que é muito maior que a do piso marmorizado prensado e a cera vai evitar que o rejunte fique encardido.
Outra proteção é o selamento que o filme de cera faz nas micro-fissuras que ocorrem entre as placas de piso e o próprio rejunte por trabalhos estruturais de materiais diferentes. Essas micro-fissuras acabam sendo muito visíveis em pisos claros mal tratados porque a poeira acaba se depositando na fissura destacando visualmente a mesma no rejunte, ao passo que no enceramento bem mantido as micro-fissuras ficam imperceptíveis.
O caso fica mais grave quando de tanto penetrar água nessas micro-fissuras, ocorre o “apodrecimento” do rejunte, ou seja, o desagregamento através do excesso de água absorvido, ocorrendo primeiramente fissuras transversais e depois o destacamento do rejunte.
Em resumo, o enceramento bem mantido com a implantação correta, as lustragens e as recamadas na época certa de acordo com o procedimento é importantíssimo para a aparência do rejunte e a qualidade visual do piso.
Boas obras.

domingo, 19 de outubro de 2008

Por que Normas?


A Norma de Placas de Concreto para Piso está sendo elaborada e eu através da Segato faço parte da comissão de estudos, onde fazem parte outros fabricantes, consultores, consumidores e neutros. Venho então falar um pouco de Normas Técnicas no tema de procedimentos.
O que é Normalização:
Atividade que estabelece, em relação a problemas existentes ou potenciais, prescrições destinadas à utilização comum e repetitiva com vistas à obtenção do grau ótimo de ordem em um dado contexto.

Objetivos da Normalização

Economia: Proporcionar a redução da crescente variedade de produtos e procedimentos Comunicação: Proporcionar meios mais eficientes na troca de informação entre o fabricante e o cliente, melhorando a confiabilidade das relações comerciais e de serviços. Segurança: Proteger a vida humana e a saúde. Proteção do Consumidor: Prover a sociedade de meios eficazes para aferir a qualidade dos produtos. Eliminação de Barreiras Técnicas e Comerciais: Evitar a existência de regulamentos conflitantes sobre produtos e serviços em diferentes países, facilitando assim, o intercâmbio comercial.
Na prática, a Normalização está presente na fabricação dos produtos, na transferência de tecnologia, na melhoria da qualidade de vida através de normas relativas à saúde, à segurança e à preservação do meio ambiente.

Benefícios da Normalização

Numa economia onde a competitividade é acirrada e onde as exigências são cada vez mais crescentes, as empresas dependem de sua capacidade de incorporação de novas tecnologias de produtos, processos e serviços. A competição internacional entre as empresas eliminou as tradicionais vantagens baseadas no uso de fatores abundantes e de baixo custo. A normalização é utilizada cada vez mais como um meio para se alcançar a redução de custo da produção e do produto final, mantendo ou melhorando sua qualidade.
Podemos escalar alguns desses benefícios da Normalização da seguinte forma:
Qualitativos:
A utilização adequada dos recursos (equipamentos, materiais e mão-de-obra)
A uniformização da produção
A facilitação do treinamento da mão-de-obra, melhorando seu nível técnico
A possibilidade de registro do conhecimento tecnológico
Melhorar o processo de contratação e venda de tecnologia
Quantitativos:
Redução do consumo de materiais e do desperdício
Padronização de equipamentos e componentes
Redução da variedade de produtos (melhorar)
Fornecimento de procedimentos para cálculos e projetos
Aumento de produtividade
Melhoria da qualidade
Controle de processos
É ainda um excelente argumento para vendas ao mercado internacional como, também, para regular a importação de produtos que não estejam em conformidade com as normas do país importador.

* Texto copiado do site da Associação Brasileira de Normas Técnicas.

domingo, 24 de agosto de 2008

Enceramento - Manutenção Diária e Recamadas


Dando prosseguimento à postagem anterior, vamos apresentar como é feito o processo de manutenção diária e aplicação de recamadas de cera nos Shopping Centers.

Manutenção Diária
Produtos utilizados e frequência
Detergente Neutro: 2ª, 4ª, 6ª, sábado e domingo.
Detergente Restaurador: 3ª e 5ª
Disco de lavagem vermelho: Lavar diariamente
Disco de polimento azul: Polimento diário

Procedimento:
1- Passar mop pó em todo o piso.
2- Usar espátula para retirar chicletes, sujidade e adesivos, tomando cuidado para não danificar o piso.
3- Em pisos normais, lavar com detergente neutro diluído na proporção (1:128) ou (1:64) dependendo do grau de sujidade do piso. Usar disco vermelho e pressão baixa (a velocidade da lavadora deverá permitir uma escovação eficiente no piso).
4- Em pisos com teor de gordura (praça de alimentação), lavar o piso com detergente desengraxante na proporção (1:42) ou (1:21), dependendo do grau de sujidade do piso.
5- Para restauração de brilho, lavar com lavadora automática e detergente restaurador de brilho diluído na proporção (1:32), obrigatoriamente 2 vezes por semana.
6- Esperar secar o piso e polir com disco azul, na potencia ¾ da polidora.
7- Passar mop pó retirando a poeira que o polimento solta.

Recamada

Introdução: A manutenção de pisos requer a reposição do acabamento que foi se desgastando pelo tráfego de pessoas e movimentação de equipamentos, além do polimento que retira uma parte da superfície.
Este desgaste varia conforme a agressividade que a mesma sofre quando o shopping permanece aberto ao público.
O cronograma de reposição do acabamento foi elaborado para o piso ser recamado a cada 30 dias.
Verificar visualmente da necessidade de recamada nos cantos, abaixo de escadas e em volta de colunas por causa do baixo tráfego.
Por outro lado, recomenda-se aplicar uma camada adicional em frente a elevadores, escadas rolantes, galerias técnicas, entradas do shopping e corredores da praça de alimentação.
Operação: Preparar a área para receber lavagem profunda; isolar a área e retirar mobiliário.
Varrer cantos onde a sujeira acumula, passar mop pó primeiro nos cantos e depois acompanhando o alinhamento das pedras, removendo com espátulas sujidades adesivas.
A lavagem profunda significa em desbastar com maior intensidade a superfície a ser recamada, com disco azul ou verde. O vermelho é destinado à manutenção diária.
O detergente neutro deve ser diluído na proporção 1:32.
Espalhar com mop água o detergente neutro, primeiro nos cantos deixando agir por 10 minutos e esfregar com tirante T ou enceradeira manual.
Espalhar o detergente neutro em toda a área restante.
Esfregar com disco azul ou verde com rodo levantado e em seguida aspirar. Enxaguar o piso com água limpa, aspirar novamente e esperar secar.
Aplicar a cera acabadora (1 ou 2 camadas) não deixando áreas em descoberto, cuidando para formar um filme.
Esperar secar, verificando com a palma da mão se o piso está grudando ou pegando.
Após 1 hora da aplicação, efetuar o polimento leve com disco branco a ¾ ou média da potência da polidora.
Passar mop pó e recolocar os mobiliários.
O processo descrito é baseado no Programa de Manutenção, Remoção e Recamada – Procedimentos Operacionais da Eclipse Brasil – colaboração do sr. Etsugi Tsutsumida.
Volto a repetir que esse processo é utilizado em Shopping Centers e logicamente é inviável a sua aplicação em alguns outros tipos de utilização devido a espaço físico, mão de obra e equipamentos disponíveis; porém, pode ser usado como comparativo para poder buscar melhoras no sistema de manutenção utilizado.
Boas obras.

domingo, 17 de agosto de 2008

Enceramento de Shoppings



Muitos clientes me perguntam como o piso de shopping tem aspecto de brilho de um piso molhado. Vamos mostrar como é feito o processo de enceramento e a manutenção em shoppings center para o piso ter esse aspecto visual. Claro que não é todo lugar que pode usar esses equipamentos e esses procedimentos, mas um comparativo com o que se faz de melhor é sempre bom até para procurar melhorar o sistema usado.
1º Remoção:
A implantação do sistema de enceramento requer a remoção total do enceramento de proteção efetuado na fase de obra.
A remoção é feita através de removedor de cera que tem a função de agir quimicamente nos produtos que estão no piso. A diluição do removedor deverá ser feita de acordo com as instruções de uso. Deve – se joga-lo com regador e espalha – lo com vassoura de pelo ou piaçava em área entre 50 e 100m² em toda a área. O produto não pode secar sobre o piso. Deixar o produto agir por 10 minutos e redistribuir o produto com a vassoura para o piso não secar. Esfregar os cantos com tirante T. Esfregar o piso com enceradeira e disco preto ou maquina removedora em velocidade baixa, acompanhando o alinhamento das pedras em forma de zig zag. Esfregar duas vezes em forma de cruz. Redistribuir a solução com uma vassoura para o piso não secar.

2º Aspiração:
Aspirar com aspirador de líquidos ou lavadora automática ajudando com rodo a direcionar os líquidos dos cantos para o centro. Imediatamente após a aspiração, enxaguar com água limpa para retirar o caldo removedor e aplicar o neutralizador com mop água e deixar agir por 10 minutos. Aspirar o neutralizador, passar água limpa com rajador e aspirar novamente (2 vezes) e deixar secar. Verificar visualmente a existência de resíduos de produtos não removidos no piso. Caso isto ocorra, reiniciar o processo de remoção.

3º Medição do pH:
Medir o pH distribuindo um copo de água em vários lugares da área removida e emergir a tira do medidor de pH (papel de tornasol). O pH deverá estar entre 7 e 8, caso contrário, enxaguar quantas vezes for necessário até que o pH esteja dentro desses limites.

4º Aplicação de Selador:
Aplicar o selador com mop rayon, num total de duas camadas. Aplicar em toda a superfície, cuidando para que se forme um filme. Passar o mop rayon no mínimo duas vezes em cada local para não deixar estrias ou áreas descobertas. Como os cantos a 10 cm da parede não há fluxo de pessoas, não precisa aplicar a 2ª demão de selador, isso irá facilitar uma remoção futura.
Espremer bem o mop aplicador para que não goteje no piso e nunca retornar sobra do produto do balde espremedor para a bombona original. Esperar secar no intervalo de cada aplicação de 30 a 40 minutos conforme condições ambientais. Sempre é recomendável verificar se o produto está seco com a palma da mão (Não pode estar grudando ou pegando).

5º Aplicação da Cera Acabadora:
Aplicar a cera acabadora, com mop aplicador rayon. Aplicar em toda a área cuidando para que se forme um filme. Passar o mop rayon em forma de 8 no mínimo duas vezes em cada local para não deixar estrias ou área sem aplicar. Esperar secar durante 30 a 40 minutos verificando com a palma da mão se o produto está seco. Aplicar quatro demãos de cera acabadora.

Na próxima postagem do tema falaremos sobre a manutenção diária e processo de recamadas em Shoppings.
Esta postagem teve a colaboração do sr. Etsugi Tsutsumida da Eclipse Brasil.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Proteção Mecânica do Marcopiso








Em obras em que o piso marmorizado não é o último serviço e o mesmo pode sofrer agressões, como no caso de Shopping Centers onde o piso do mall fica pronto e depois os lojistas entram para as obras de suas lojas, é necessária a proteção mecânica do piso.
A proteção de gesso que é composta de lona plástica, tela de aniagem e gesso é muito usada, porém, atualmente também está sendo usada a proteção com chapas recicladas com sucesso.
Essa chapa é feita de material plástico reciclado (garrafa pet, tubo de pasta de dente e etc.) aglomerado com resina e prensado. Esse material é muito resistente e impermeável, uma vez que também são produzidas telhas com o mesmo processo. Seu custo também é reduzido em relação às madeiras, fora o conteúdo ecológico implícito.
Em um comparativo com a proteção de gesso, a proteção com chapas recicláveis tem as seguintes vantagens:
Rapidez na execução da proteção, pois basta esticar uma lona plástica e colocar sobre ela as chapas, necessitando apenas de corte para arremate nos cantos, o que é simples de fazer. Na proteção de gesso envolve muito mais mão de obra para esticar a aniagem, espalhar o gesso e depois molhar.
Liberação imediata da área protegida. Na proteção de gesso temos que esperar a secagem do mesmo.
Manutenção quase inexistente. Na proteção de gesso há o desgaste à abrasão, e reparos são requeridos com maior constância.
Sendo impermeável não tem problemas com eventuais vazamentos de água o que não acontece com o gesso.
Com o desgaste a proteção de gesso “solta” material pulverulento enquanto com a chapa isso não ocorre.
A rapidez para desmontagem da proteção também é maior na proteção com chapas recicladas.
Uma vantagem da proteção de gesso é ela ser estática fisicamente, enquanto algumas chapas podem ser removidas sem “autorização” do local aplicado.
O bota fora da proteção de gesso é complicado, pois além do empolamento que acontece na retirada aumentando muito o volume para essa tarefa, o gesso tem restrições para locais de desova. As placas poderão ser até reutilizadas dependendo do seu estado.
Em matéria de custo por metro quadrado, vai depender da região, pois o frete origem destino influencia muito. O consumo de gesso para uma boa proteção é de 12 a 15 kg/m² o que deve ser somado à aniagem; a chapa mais usada é a de 4 mm. A relação custo benefício deve ser sempre analisada.
Obras como o Shopping Barra Sul em Porto Alegre utilizam a proteção com chapas recicladas.
Embora o tradicional seja a proteção de gesso, a chapa reciclada parece estar chegando para brigar por esse espaço na construção.
Boas obras.

domingo, 6 de julho de 2008

Um toque de limpeza


Nem sempre é necessário repolir ou trocar a placa de piso marmorizado quando uma mancha surge no piso por algum descuido da manutenção. Algumas manchas podem ser removidas com produtos de limpeza ou pelo menos atenuar seu aspecto visual.
Um produto que remove vários tipos de manchas é a água oxigenada 100 volumes, porém, como esse produto não é encontrado em qualquer esquina, alternativas podem dar resultados, como por exemplo, o Semorin para tirar manchas de ferrugem, o Vanish Poder O2 para manchas de bebidas e molhos, a tradicional água fervente para manchas de óleo, talco para “sugar” o óleo. Embora eu pareça uma lavadeira de roupas e não um engenheiro, o produto que remove mancha de tecidos também ajuda na remoção de manchas no piso marmorizado.
Observação Importante: Nunca use removedor, thiner, água raz ou outro solvente que seja oleoso, pois irá piorar a situação com a penetração desse produto no piso. Também nunca use ácido ou produtos corrosivos que irão atacar o cimento causando desagregação.
Sempre vale a pena tentar a remoção com produto antes de uma ação mais agressiva de polimento ou troca de placa, pois caso resolva, economizamos o transtorno desses serviços em um piso pronto.
Os cuidados na manutenção do piso marmorizado evitam todos os trabalhos acima citados. È como diz o ditado popular “É melhor prevenir do que remediar”.
Boas Obras

domingo, 29 de junho de 2008

Problemas de Caixa




Alguns projetos de piso, quando o piso marmorizado é instalado sobre terreno, podem coincidir que caixas de passagem de tubulações fiquem sob a paginação do piso. A partir daí, caso essa caixa de passagem sofra manutenções constantes, uma tampa removível deverá ser considerada.
Essas tampas podem ter acabamento com piso marmorizado ou não, podem ser metálicas ou de concreto. No caso de tampas com acabamento em piso marmorizado, estas devem ter o rebaixo suficiente para colocar a placa de marmorizado (3 cm) mais a espessura da massa colante e ficar com acabamento final no mesmo nível do piso.
Algumas patologias ocorrem nas tampas por não terem resistência suficiente para suportar as cargas dos equipamentos que passam sobre ela sem flexionar. Como o revestimento é rígido (cimentício) a tampa metálica ou de concreto devem ser reforçadas para não flexionar. Qualquer flexão resultará em fissuras no rejunte e até nas placas que estão sobre a tampa.
A cantoneira que apoiará a tampa deverá logicamente resistir às cargas atuantes, por isso, a fixação deverá ser feita com grapas de fixação ou apoiadas sobre parede de tijolos. Deverá ser fixada com o cuidado de ficar perfeitamente nivelada com o piso.
Um sistema de remoção da tampa poderá ser aplicado para facilitar a manutenção uma vez que a peça ficará bem pesada.
Tanto o assentamento como o polimento das placas marmorizadas sobre as tampas geralmente são feitos nos canteiros, fora do local de aplicação. Cuidados no manuseio e transporte até a caixa deverão ser tomados.
Tomando esses cuidados estarão eliminados seus problemas de caixa, pelo menos os das de passagens.
Boas obras.
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