segunda-feira, 16 de julho de 2007

Tratamento e manutenção de piso marmorizado


Um dos pontos mais delicados do piso marmorizado é o tratamento final e manutenção, pois é o que vai resultar na aparência final do piso, então, venho a seguir reproduzir este item do manual técnico da Segato do Brasil.

1) Limpeza
Terminado a etapa do polimento, lavar o piso com detergente neutro para corrigia o PH do mesmo e enxaguar bem, retirando todos os resíduos do polimento.
Secar vigorosamente a área a ser tratada e aguardar no mínimo 1 hora. Caso a área não esteja totalmente seca poderá ocorrer o efeito "powdering" ao passar o selador e cera.
Isolar totalmente o local impedindo o tráfego.

2) Enceramento


  • Aplicar de 3 a 4 demãos (ou conforme orientação do fabricante do produto) de selador acrílico em intervalos de pelo menos 45 minutos.

  • Em seguida aplicar de 3 a 4 demãos (ou conforme orientação do fabricante) de impermeabilizante (cera) em intervalos iguais à do selador.

  • Os intervalos acima especificado podem variar de acordo com o local de aplicação e o clima.

  • Liberar para tráfego somente após secagem total do tratamento.

3) Manutenção e Conservação


A manutenção é fundamental tanto para conservação e beleza, quanto para o aumento da durabilidade e sucesso da implantação.


Materiais necessários:



  • Detergente neutro;

  • Removedor;

  • Selador Acrílico;

  • Cera acrílica impermeabilizante.

3.1) Manutenção Diária


A manutenção diária do piso deve ser feita da seguinte forma:



  • Com uso do mop pó, retirar toda a sujidade depositada na superfície do piso. A eficiência do mopeamento diário garantirá maior durabilidade do tratamento do piso;

  • Lavar o piso com detergente neutro diluído (conforme indicação do fabricante), utilizando máquina auto lavadora ou enceradeira com disco de bege ou branco (de lavagem) ou mesmo com a utilização de mop água;

  • Enxaguar bem e secar, sem deixar resíduos do produto;

  • Após limpeza do piso pode - se lustrar usando máquina High Speed para realçar brilho sem aplicação de cera. O uso deste tipo de máquina não é obrigatório, contudo facilita o trabalho cotidiano, realça o brilho do piso e aumenta a durabilidade do tratamento.

3.2) Periodicidade do tratamento


Faz - se necessário o enceramento do piso, para repor o que foi desgastado pelo tráfego e pela manutenção diária, sempre que observado a falta de brilho. a periodicidade desta reposição deverá ser feita de forma visual, quando se observar a falta de brilho no piso.



  • Aplica 1, ou se necessário 2, demãos de cera acrílica impermeabilizante;

  • Em áreas de alto tráfego esta periodicidade pode se dar de 1 a 3 vezes por mês.

  • A aplicação da cera deve ser efetuada depois que o procedimento de limpeza de toda área for concluída. O tráfego aos locais de manutenção deve ser interrompido e somente liberado após secagem completa da cera.

3.3) Remoção e reimplantação do tratamento


A remoção das diversas camadas de ceras acumuladas durante vários meses é necessária sempre que o resultado das manutenções periódicas não estiver sendo satisfatório, ou seja, piso fosco e manchado.



  • Varrer ou passar mop pó em toda área a ser tratada;

  • Lavar o piso com removedor diluído (ver rótulo do produto) utilizando máquina lavadora ou enceradeira industrial com disco preto (de remoção) até a completa remoção das camadas de cera;

  • Enxaguar bem e secar totalmente a área a ser tratada para evitar o efeito "powdering" citado acima;

  • Após completa secagem, repetir os procedimentos indicados no item 2;

  • A cada remoção / implantação, o piso ficará com o aspecto de novo, pois toda sujidade fica acumulada nas camadas de cera e não nas placas.

Observações:


Em hipótese alguma, deve -se usar qualquer tipo de ácido para limpeza ou remoção de manchas e outras sujidades.


Não deixar sobre o piso madeira molhada, madeirite, materiais ferrosos, bituca de cigarro, materiais ácidos, graxas, óleos, produtos químicos em geral, inclusive após a aplicação do selador e da cera. Se acidentalmente for colocado ou cair sobre o piso algum destes produtos, limpar imediatamente com detergente neutro e enxaguar em abundância para evitar a penetração do produto.


Em pisos recém colocados, é comum o surgimento de umidade nos rejuntes e nas extremidades das placas fazendo com que adquiram uma tonalidade mais escura durante um curto período de tempo. O tempo de secagem dependem das condições climáticas e da ventilação do local. Esta umidade origina-se da percolação de água da camada de assentamento. Após completa evaporação da umidade a tonalidade do piso ficará uniforme. Durante este processo é necessário uma manutenção mais ativa, conforme orientação do item 3 . A não realização da orientação facilitará a concentração da sujeira nas partes úmidas.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Como rejuntar e polir piso marmorizado


Continuando o assunto piso marmorizado em placas vibroprensadas, vamos à etapa seguinte a da colocação que é o rejuntamento; como segue:


  • A partir de 12 horas após o assentamento (o ideal é que possa esperar 24 horas), pode - se iniciar o processo de rejuntamento.

  • O ideal é usar o rejunte produzido pelo fabricante do piso sempre atentando ao prazo de validade do produto e as instruções do fabricante, ou utilizando uma mistura de cimento, aditivo (plastificante e adesivo), água e pigmento (corante).

  • A quantidade de água é definida de forma a deixar a massa de rejuntamento com consistência de "nata", ou seja, nem muito rala nem muito rígida, de forma a escoar dentro da juntas do piso.

  • A quantidade de corante nunca deve exceder 5% em peso da quantidade de cimento.

  • A tonalidade da massa de rejuntamento após a secagem deve ser a mesma tonalidade da placa do piso, para que isso aconteça o melhor é fazer pequenos ensaios com várias proporções de cimento e corante para escolher a ideal. A proporção usada na fabricação do piso nem sempre é a mesma do rejunte.

  • Lavar o piso removendo toda sujeira acumulada nas juntas.

  • Com auxílio de um rodo, passar várias demãos até preencher totalmente as juntas, não permitindo frisos para acumulo de sujeira.

  • Deixar o rejunte curar por pelo menos 48 horas antes de passar à etapa seguinte.

Polimento



  • Inicia - se o polimento utilizando maquinas politrizes diamantadas ou com esmeris, utilizando primeiramente ferramentas mais abrasivas, de modo a eliminar todas as arestas deixadas pelo assentamento, esse processo chama - se corte de nivelamento ou raspagem.

  • Lavar toda a área retirando todo o resíduo de lama resultante do polimento.

  • Usando o mesmo material do rejunte, porém, com consistência maior, espalha -se a argamassa com auxilio de uma desempenadeira de aço lisa fazendo um "vai e vem". O estucamento fechará as porosidades abertas pela raspagem e corrigirá eventuais pequenas falhas no rejuntamento.

  • Após pelo menos 24 horas de cura do estuque, iniciar o processo de polimento final utilizando ferramentas de grãos mais finos (menos abrasivos), removendo totalmente o estuque, esse processo pode ser repetido várias vezes utilizando grãos cada vez mais finos, fechando a porosidade e aumentando o brilho natural.

Após essa etapa, inicia - se a etapa de implantação do sistema de manutenção que falaremos na próxima postagem.




segunda-feira, 2 de julho de 2007

Aplicação de Piso Marmorizado em Placas


Como representente da Segato Pisos do Brasil Ltda., tenho observado que uma das dúvidas mais frequentes dos meus clientes é de como o piso marmorizado vibroprensado em placas pré - moldadas, mais conhecido como tipo "Marcopiso", são assentados, então, vou transcrever abaixo o procedimento de acordo com o manual técnico da Segato do Brasil.

Preparo da base

Para perfeita aderência da argamassa da assentamento do piso com o contrapiso, faz - se nescessário as seguintes providências:


  • sobre a base de concreto existente,com idade superior a sete dias, proceder uma rigorosa limpeza da superfície, que deve se apresentar áspera, isenta de pó, partículas soltas, graxas,, óleo, etc.

  • deteminados locais poderão necessitar de ações mecanicas como apicoamento, jateamento, fresamento ou aplicação de produtos especiais afim d melhorar a aderência.

  • saturação da base de concreto com água em abundância.

  • sobre a superfície úmida da base de concreto, sem poças d'água, aplicar sobre toda a superfície argamassa plástica com traço em volume 1:1 (uma parte de cimento para uma parte de areia média lavada), com auxílio de vassora de pelo duro.

  • Ter no mínimo cinco centímetros livre entre a base e o nivel do piso acabado.

Traço da argamassa de assentamento - "farofa".



  • 01 (uma) parte de cimento.

  • 04 (quatro) partes de areia média lavada.

  • a adição de água deve ser o mínimo possível.

Rendimento médio: 17 kg/m²/cm de altura da argamassa de assentamento.


Consumo médio de materiais considerando argamassa de assentamento com 3,5 cm de altura (altura média praticada):



  • areia média lavada = 47,6 kg/m²

  • cimento cinza CPII E32 = 17 kg/m²

Nota minha: O consumo de cimento para o assentamento é de 6 sacos de cimento por m³ de areia.


Além dos procedimentos básicos para assentamento de piso em geral, destacamos o seguinte:



  • espalhar a argamassa tipo "farofa" com altura mínima e máxima entre 2,5cm e 4,5cm.

  • sobre a argamassa já espalhada, polvilhar cimento puro para criar uma ponte de aderência.

  • Com auxílio de um regador, espalhar água sobre a argamassa já polvilhada com cimento e colocar a placa sobre a argamassa.

  • As placas devem ser forçadas uma a uma contra a argamassa de assentamento com auxílio de um martelo de borracha. Certificar -se de que todas as placas foram batidas o maior número possível de vezes, afim de garantir perfeita aderência e nivelamento entre as placas.

  • Efetuar a limpeza das juntas para não impedir a penetração do rejunte.

  • as juntas deve ter entre 1,5 e 2 mm no máximo.

  • A cada 3 carreira de piso assentado estas devemser limpadas com vassouras de pelo duro ou naylon retirando os resíduos de argamassa e limpeza das juntas.

  • Sugerimos que as mestras não ultrapassem a 4,80m de largura e que estas sejam assentadas em formato de "l" ou "U" para facilitar o alinhamento das placas. (Esquadro).

  • Quando houver paginação ou tabeiras com outros tipos de pisos como; granito, porcelanato ou marmore, os mesmos deverão ser assentados somente após o polimento final do piso.


Nas próximas postagem falaremos sobre rejuntamento, polimento e manutenção do piso marmorizado.




segunda-feira, 25 de junho de 2007

Comparativo de pisos

Vamos fazer um pequeno e superficial comparativo dos pisos mais usados em locais de grande freqüência de pessoas como hipermercados, shopping centers, hospitais, escolas, prédios públicos, lojas de departamentos e etc.

Piso de Granilite executado “in loco”: é um piso cimentício de resistência elevada e de grande durabilidade, boa aparência, diversidade de cores, fácil manutenção, não tem barreiras para acumulo de sujeira, necessita de proteção superficial (selador, cera ou resina ou outro material protetor), a forma de execução é artesanal e necessita de cuidados especiais para evitar patologias de trincas e destacamento da base, muito comuns nas obras atuais. Tem a vantagem de poder ser revitalizado após vários anos de uso com polimento superficial.

Piso marmorizado em placas vibro-prensadas (tipo Marcopiso): é um piso cimentício que agrega todas as qualidades do piso acima com a vantagem de ser industrializado, com controle de qualidade muito maior, com resistência superior, pois é vibrado e prensado com carga elevada, e, sendo em placas, as pequenas movimentações estruturais são absorvidas pelo rejunte não trincando as placas, seu polimento posterior à colocação causa uma planicidade que facilita a manutenção devido à inexistência de barreiras para sujeira. Também necessita de proteção superficial.
Observação: talvez eu cause a impressão de estar “puxando a sardinha” uma vez que eu sou representante da Segato do Brasil que produz esse tipo de piso, porém, ninguém vende um produto que não confia.

Piso de granito: Material retirado da natureza em blocos e serrado em forma de ladrilhos tem grande durabilidade, baixo custo de manutenção, porém agrega um valor alto, o que também enobrece a área de utilização, sendo em placas, as pequenas movimentações estruturais são absorvidas pelo rejunte, tem como desvantagem o alto custo de revitalização e a qualidade final dessa revitalização, como também a dificuldade de reposição de peças após alguns anos compensando em algumas ocasiões a troca total do piso.

Piso de mármore: Idem ao anterior, porém com um desgaste maior, e uma qualidade de revitalização superior.

Piso com pedras serradas (basalto e etc.): Embora seja um piso de grande durabilidade, seu aspecto heterogêneo e a variação de tonalidade causam um visual de gosto discutível.

Piso cerâmico: Não indicaria um piso cerâmico para áreas de alto trafego devido a sua baixa resistência ao desgaste e sua fragilidade ao suporte de cargas.

Porcelanato: Com uma resistência ao desgaste superior, baixo custo de manutenção, tem como desvantagem a baixa capacidade de suporte de cargas e a pouca permanência da referência do piso em linha pelos fabricantes, dificultando posterior reposição de peças.

Piso Vinílico: è um piso higiênico, baixo custo inicial de rápida aplicação, exige camada de proteção superficial para conservação (enceramento), porém com variação de tonalidades entre lotes, e dificuldade de peças idênticas para reposição posterior.

Piso de concreto: Piso de baixo custo, requer proteção superficial, com aspecto visual discutível, indicado para áreas de menor nobreza.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Que piso coloco nessa área?

Uma das maiores dificuldades de um projeto é definir o tipo de piso que será especificado em uma área. A primeira pergunta que fazemos é qual a utilização dessa área? (função), que tipo de uso ela terá? (utilização), o que seria melhor?(opções).
A primeira idéia é de um piso muito bonito (estética).
Logo perguntamos quanto custará esse piso (custo).
Esse piso é bom? (qualidade).
Vai agüentar o uso? (durabilidade).
Vai ser fácil limpar? (manutenção).
Esse piso é fácil de colocar? (mão de obra).
Um estudo de viabilidade técnica e financeira devera ser feito observando todas as questões acima, pois, não adianta especificar um piso de baixo custo e de pouca duração, pois o cliente pode ficar contente com o custo da obra, mas depois irá reclamar que o piso não resistiu ao uso, como também não adianta especificar um piso de qualidade excelente se o cliente não quer pagar por isso, então o custo deverá ser confrontado com qualidade, durabilidade, estética, manutenção e mão de obra para um melhor projeto.Nas próximas edições falaremos de vários tipos de pisos, quais as suas vantagens e desvantagens fazendo um comparativo entre eles conforme a utilização. Até a próxima
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