Neste blog faremos uma revista sobre pisos cimentícios e pisos marmorizados (também conhecido como Marcopiso, granilite em placas ou marmore reconstituido). Trabalhando desde 1988 na área, tenho algumas informações, sugestões e fatos para contar. Espero informar e esclarecer as dúvidas em especificação, compra, instalação e manutenção desses materiais.
sábado, 3 de abril de 2010
Norma Placas de Concreto para Pisos: NBR 15.805/2010
Entrou em vigor em 19/03/2010 na Norma de Placas de Concreto para Pisos a qual fui membro da comissão de estudos.
Depois de muito trabalho, reuniões, discussões em aproximadamente dois anos, a Norma NBR 15.805/2010, está publicada.
As Normas garantem ao consumidor a qualidade do produto através dos parâmetros e limites estabelecidos que aferem o controle de qualidade.
Boas Obras.
Itaipu Binacional
No ultimo final de semana tive a oportunidade de visitar uma das sete maravilhas do mundo moderno. A usina de Itaipu está em um território binacional Brasil-Paraguai onde tudo é dividido entre os dois paises, 50% dos funcionários são paraguaios assim como 50% da energia gerada é brasileira, embora o Brasil compre do Paraguai mais 40% da energia gerada.
A visita começa pelo centro administrativo onde é mostrado um filme muito interessante sobre a história da usina e a participação da Itaipu em projetos sociais e ecológicos.Depois o passeio é feito por ônibus panorâmicos assobradados com guia trilingue.
Tive a sorte de visitar o vertedouro quando ele estava aberto, pois somente o excedente de água no reservatório é vazado por ele, e estava com uma vazão de 6 milhões de m³, embora a capacidade de vazão seja de 36m³, essa vazão só se sucedeu na construção da usina durante a cheia do reservatório.
Visitamos a barragem onde descem as tubulações que levam as águas para as 18 turbinas que estão a 60 m de desnível. Tudo em proporções gigantescas.Passamos pela praça do trabalhador onde cada funcionário que completos quinze anos de serviço ou se aposenta na usina tem o direito de plantar uma árvore, muito legal.
O ônibus pega uma estrada que passa pelas tubulações e leva a um túnel que passa sob a estrutura do vertedouro e depois subimos para a estrada que passa sobre a barragem, na beira do reservatório, o sexto maior em volume de água do Brasil. Onde começam as torres de transmissão de energia. Itaipu é a maior produtora de energia do mundo.
Dá orgulho de ser brasileiro.
Boas Obras.
domingo, 21 de março de 2010
Chegou o piso que faltava!!!!
A Segato está lançando as Linhas Granazzo e Segato com acabamento polido e bizotado.
Comercializado apenas nas lojas especializadas em revestimentos, esses produtos são ideais para áreas internas como salas, cozinhas, banheiros, e etc. emprestando o charme do mármore reconstituído e do granilite para o ambiente.
A aplicação é simples, idêntica ao granito e o rejunte é fornecido na cor do piso (ou diferente) pela Segato, o enceramento conserva e dá o brilho.
Os pisos Segato são resistentes e duráveis, do jeito que queremos para nossa casa.
Boas Obras.
Vejam todas as cores e referências no site www.segatopisos.com.br
domingo, 14 de março de 2010
Lapidação
O processo de lapidação de concreto que é muito difundido nos Estados Unidos e na Europa está sendo implantado no Brasil a aproximadamente 5 anos e no momento várias empresas de polimento de piso está executando esse sistema. No Brasil esse processo vem sendo usado em reformas de pisos desgastados, mas nos EUA e Europa esse processo é aplicado na execução do piso.A lapidação no concreto basicamente é iniciada com o nivelamento do piso com maquinas polidoras utilizando abrasivos metálicos de grana 24 até a grana 400. Depois é aplicado um endurecedor de superfície a base de fluorsilicatos.
Na próxima etapa é executado o polimento com máquinas politrizes com abrasivos resinados da grana 400 até a grana 3000 e aplicado um bloqueador a base de siliconatos.
Por fim é aplicado um óleofugante composto de silano siloxano.
Quando a lapidação chegou ao Brasil achou-se que esse processo poderia ser usado no piso marmorizado em placas e seria a solução para os supermercados, shopping centers e outros usuários para economizar na manutenção do piso eliminando ou diminuindo o consumo de cera.
Porém, todas as experiências na época foram frustrantes, o piso perdia o brilho, a cor branca amarelava, a porosidade voltava e a utilização de película de cera voltava a ser obrigatória. Determinou a causa do fracasso á dureza do mármore ser menor que a dos agregados utilizados no concreto.
Hoje esse processo já teve um bom desenvolvimento, estão produzindo abrasivos resinados que não mancham o piso branco, desenvolveram cristalizantes para aumentar a dureza do marmorizado, estão desenvolvendo pisos com maior resistência à abrasão e em breve a lapidação também será difundida nos pisos marmorizados em placas.
Boas Obras,
domingo, 7 de março de 2010
Piso Fino X Piso Grosso
Existem no mercado duas espessuras de pisos prensados marmorizados em placas, a de 1,8 cm monocamada e a de 3 cm em camada dupla e embora aparentemente não haja diferenças, vamos aqui citar algumas:
- É evidente que a placa com menor espessura é mais leve o que acarreta um transporte mais econômico.
- A placa de menor espessura é indicada onde o nível do contrapiso está no limite e 1,2 cm irá fazer diferença.
- No caso de nível acabado já definido com 6 a 7 cm da laje o piso de menor espessura consumirá mais massa de assentamento, o que pode descompensar o frete mais barato.
- É evidente que o piso mais grosso tem uma resistência à tração e compressão maior, pois esse fator está diretamente ligado à espessura. Fazendo um comparativo grosseiro com lajes, com mesma armadura a laje de maior espessura tem resistência maior á tração e compressão.
- A ancoragem da placa de maior espessura na argamassa de assentamento também é maior, uma vez que a penetração é maior, assim como, o peso próprio gera maior estabilidade, o que acarreta uma menor incidência de descolamento de placas.
- O piso de menor espessura por ser mais leve causa menor desconforto ao assentador.
- Cada vez mais a utilização de equipamentos de polimento com maior porte é utilizada, hoje existe no mercado politrizes com até dez pratos de polimento e o peso e a vibração desses equipamentos podem influir na aderência do piso, o piso de menor espessura vai transmitir mais energia para a argamassa de assentamento e estar mais sujeitos a descolamentos.
Boas Obras.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Concreto Queimado em Placas
São placas de tamanhos 60x60 cm, 80x80 cm e 1m x 1m com espessura de 3 cm que oferecem beleza e sofisticação aos ambientes internos e externos.
Além da cor cinza (cor de cimento), a Segato oferece as cores Branco, Marfim e Canela que emprestam para o ambiente a classe e categoria dos pisos cimentícios.
Fácil de instalar gera toda a vantagem que de um piso pré-moldado tem sobre um piso de concreto queimado executado no local. Não fissura, é homogêneo e tem qualidade controlada em fabrica.
Ótimo em áreas residenciais, excelente para ambientes comerciais a linha Lisa é mais uma opção da Segato para qualificar seu projeto.
Veja nosso site: http://www.segatopisos.com.br/
Boas Obras.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Patinação em Vancouver e nos Shoppings
Agora nos shoppings do Brasil, já podemos ver a manutenção do piso sendo executada por patinadoras.
Podemos observar patinadoras mopeando e tirando manchas de calçados, como também retirando chicletes e removendo líquidos que derramam acidentalmente.
Trata-se de patinadoras, portando uma pochete contendo espátula, panos de algodão, luva de borracha e radio de comunicação, portando em suas mão o mop e a haste com bolinha de tênis (que removem as marcas de sapato conforme postagem de 30/08/2009).
O Barra Shopping no Rio de Janeiro já conta com esse expediente e de acordo com a empresa limpadora os resultados são muito bons, pois:
O mopeamento é maior, retirando papeis e outros;
A retirada das manchas de calçados acontece com maior velocidade;
A retirada de chicletes com espátula facilita o trabalho noturno;
A remoção de líquidos e sorvetes das áreas fora da praça de alimentação tem sido com maior rapidez.
É claro que as patinadoras se apresentam com trajes apropriados e com muita agilidade para os trabalhos.
Medalha de ouro para elas.
Esta postagem teve a colaboração de Etsugi Tsutsumida da Eclipse Brasil Importação e Comércio Ltda.
Boas Obras.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Óleo Mancha?
O óleo tem um efeito penetrante muito grande e o piso cimentício por si só é poroso, se o piso estiver sem alguma proteção (óleofugante, resina ou cera acrílica) o piso será contaminado quase que de imediato.A viscosidade do óleo tem influencia, o óleo hidráulico, por exemplo, vai penetrar com maior facilidade que o óleo de motor.
A proteção do piso vai retardar o efeito da penetração, porém a limpeza do produto oleoso deverá ser feita o mais rápido possível, pois a poça de óleo estacionada sobre o piso acaba contaminando as propriedades químicas do produto de proteção até o ponto de alterar suas características e ocorrer a penetração do produto. Alguns produtos retardam mais que outros, mas em nossos testes em fabrica nenhum vedou completamente.
Por isso em áreas sujeitas a mancha de óleo tais como garagens, churrasqueiras, cozinhas, oficinas, gôndola de lojas com produtos oleosos e áreas afins, devemos ficar mais atentos à limpeza.
Em áreas onde o óleofugante está aplicado deve-se sempre atentar para o prazo de validade que o fabricante sugere ao produto até a sua reaplicação.
Nas áreas enceradas devemos observar o aspecto visual do enceramento, se ele estiver com a película protetora desgastada, com partes sem brilho, devemos fazer a recamada.
Onde o piso estiver protegido com resina, devemos observar se o filme protetor está sem desgaste e contínuo.
Todos os produtos protetores têm seu prazo de validade na embalagem, não aplicar produtos vencidos no piso.Atualmente existem no mercado produtos como Tira Óleo (ou nome similar), Pó de Cataplasma e Tira Manchas que prometem remover a mancha de óleo, porém confesso que ainda não acompanhei testes com esses produtos, mas, no caso do piso já tiver manchado não custa tentar antes de conviver com uma mancha ou trocar a placa do piso danificada.
Boas obras.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Como é produzido o piso cerâmico?
É estranho essa matéria em um blog de pisos cimentícios, porém, conhecer melhor outros materiais que “concorrem” em uma escolha pode ser interessante. A cerâmica começou a ser usada como revestimento nas civilizações da Ásia e do Oriente. O revestimento cerâmico entrou na Europa junto com as paredes de tijolos.
Esse material tão antigo é muito usado devido ao seu conforto térmico e facilidade de conservação.
Vamos aqui então dar uma superficial e resumida explanação de como esse material é produzido.
A primeira etapa da produção seria a extração da matéria prima e sua armazenagem.
As matérias primas são classificadas como plásticas (argilas plásticas para queima branca ou clara, a argila fundente para a queima vermelha e o caulim) e não plásticas (filitos, fundentes feldspáticos, talco e carbonatos). Os primeiros fornecem à massa a plasticidade para a qualidade mecânica e os segundos, propriedades térmicas para a queima da massa.
A segunda fase é a preparação dos materiais: o pó resultante da massa e o esmalte para a cobertura vitrificada.
A massa pode ser extrusada ou prensada, a extrusada é uma pasta com aproximadamente 15% de água, que é pressionada através de uma abertura que reproduz a seção transversal da peça que sai em uma fita contínua que é cortada conforme as dimensões das peças. A prensada é composta de aproximadamente 5% de água e é compactada por pressão de um embolo de prensa em um molde pré definido.
Em seguida é feito o processo de secagem através de ar quente para reduzir a umidade para aproximadamente 1% de água.
A próxima etapa é a queima que pode ser monoqueima (em que o esmalte é queimado simultaneamente com a base) ou biqueiama (onde queima primeiramente a base e depois é aplicado o esmalte e novamente queimado), mas esse ultimo processo é mais arcaico que o primeiro que determina maior ligação do esmalte a base, gerando melhor resistência à abrasão e maior resistência à flexão. Uma outra técnica utilizada hoje é a terceira queima, que consiste em decorar o esmalte já queimado e recolocá-lo no forno sob temperaturas mais baixas, para obter o design definitivo.
No acabamento temos a fase dos cortes, que são os bisotes, boleamentos, aparos e etc.; a fase de polimento e lustre e a fase de esmaltação que é a decoração e esmalte superficial aplicado através de equipamentos como maquina serigráfica, campana, aerógrafo e disco.
Por último temos a seleção e embalagem.
É dessa forma que o barro se transforma em revestimento.
Boas obras.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Experiência do passado
Essa postagem vai gerar polêmica e eu estou disposto a receber as críticas e opiniões no espaço de comentários.Na década de 90 estava chegando ao Brasil um piso que ia revolucionar o mercado do piso. Estamos falando do porcelanato, que embora tenha dado muito certo em áreas residenciais, nos shopping centers não teve muita aceitação, em 1991 foi inaugurado o Esplanada Shopping de Sorocaba com um porcelanato de pequenas dimensões e não mais se viu novas especificações até que em 1998 o Shopping Internacional de Guarulhos foi inaugurado com um porcelanato com dimensões maiores e que também não foi repetido pelos seus empreendedores em outros shoppings. Reclamações de dificuldade de limpeza, acumulo de sujeira nos rejuntes e semelhança com banheirão foram as reclamações. Em supermercados pequenos o porcelanato deu certo, porém em grandes áreas também não deu continuidade, a rede Pão de Açúcar, por exemplo, substituiu o porcelanato em várias lojas pelo marmorizado em placas polido no local.
Alguns shoppings optaram por usar granito e sofrem com o desgaste e falta de brilho em pontos de maiores movimento, como também reclamam das arestas em desnível que ficam entre as placas por culpa do empeno e falta de calibragem, embora tenham um custo de manutenção menor.
Sei que a arquitetura é uma arte e todo artista tem a necessidade de apresentar algo diferente e inovador, novas paginações, novas cores e novos tamanhos. E por que não novos pisos? Uma vez que desde o Shopping Ibirapuera a 34 anos atrás até os dias de hoje se usa o marmorizado em placas polido no local.
Porém, trocar a confiança de um tipo de piso que já está aprovado e consumado por outro que parece inovador, apesar de nunca usado em nenhum shopping do Brasil parece muito arriscado cair novamente nos casos acima descritos.
Está tendo uma tendência em usar nos malls dos shoppings um piso marmorizado que já vem polido de fábrica, e embora a empresa que eu represento já está com esse produto quase pronto (posso estar dando um tiro no pé), eu tenho minhas dúvidas em sua utilização em shoppings e em grandes áreas, uma vez que um marmorizado polido de fábrica não vai ter o aspecto visual monolítico e vai ter as mesmas características de um porcelanato ou granito depois de assentado, o rejunte não ficará nivelado com a placa e terão os mesmos motivos para queixas. A sua utilização em retrofit pode diminuir o tempo de execução e os inconvenientes do polimento, porém não terá o mesmo aspecto visual do piso polido no local.Aguardo comentários.
Boas obras.
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