domingo, 12 de setembro de 2010

Como é produzido o porcelanato?

Credito: http://oazulejista.blogspot.com 

Em minha postagem de 31/01/2010 http://inglesdopiso.blogspot.com/2010/01/como-e-produzido-o-piso-ceramico.html escrevi sobre a produção do piso cerâmico, e fiquei devendo a produção do porcelanato.
O processo de produção do porcelanato é uma evolução do processo cerâmico, onde objetiva um piso mais compacto e menos absorvente. As matérias primas são mais selecionadas, a massa sofre uma prensagem, a queima é em fornos de rolos (que possibilita peças grandes) e pode haver o processo de polimento.

Processo de Fabricação:
O desafio na produção do porcelanato começa na seleção das matérias-primas (argila, feldspato e corantes). É fundamental manter a homogeneidade do lote e atender as especificações, a fim de evitar variações de tonalidade e variações na fundência da composição.
A moagem é uma etapa crítica onde o controle sobre a granulometria deve ser mantido para garantia de compactação e características do produto pós queima.
Na atomização é preciso manter muito próximo o intervalo da viscosidade da barbotina (massa), a fim de garantir a estabilidade padrão do atomatizado.
O tempo de repouso não deve ser menor que 36 horas de forma a garantir a homogeneização da umidade.
A prensagem é a etapa onde, além da conformação, busca-se uma redução da porosidade interna. A pressão de compactação varia de 400 a 500 kg/cm², requerendo-se prensas hidráulicas com capacidade de até 5 toneladas.A variação da densidade aparente deverá ser mínima para evitar deformações e desvios na ortogonalidade. O uso de estampos isostáticos é imprescindível.
A sinterização (queima) é feita em fornos a rolo, monoestrato com ciclos de 60 a 70 min e temperaturas de 1200 a 1250 ºC.
A etapa seguinte é a inovação na produção de revestimentos cerâmicos: o polimento. O brilho é uma característica bastante procurada pelos consumidores de revestimento. O equipamento usado para conferir brilho ás peças vem acoplado a outro equipamento que faz a  retificação de forma que todas as peças tenham exatamente o mesmo tamanho. A retificação também é feita nos porcelanatos não polidos.
O controle da porosidade causada pelo polimento, tamanho e formato é fundamental. O produto ideal é aquele que apresenta uma microestrutura composta de poros isolados e de tamanho inferior a 15 micras.
A classificação é feita em máquinas onde o operador avalia somente os defeitos estéticos e a tonalidade. Os defeitos relativos à planaridade e dimensão são avaliados por sensores eletrônicos.
O processo final é de embalagem e armazenagem.
Deus do barro fez um homem, o homem do barro um revestimento.
Boas Obras!!!!


domingo, 5 de setembro de 2010

Concrete Show 2010

A Concrete Show, a maior feira Sul Americana de produtos e equipamentos ligados a concreto aconteceu de 25 a 27/08/2010 no Transamérica Expo Center em São Paulo.
Tive a oportunidade de visitar e dar uma conferida nos equipamentos e produtos que são utilizados em pisos marmorizados e que a seguir descrevo o que me chamou atenção.
Maquinas de polir: A ampliação do uso do sistema de lapidação de pisos estimulou a evolução desse equipamento e além dos equipamentos nacionais os importados também apareceram. De novidade, a LVS mostrou seu equipamento adaptado para polimento à seco com nova rotação e saídas para aspirador, a Husqvarna apresentou uma politriz com dois motores, um para os pratos e outro para o satélite, podendo usar velocidades e sentidos diferentes para cada um. Outro equipamento interessante estava no stand da abrasivos Shark,  uma politriz chinesa, de formato quadrado que pode se aproximar a quase 1cm dos cantos. Em minha opnião, equipamentos com inversor eletrônico não suportam as oscilações de voltagens de nossas gambiarras de obra, talvez somente com a utilização de transformador. Também equipamentos sem o sistema satélite não dão a mesma planicidade no polimento que um equipamento com esse sistema.
Maquinas para cantos: Vi uma grande procura por parte dos executores de piso por esses equipamentos. São politrizes de menor porte, retangular ou quadrada para encostar bem na parede diminuindo as diferenças que uma lixadeira manual causa no polimento. Marcas com motores atrás e outros à frente em cima do prato de polir estavam expostas. Não as vi trabalhar, mas a com motor á frente parece dar um peso sobre o prato aproximando do peso da politriz grande, porém, também acho que a estabilidade nesse caso fica mais comprometida (similar à enceradeira).
Abrasivos: A lapidação também trouxe uma evolução nos abrasivos, multiplicando as marcas e modelos para o polimento fino a seco. Apareceram também novas marcas de abrasivos para pisos brancos, sem pigmentos e componentes que mancham o piso e com custo menor.
Endurecedores de Superfícies: Marcas tradicionais e novas de silicatos e flúor silicatos metálicos também estavam expostas (vejam matéria de 22/8/2010).
Areia drenante: Uma novidade muito interessante apresentada pela Pave Systems, a Pavesand é uma areia que endurece em contato com a água permanecendo drenante, ideal para rejunte de pisos drenantes.

A feira estava maior que a do ano passado, com equipamentos maiores, maior diversidade de marcas, seminários interessantes para cada setor, mostrando a expectativa de crescimento ainda maior da construção no Brasil.
Gostei, boas obras!!!      

domingo, 29 de agosto de 2010

Ambientes Especiais

Vamos postar a seguir fotos de alguns ambientes especiais executados com revestimentos Segato. Preservamos os endereços, proprietários e autores dos projetos.


Piso e escada linha Lisa Segato 




Escada com Linha Madeira


Piscina revestida com linha Rústica modelo Nuvens
Banheira revestida com Linha Madeira

Lavabo em Linha Madeira
Fachada com detalhes linha Madeira
Boas idéias e boas obras.

domingo, 22 de agosto de 2010

40.000


Ultrapassamos 40.000 visitas neste blog, você faz parte dessa comemoração.
Muito Obrigado e Boas Obras.

Endurecedor de Superfície

Com a utilização cada vez maior do processo de lapidação no piso marmorizado, passou-se a falar muito em endurecedor de superfície. A lapidação é um processo de polimento com densificação do piso e o endurecedor de superfície é uma das matérias primas para a densificação. A seguir vamos comentar superficialmente sobre esse produto.
Os endurecedores de superfície são produtos químicos líquidos que por reação iônica penetram na capilaridade da pasta de cimento (pozolanita) e reagem com o hidróxido de cálcio liberado formando cristais de aragonita que são muito mais duros que a calcita formada sem o endurecedor. Aumentando assim a dureza superficial do piso.
Existem diferentes tipos de endurecedores de superfície; os de melhor desempenho são os a base de flúor silicatos metálicos. Ainda existem no mercado os endurecedores a base de silicato de sódio que tem um custo menor, porém, com menor poder de penetração e formação de cristais de menor dureza e, portanto com vida útil limitada; enquanto os a base de flúor-silicatos metálicos formam cristais menores e mais duros e com maior poder de penetração obtendo resultados permanentes.
O componente metálico mais usado é o magnésio formando o flúor-silicato de magnésio, que atua baseando na reação do fluoreto de silício com o hidróxido de cálcio.
Os flúor silicatos também reagem com os produtos da carbonatação como o carbonato de cálcio resultando em cristais também bastante estáveis, enquanto o silicato de sódio reage com o CO2 formando carbonato de sódio, um sal solúvel em água.
Observem que os endurecedores só reagem com a pasta de cimento e não com os agregados. Na lapidação do piso marmorizado diferente do concreto, os agregados marmorizados aparentes deverão sofrer um tratamento especial (cristalização) ou ser substituídos por agregados de rochas mais duras para o brilho ser mais permanente.
Boas obras.


domingo, 15 de agosto de 2010

Piso Intertravado comum é Drenante?

Primeiramente vamos definir a diferença entre peça de piso drenante e pavimento drenante.
O piso drenante é o piso que as águas drenam através da própria peça do piso.
O pavimento drenante é o sistema em que as águas drenam através de toda sua estrutura, ou seja, através das juntas, perfurações e etc. ou através de sua própria estrutura. Ou seja, o piso drenante é uma das situações entre outras mais do pavimento drenante.
O piso drenante é só o revestimento de todo um sistema de drenagem.
Vamos considerar capacidade de drenagem a facilidade e velocidade que a água passa através da peça ou do sistema. Vamos considerar drenante, o piso com maior capacidade de drenagem.
Assim sendo, considerar uma peça de piso intertravado comum como peça de piso drenante é falso, pois a drenagem através da peça é muito lenta se é que podemos considerá-la.
O piso intertravado comum, como pavimento drenante, tem sua drenagem pelo espaçamento deixado entre as suas peças.
Comparando a capacidade de drenagem de um pavimento executado com piso intertravado comum com um pavimento executado com peças drenantes verificamos a superioridade das peças drenantes.
Além dos pisos intertravados comuns, existem também os blocos de concreto drenante com assentamento intertravado.
O piso intertravado tem maior capacidade de suporte de cargas suportando veículos pesados.  
As placas de piso drenante além de maior capacidade de drenagem possuem maior acessibilidade e conforto no caminhar devido a menor quantidade de juntas, suportam pedestres e veículos leves.
Boas obras.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O fim de uma era

Depois de muitos e muitos anos o mármore Aurora Pérola que emprestou sua beleza para pisos de vários shopping centers, supermercados e outros tipos de imóveis, atingiu a extinção. Para ter uma idéia, Shopping Ibirapuera, Shopping Center Norte, Shopping D, Shopping ABC, Shopping Penha, Shopping Aricanduva, Shopping Interlagos, Ribeirão Shopping, SP Market, BH Shopping, Barra Shopping, Carrefour, Casa Sendas têm seus pisos compostos por esse mármore.
Pedreiras como Paraíso e Guarnieri que eram as maiores produtoras de mármore Aurora Pérola, se tornaram improdutivas e os matucos (retalhos de rocha que sobram após a extração do bloco de mármore) que são as matérias primas para a execução do marmorizado prensado se esgotaram, finalizando a produção de piso com esse agregado.
A Segato já desenvolveu pisos com outros mármores que se assemelham ao piso composto pelo Aurora Pérola, conseguindo substituir e ficando muito parecido com os executados com essas pedras, de modo que o mercado não ficará carente na necessidade de pisos com essa referência.
Esse mármore com mais de 1 milhão de metros quadrados espalhados em pisos marmorizados por todo o Brasil, que muita gente já teve a oportunidade de pisar sobre ele, com aspecto visual perfeito mesmo após 40 anos de uso com trafego intenso, vai deixar de ser produzido, porém, ainda vamos dar nossos passos por muitos anos em sua superfície maravilhosa.
Boas obras.

domingo, 1 de agosto de 2010

Piso na Parede?

É estranho, mas é muito comum, um produto fabricado para piso pode ser colocado em paredes de acordo com as conveniências.
Porém, quando um revestimento é fabricado para uso exclusivo em paredes, a aplicação em piso vai gerar transtornos indesejáveis, pois, esses produtos não foram desenvolvidos para sofrer as solicitações de cargas e desgastes exigidos no piso.
A Segato produz a linha Mineira, e todos os produtos da linha podem ser aplicados tanto em pisos como em paredes. Como esse revestimento tem um acabamento diferenciado com agregados expostos, tipo fulget, a linha Mineira pode revestir paredes emprestando a beleza das pedras naturais com fácil instalação e manutenção.
A Linha Madeira no formato Tábua ou Assoalho também faz um excelente revestimento de paredes com seu aspecto de madeira rústica.
Outras linhas como Granazzo, Segato, Lisa e Escovada também podem fazer ótimos painéis verticais.
Os pisos Segato também são paredes. Por isso os chamamos de revestimentos.
Boas obras.   

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O Piso Após a Evolução

A Segato desenvolveu uma linha de pisos apropriada para execução da lapidação.
A lapidação é uma evolução do polimento para os pisos marmorizados, onde um processo mecânico e químico leva o acabamento do piso marmorizado a um brilho intenso e mínima porosidade gerando uma economia enorme no consumo de ceras.
A partir desse conceito, a Segato desenvolveu uma linha de pisos com elevada dureza, que nos ensaios se aproximou a do granito, que irá conservar o brilho do piso lapidado por um tempo muito maior.
Se a lapidação é uma evolução, esse piso é “O Piso Após a Evolução”.

Boas Obras.

Obs: “O piso após a evolução” era a frase de marketing da Etergran que encerrou as atividades nos anos 90.

domingo, 18 de julho de 2010

Remendo é Remendo

Devido a mudanças de projetos, problemas elétricos ou hidráulicos, muitas vezes são necessárias trocas de placas no piso. Essa alteração, por melhor que seja feita, é muito difícil que fique imperceptível.
Primeiro pela colocação do piso novo em uma área já utilizada onde o piso já sofreu um processo de desgaste natural, mesmo sendo do mesmo lote do existente, notam-se diferenças.
Caso não seja do mesmo lote, alterações normais na tonalidade do cimento, diferença de veios da rocha onde se extraiu o agregado e alterações de pigmentação podem contribuir para a diferenciação.
O processo de troca de placas também pode alterar a espessura e tonalidade do rejunte mudando o aspecto visual. Como também é normal que essa área percole umidade por algum tempo.
Algumas "barbeiragens" como na demolição lascar a placa ao lado da demolida e não troca-la também, vai piorar a aparência.
Também no caso de pisos polidos, a utilização de lixadeira manual em vez da politriz vai causar diferenças. A lixadeira manual só deve ser usada onde a politriz não alcança e nunca na troca de placas no meio de piso, qualquer que seja o tamanho da área.
Remendo é remendo, não tem jeito. Se pegarmos um pedaço do tecido da barra de uma calça para cobrir um pequeno furo na perna, por melhor que seja a costureira, o remendo vai aparecer. Assim também é no piso, por isso, quanto mais cuidadosa a costureira e quanto melhor os materiais, menos perceptíveis serão os remendos.

Boas Obras.
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