Neste blog faremos uma revista sobre pisos cimentícios e pisos marmorizados (também conhecido como Marcopiso, granilite em placas ou marmore reconstituido). Trabalhando desde 1988 na área, tenho algumas informações, sugestões e fatos para contar. Espero informar e esclarecer as dúvidas em especificação, compra, instalação e manutenção desses materiais.
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
domingo, 17 de dezembro de 2017
Estória de uma História – Medições de Pisos
Atualmente os pisos marmorizados executados são pagos pela
área executada, apenas considerando uma porcentagem para perda do material;
porém nem sempre foi assim.
Até os anos 90 as medições eram mais detalhadas e a mão de
obra conseguia um valor final muito melhor do que agora, pois cobrava-se por
faixas, cortes, placas serradas, juntas plásticas, desenhos no piso, mensurando
melhor a dificuldade de trabalho de cada projeto.
Quando no projeto havia uma faixa de outra cor no piso, seja
como tabeira ou atravessando a paginação do piso, esta faixa era cobrada
linearmente por haver uma queda de produção no assentamento e no rejuntamento
na alternância da cor do piso.
O fornecimento da junta plástica tanto estruturais como
decorativas era cobrado a parte.
A execução de cortes no piso também era cobrada linearmente
sempre que fosse necessário fazer estas intervenções com serra mármore ou
maquina cliper. Nesta época as juntas plásticas eram aplicadas nos cortes dos
pisos e não nos vãos entre placas como agora, então cobrava-se um valor pelos
cortes e outro valor pelo fornecimento da junta plástica.
Placas serradas seriam as placas com menor dimensão,
conhecida também como arremate, geralmente existente junto a paredes, ou quando
muda a paginação do piso; esta medição também era feita de forma linear no
sentido longitudinal do piso. No caso de paginação com uma faixa colorida de
menor dimensão além da placa serrada cobrava-se também faixa e corte caso
necessário.
Quando o projeto apresenta desenhos (tapetes) na paginação
do piso, também era cobrado um valor a parte por unidade destes desenhos.
Resumindo, quanto mais dificultoso o projeto para execução,
maior era o valor recebido pelo aplicador de piso.
A outra parte desta história é como estes valores deixaram
de ser cobrados.
Nos anos 90, a fabricante Etergran foi vendida para a
Unipiso e houve um desentendimento entre as partes na execução da obra do
shopping Centro Têxtil Internacional (atual ITM Expo) executada na época pela
Construtora Cyrela. A Unipiso descobriu que a Etergran estava executando esta
obra sem seu consentimento e paralisou a entrega dos pisos, acertando com a
Cyrela de fazer a execução dos pisos sem cobrar os itens acima, fazendo toda a
mão de obra por um preço único por m² de piso executado.
A partir daí nunca mais foi incluído em contratos estes
itens de execução de pisos.
Esta é a estória dessa História.
Boas Obras!!!!
domingo, 10 de dezembro de 2017
Calçadas que Caminhamos – Pisos Artesanais
Em nossas caminhadas pelas calçadas, as vezes nos deparamos
com alguns tipos de pisos que não são industrializados.
São pisos fabricados em pequenas escalas, em formas de
madeira ou usando esquadrias de ferro que embora não tenham o mesmo controle de
qualidade de uma indústria, produzem o efeito estético do piso industrializado.
Geralmente vemos placas produzidas em concreto, na maioria
das vezes com acabamento sarrafeado liso, mas também vemos algumas com impressões
de baixo relevo, com tingimento colorido e também revestidas com fulget.
Diferentemente, as fotos apresentadas foram tiradas durante um passeio
na cidade de Barra Bonita – SP em uma calçada residencial. Foi executada com
cacos de granito polido colocados manualmente um a um sobre argamassa de
cimento, diferenciando das que costumeiramente vemos, considerada por mim uma
obra de arte pelo trabalho artesanal que foi executado.
As calçadas com placas executadas artesanalmente podem nem
ter um bom custo benefício e nem um controle de resistência, dimensionamento,
abrasão, escorregamento, absorção e empenamento; mas apresenta criatividade e
prazer no que está fazendo.
É muito mais prático comprar um bolo pronto na padaria,
porém o prazer de fazer um bolinho caseiro é maior. Creio que o mesmo
pensamento vale para as calçadas artesanais.
Boas Obras!!!!
domingo, 3 de dezembro de 2017
Psicologia das Cores nos Projetos de Pisos
A ciência provou que nosso cérebro é estimulado de várias
maneiras conforme a exposição a diferentes cores.
Temos a cromoterapia que por intermédio das cores estabelece
o equilíbrio e a harmonia entre corpo, mente e emoções.
Nos projetos de piso, a cor e a tonalidade também devem ser
consideradas para a especificação.
Certas cores de piso trazem ao ambiente a sensação de
tranquilidade, harmonia e bem-estar, enquanto outras trazem vibrações mais
fortes como agito, aceleração e energia. Cada lugar conforme seu uso, necessita
de cores mais vibrantes ou mais cleans. Por exemplo, um shopping center
pretende que as pessoas permaneçam tranquilas por mais tempo em seu interior promovendo
maior ação para as compras, então um piso com tons mais pasteis proporciona
este fator, enquanto uma pista de dança necessita de estímulos com cores mais
vibrantes.
Os pisos de cores claras também refletem mais a luz deixando
o ambiente mais claro enquanto as cores escuras promovem o oposto, estimulando
o cérebro de forma diferente.
Também temos as cores de piso que trazem sensação de calor, que
além de psicológica também é física, pois as cores escuras retêm mais calor que
as claras. Por exemplo, em áreas expostas ao sol, onde as pessoas andam descalças,
como deck de piscinas, o ideal é usar cores claras, as escuras podem queimar os
pés.
Muita alternância de cores e tons também trazem sensações de
desconforto ótico, podendo até causar dores de cabeça, tonturas e enjoo; por
exemplo um piso listado.
Sensação de limpeza é a meta procurada aos ambientes de
higiene e saúde, como hospitais, clinicas, consultórios sendo que piso com
cores claras e tons suaves trazem esta sensação.
Como podemos ver a psicologia das cores é um fator
importante nos projetos de pisos.
Boas Obras!!!!
domingo, 26 de novembro de 2017
Calçadas que Caminhamos – Placas Levigadas
Esse acabamento trata-se de um polimento leve realizado em politrizes com uma ferramenta diamantada de grana grossa.
O piso fica com uma aparência visual lisa, porém áspero ao tato, sendo antiderrapante com alto coeficiente de atrito.
Por não ter relevos altos, a limpeza é facilitada com a fácil remoção das sujeiras.
Um piso muito bonito, pois o agregado decorativo é mostrado internamente ao piso com variação de tipos de pedras, tamanhos e cores.
É um piso que suporta alto trafego, o acabamento facilita o transito de pequenas rodas (malas, carrinhos...) e tem excelente conforto ao caminhar.
A Segato produz este modelo de pisos para calçadas e áreas externas em diversas cores e nas dimensões 40 x 40 cm, 60 x 60 cm e 80 x 80 cm inclusive também em piso elevado. Veja no site www.segatopisos.com.br
Boas Obras!!!
domingo, 12 de novembro de 2017
Pisos Segato e a Sustentabilidade
domingo, 29 de outubro de 2017
Comparativo: Piso Marmorizado x Granilite (in loco)
Muitas pessoas me questionam em minhas visitas técnicas que
se o piso marmorizado é um granilite em placas, qual a diferença?
O granilite, é um piso cimentício de resistência elevada,
grande durabilidade, boa aparência, diversidade de cores, não tem barreiras de
acumulo de sujeira e fácil manutenção.
O piso marmorizado, embora tenha as características visuais semelhantes
ás do granilite, o processo de produção é totalmente adverso; enquanto o
granilite é misturado e fundido no local de aplicação, o marmorizado passa por
um processo de vibroprensagem que torna o piso muito mais resistente, com menor
porosidade e absorção.
Por ser em placas pré-moldadas, o piso marmorizado absorve
melhor as tensões estruturais dos edifícios, evitando as tradicionais trincas
muito comuns em pisos monolíticos.
Por ser assentado em argamassa, o piso marmorizado tem uma aderência maior ao contra piso, a patologia
de desplacamento por falta de aderência é muito rara, diferente do granilite
que tem uma grande incidência dessa patologia devido ao processo executivo ter muitas
interferências para a perfeita aderência.
O processo industrializado do marmorizado tem um controle na
pesagem do agregado, traço da mistura, dosagem da argamassa, controle do fator
água cimento, tempo de mistura, que traduz em uma homogeneidade muito maior, de
distribuição de agregados e tonalidade. No granilite é comum existir diferenças
de tonalidades entre quadros devido à dificuldade de executar esse rigoroso
controle na obra.
Outra diferença relevante é o tempo de execução e liberação
de trafego, enquanto o marmorizado já vem pré-moldado, o granilite necessita de
todo o tempo de cura para início da liberação de trafego, o que impacta
fortemente nos prazos de obra. A execução do marmorizado é muito mais rápida.
As vantagens do piso marmorizado são todas devido á
tecnologia envolvida no processo de produção e instalação, enquanto a vantagem
do granilite se mantém no preço mais barato. Podemos dizer que o piso
marmorizado é uma evolução do granilite, e com tantas vantagens, que vale pagar
um maior preço e estar respaldado por uma qualidade muito superior de produto.
Boas obras!!!
domingo, 22 de outubro de 2017
Estória de uma História – Mandei Parar Parou!!!
Estamos vendo atualmente o problema da violência no Rio de
Janeiro com o caso da Rocinha, mas isso já vem de vários anos.Em 1997 eu estava trabalhando na Tecnogran que estava
executando os pisos para a loja do Carrefour Tijuca, nesta época além dos pisos
marmorizados a empresa também executava os pisos de concreto.
O Carrefour Tijuca era muito próximo ás favelas do Borel,
Casa Grande e Indiana dominadas por diferentes facções do tráfico que viviam em
guerra e trocavam tiros de um morro para o outro parando os serviços na obra em
várias ocasiões.
Veja a “estória”: Estávamos fazendo o acabamento do concreto
de uma laje e estávamos com um potente holofote ligado para iluminar os
serviços noturnos.
Chegou um moleque de uns 12 anos e falou para o Sr. Bezerra, nosso mestre, que o chefe mandou desligar o holofote porque o estava incomodando
e deu 15 minutos para que isso ocorresse.
O Sr. Bezerra não deu bola para o moleque e continuou os
trabalhos... após 15 minutos foi tiro pra
todo lado, a peãozada se
escondendo atrás dos muros e o pobre holofote virou uma peneira de tanto furo. Acabou
o expediente.
Mandei parar parou!!!
Em tempo: Em 2005 o Carrefour fechou esta loja
definitivamente devido à alta incidência de tiroteios e grande frequência de
saques e roubos que afugentaram os clientes.
Boas Obras!!!
domingo, 8 de outubro de 2017
Calçadas que Caminhamos – Fulget
Um tipo de calçada em cimentício que vemos muito quando
caminhamos é a de acabamento fulget.
O acabamento fulget tem este nome por ser a Fulget a empesa
que lançou este tipo de acabamento em paredes e fachadas no Brasil, a marca
virou sinônimo do produto, como Danone, Yakult e Gillette, depois de vários
anos, sua aplicação em pisos começou a ser executada.
Na verdade, o fulget é o acabamento que se dá ao concreto ou
ao micro concreto, lavando a camada superficial expondo o agregado mineral;
para que isso ocorra perfeitamente é usado um aditivo retardador de pega na
composição da argamassa.
Por ter “as pedrinhas” expostas, além de ficar muito bonito,
o piso é muito antiderrapante e tem estas características como positivas; como
negativas temos a dificuldade de limpeza e o efeito de ralador que causa nos
joelhos, ai ai.
A Segato produz a Linha Mineira com acabamento lavado em
placas de vários tamanhos e com agregados diversos com nomes de cidades de
Minas Gerais para identifica-las, na foto acima temos o modelo Araxá.
As placas pré-moldadas têm a vantagem de serem produzidas em
fábrica, com um controle de qualidade muito maior, e por serem em placas, não
os temos problemas de trincas, fissuras e bolhas do piso executado in loco.
Também podem ser aplicadas em revestimentos de paredes, painéis e fachadas assim como em pisos elevados.
Veja mais em nosso site http://www.segatopisos.com.br/produtos/item/5-mineira
Boas obras!!!
domingo, 1 de outubro de 2017
Acabou o Inverno!!!
Faltando três meses para o final do ano, como avaliamos o
ano até aqui? Como estão as perspectivas?
Uma melhora insignificante, mas significativa; creio que a
economia engatou uma segunda marcha; o momento político ainda atrapalha, porém,
os investimentos em construção começaram a ser retomados.
No ramo imobiliário, onde estavam terrenos cercados, vemos
stands de vendas e lançamentos, onde já estavam stands, começaram as obras, movimento
significativo que para pisos ainda vai demorar muito. O que temos para agora
são os edifícios que continuaram as obras na crise e agora estão finalizando e
as reformas de prédios e condomínios que chegaram na hora de trocar o
revestimento.
No varejo, os supermercados estão se movimentando, embora
haja uma mudança comportamental, diminuindo as grandes lojas tipo hiper e
aumentando as pequenas lojas de bairro e os atacarejos. Os shoppings ainda
aguardam um aquecimento maior da economia, tendo inclusive algumas construções
ainda paralisadas, aguardando maior interesse de lojistas.
Na indústria, sentimos algum movimento em expansões que
estão gerando boas oportunidades na construção civil.
No setor público, parece que o governo está focado em
mobilidade urbana e saúde, surgindo diversas obras neste setor.
Para as indústrias de pisos, neste ano as vendas tiveram um
crescimento em relação aos dois últimos anos, o volume ainda está pequeno, mas
a confiança aumentou. Algumas estratégias de marketing, de produção e de vendas
foram alteradas. As empresas do ramo de placas cimentícias estão muito mais
unidas em troca de conhecimento, criação de Norma Técnica e formação de uma
associação (ABRASPLAC) que fortalecerá o setor com um trabalho em conjunto de
especificação de obras, divulgação de produtos e crescimento de mercado.
Até o final do ano, esperamos um crescimento constante ou
até mais acelerado para que 2018 seja o ano da terceira e quarta marcha.
Boa Primavera e Boas Obras!!!!
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