domingo, 14 de dezembro de 2025

Qual a diferença entre Hidrofugante e Óleofugante?

A diferença entre hidrofugante e óleofugante está diretamente relacionada ao tipo de substância que cada tratamento é capaz de repelir e, consequentemente, ao nível de proteção oferecido aos revestimentos.

O hidrofugante é um tratamento aplicado para reduzir a absorção de água pelo material, atuando na diminuição da umidade absorvida por capilaridade. Já o óleofugante apresenta proteção ampliada, pois além de repelir a água, também dificulta a penetração de óleos, graxas e outras substâncias oleosas, minimizando o risco de manchas.

Ambos os tratamentos atuam por penetração no substrato, sem formação de filme superficial, preservando as características originais do revestimento, como textura, coeficiente de atrito e respirabilidade.

Do ponto de vista técnico, os hidrofugantes são, em geral, formulados à base de silanos, siloxanos ou resinas hidrorrepelentes. Os óleofugantes, por sua vez, utilizam tecnologias de maior complexidade química, como polímeros fluorados ou estruturas nanoestruturadas, que reduzem a energia superficial do material, conferindo repelência tanto à água quanto a líquidos de baixa tensão superficial.

A definição entre hidrofugante e óleofugante deve considerar as condições de uso, o tipo de contaminante predominante e o desempenho estético esperado ao longo da vida útil do piso ou revestimento.

Em áreas externas de uso leve, o hidrofugante atende de forma adequada. Já em ambientes sujeitos à presença de óleo e ao tráfego veicular, como calçadas urbanas, estacionamentos e áreas de circulação, o óleofugante é a solução tecnicamente mais indicada.

Boas Obras!!!

domingo, 7 de dezembro de 2025

Por que a trinca aparece fora da junta de dilatação?

Quando uma trinca surge fora da junta de dilatação, este é um sinal claro de que a estrutura está sofrendo tensões que não estão sendo devidamente absorvidas — seja por falhas no projeto, na execução ou até por movimentações naturais do solo e do próprio material. Em outras palavras: algo está forçando a estrutura onde ela não deveria ser forçada.

Confira os principais motivos:

1. Movimentos térmicos sem controle

O piso dilata no calor e retrai no frio. Quando as juntas não estão na posição certa, mal instaladas ou insuficientes para a movimentação real, a tensão busca outro caminho — e esse caminho costuma virar uma trinca.

2. Recalques na fundação

Se o solo se move ou a fundação assenta de forma desigual, surgem esforços que as juntas não conseguem compensar. O resultado? Trincas na superfície, muitas vezes longe das juntas.

3. Projeto ou execução inadequados

Juntas mal dimensionadas ou insuficientes deixam áreas desprotegidas.

Instalação incorreta ou uso de materiais de baixa qualidade reduz a capacidade da junta de cumprir seu papel.

4. Materiais não compatíveis com as tensões da obra

Quando o material não acompanha a movimentação natural da estrutura, ele fissura — mesmo com as juntas no lugar certo.

5. Cura acelerada do contrapiso

Perda rápida de água, especialmente em dias quentes e sem proteção, gera retração e fissuras inesperadas, que depois aparecem no revestimento.

6. Sobrecargas e esforços não previstos

Tráfego intenso, vibrações, equipamentos pesados ou uso indevido da área podem gerar tensões extras que fogem do planejamento inicial.

Em resumo: se a trinca aparece fora da junta, a estrutura está pedindo atenção. Ou as juntas não estão trabalhando como deveriam, ou existem fatores externos — térmicos, estruturais ou operacionais — pressionando o sistema além do previsto.

Boas Obras!!!

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