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domingo, 30 de agosto de 2026

Posso usar argamassa cinza no piso Segato?

Os pisos Segato são produzidos em dupla camada, ou seja, possuem uma camada de acabamento e outra de base. A camada de base tem coloração cinza, o que costuma gerar dúvidas quanto ao tipo de argamassa a ser utilizado, principalmente quando o piso é de cor clara: pode-se utilizar argamassa cinza ou é necessário utilizar argamassa branca?

Quando o piso Segato tiver cor clara, pode ser utilizada argamassa cinza, desde que sejam tomados alguns cuidados durante o assentamento para evitar que a argamassa suje as laterais das peças.

Isso ocorre porque, quando os cordões de argamassa são esmagados durante o assentamento, parte do material pode subir pelas laterais da placa. Se não for imediatamente removida, a argamassa pode deixar um filete cinza entre a placa e o rejunte, comprometendo o aspecto visual do revestimento.

Outra recomendação importante é utilizar uma argamassa de boa qualidade e específica para grandes formatos. Esse tipo de argamassa possui características que permitem a formação de cordões mais espessos e apresenta maior tempo em aberto, proporcionando melhores condições para o correto assentamento dos pisos cimentícios.

É importante destacar que não temos histórico de contaminação da camada de acabamento dos pisos Segato em razão da utilização de argamassa cinza.

Portanto, a argamassa cinza pode ser utilizada em pisos Segato de cores claras, desde que sejam observados os cuidados necessários durante o assentamento e a limpeza das laterais das peças.

Boas Obras!!!

domingo, 10 de maio de 2026

Paginação de Pisos e Revestimentos em Réguas


Quando pisos e revestimentos possuem formato de réguas, o assentamento apresenta diferenças importantes em relação às peças quadradas ou retangulares convencionais. Por serem peças mais esbeltas, existem particularidades técnicas que exigem maior atenção na execução da paginação.

Devido ao formato alongado, essas peças possuem maior tendência ao empenamento natural, podendo apresentar leve concavidade ou convexidade. Para evitar diferenças excessivas de nível entre as peças, conhecidas como “dente” ou “lippage”, a Segato recomenda limitar o transpasse entre réguas em no máximo 30% do comprimento da peça.

Além do aspecto estético, essa recomendação também traz benefícios estruturais para o sistema de revestimento. Paginações com menor transpasse tornam o conjunto mais flexível e mais eficiente na absorção de tensões provenientes de movimentações estruturais, térmicas ou retrações da base. Nessas condições, eventuais fissuras têm maior probabilidade de ocorrer sobre as juntas de rejuntamento, reduzindo o risco de fissuração das peças.

Já em paginações com amarração de 50%, muito utilizadas tradicionalmente, é comum que os pontos de maior tensão coincidam com o centro das peças, aumentando as chances de ocorrência de fissuras ou ressaltos entre as réguas.

Outro ponto fundamental é a correta paginação das juntas de dilatação, juntas de movimentação (trabalho) e juntas de dessolidarização, elementos indispensáveis para garantir maior durabilidade, segurança e desempenho do revestimento.

Siga sempre as recomendações dos fabricantes dos pisos, revestimentos, argamassas e demais materiais utilizados no sistema de assentamento.

Boas Obras!!!

domingo, 1 de março de 2026

Assentamento com cordões no mesmo sentido ou cruzados?

  

A norma de assentamento de pisos NBR 13753 estabelece que, no sistema de dupla colagem, os cordões paralelos de argamassa aplicados no tardoz (verso) da placa devem ser dispostos em sentido oposto aos cordões do contrapiso — ou seja, cruzados.

No entanto, a última revisão dessa norma ocorreu em 1996, e o mercado evoluiu significativamente desde então. Atualmente, tanto fabricantes de argamassa colante quanto fabricantes de revestimentos recomendam que os cordões aplicados no contrapiso e no verso da peça estejam no mesmo sentido, ou seja, paralelos.

A seguir, um comparativo técnico entre as duas técnicas:

Cordões Paralelos (Método Recomendado)

Técnica: Os cordões de argamassa são aplicados na mesma direção (paralelos), tanto no contrapiso quanto no verso da peça, no sistema de dupla colagem.

Vantagens:

Maior eficiência de contato: Proporciona melhor acomodação da peça, atingindo índices próximos a 100% de preenchimento.

Redução de vazios: Facilita a saída do ar durante o movimento de assentamento (arraste), minimizando bolsas de ar e o indesejado som oco.

Melhor desempenho de aderência: Aumenta a fixação e reduz significativamente o risco de desplacamento.

Cordões Cruzados (Método Ultrapassado)

Técnica: Os cordões no contrapiso são aplicados em um sentido e, no verso da peça, em sentido perpendicular.

Desvantagens:

Aprisionamento de ar: O cruzamento dificulta a expulsão do ar durante o assentamento, favorecendo a formação de vazios sob a peça.

Menor eficiência de aderência: Estudos técnicos apontam desempenho inferior na fixação, especialmente em revestimentos de baixa absorção, como porcelanatos.

Risco de patologias: Maior probabilidade de som oco e desplacamentos ao longo do tempo.

 

Embora o método cruzado esteja descrito em normas mais antigas, o entendimento técnico atual e as recomendações dos principais fabricantes convergem para o uso de cordões paralelos, buscando maior desempenho, segurança e durabilidade do sistema de revestimento.

Boas Obras!!!

 

domingo, 14 de dezembro de 2025

Qual a diferença entre Hidrofugante e Óleofugante?

A diferença entre hidrofugante e óleofugante está diretamente relacionada ao tipo de substância que cada tratamento é capaz de repelir e, consequentemente, ao nível de proteção oferecido aos revestimentos.

O hidrofugante é um tratamento aplicado para reduzir a absorção de água pelo material, atuando na diminuição da umidade absorvida por capilaridade. Já o óleofugante apresenta proteção ampliada, pois além de repelir a água, também dificulta a penetração de óleos, graxas e outras substâncias oleosas, minimizando o risco de manchas.

Ambos os tratamentos atuam por penetração no substrato, sem formação de filme superficial, preservando as características originais do revestimento, como textura, coeficiente de atrito e respirabilidade.

Do ponto de vista técnico, os hidrofugantes são, em geral, formulados à base de silanos, siloxanos ou resinas hidrorrepelentes. Os óleofugantes, por sua vez, utilizam tecnologias de maior complexidade química, como polímeros fluorados ou estruturas nanoestruturadas, que reduzem a energia superficial do material, conferindo repelência tanto à água quanto a líquidos de baixa tensão superficial.

A definição entre hidrofugante e óleofugante deve considerar as condições de uso, o tipo de contaminante predominante e o desempenho estético esperado ao longo da vida útil do piso ou revestimento.

Em áreas externas de uso leve, o hidrofugante atende de forma adequada. Já em ambientes sujeitos à presença de óleo e ao tráfego veicular, como calçadas urbanas, estacionamentos e áreas de circulação, o óleofugante é a solução tecnicamente mais indicada.

Boas Obras!!!

domingo, 18 de maio de 2025

Piso bom é bem projetado, bem executado e bem mantido

Todo mundo acha que piso bom tem que ser o famoso BBB: bom, bonito e barato. Mas, para ser realmente bom, o piso precisa ser bem projetado, bem executado e bem mantido.

Bem projetado, porque deve estar de acordo com o ambiente, respeitando as características de uso, a paginação, as juntas de trabalho, os detalhes de acabamento etc.

Bem executado, porque não adianta ter um piso de qualidade com um bom projeto se a mão de obra não realiza a aplicação corretamente. Isso gera patologias que comprometem a qualidade final.

Bem mantido, porque não existe piso que não precise de manutenção — seja de limpeza, conservação da impermeabilização, rejunte ou pequenos reparos — para manter o bom aspecto visual.

Siga sempre as orientações dos fabricantes do piso e dos insumos utilizados para garantir um bom projeto, uma boa execução e uma boa manutenção.

Boas Obras!!!

domingo, 8 de dezembro de 2024

Mecanização – Aspirador Industrial

Cada vez mais, o crescimento do processo de mecanização está presente nas obras de todos os tipos, e na aplicação de pisos não poderia ser diferente. Nesta postagem, vamos falar do uso dos aspiradores industriais.

Muitas empresas de aplicação de pisos que envolvem polimento estão utilizando aspiradores industriais para a aspiração de pó e líquidos resultantes da lapidação do piso, economizando mão de obra e diminuindo significativamente a quantidade de lama e pó nas obras.

Para garantir uma boa produção e durabilidade, o aspirador precisa ser de grande capacidade e potência; por isso, os modelos industriais são os mais indicados para atender às necessidades de uma obra.

A mecanização proporciona maior velocidade e melhor qualidade nos serviços, e as empresas aplicadoras de piso estão vivenciando uma nova realidade.

 Boas Obras!!!

 

domingo, 1 de dezembro de 2024

Mecanização – Misturadores de Argamassa

Tanto para misturar a argamassa quanto para o rejunte, é recomendado pelos fabricantes desses produtos o uso de um misturador elétrico.

O misturador elétrico é um equipamento, semelhante a uma batedeira gigante, indicado para operações em que é necessário misturar, dissolver, agitar ou homogeneizar qualquer tipo de solução líquida, com ou sem a presença de sólidos (argamassas, tintas, rejuntes, impermeabilizantes, gesso e similares).

A mistura da argamassa com colher ou enxada, no método manual, não é eficiente, pois os componentes não são bem misturados, e os aditivos não reagem adequadamente para formar uma boa argamassa.

O misturador elétrico proporciona uma mistura de qualidade, permitindo a reação dos aditivos que compõem as argamassas de assentamento ou de rejunte.

Os fabricantes também recomendam duas fases de mistura: a primeira, mais longa, para misturar bem os componentes, seguida por um tempo de repouso para os aditivos reagirem, e, depois, uma segunda mistura para que a argamassa atinja o ponto ideal de utilização.

Siga sempre as orientações do fabricante.

Boas Obras!!!!

domingo, 3 de novembro de 2024

Se não impermeabilizar, vai absorver.

É óbvio: todo piso cimentício é poroso e, por si só, possui um alto índice de absorção. Portanto, para evitar manchas indesejáveis, é indicado o uso de algum impermeabilizante.

A Segato recomenda três tipos de impermeabilizantes para seus pisos e revestimentos:

Oleofugante: Para revestimentos e pisos externos e internos.

Selador cimentício: Para áreas externas.

Cera impermeabilizante: Para áreas internas.

O impermeabilizante não impede que um produto penetre no piso cimentício, mas retarda a absorção, dando mais tempo para que a limpeza seja realizada sem ocasionar danos.

Por isso, a impermeabilização do piso cimentício é muito importante.

Boas Obras!!!

domingo, 27 de outubro de 2024

Mecanização - Máquina de Assentar Pisos

A mecanização está cada vez mais presente no assentamento de pisos e revestimentos. Nesta matéria, falaremos sobre a máquina de assentar pisos. 

Trata-se de uma ferramenta vibratória equipada com uma ou mais ventosas, utilizada tanto para transportar peças de até 70 kg quanto para vibrar após o assentamento. Essa vibração substitui com eficácia o uso do martelo de borracha, nivelando a peça, eliminando bolhas de ar e esmagando os cordões de argamassa.

Para garantir a aderência da ventosa à peça, é necessário que a superfície seja lisa e esteja bem limpa.

Chega de marteladas!!! A máquina possui vários níveis de vibração, que podem ser ajustados de acordo com o tamanho e a espessura da peça, evitando quebras provocadas pelas pancadas do martelo de borracha.

A mecanização está trazendo grandes avanços, proporcionando mais agilidade e melhor qualidade no assentamento de pisos e revestimentos.

Boas Obras!!!

domingo, 20 de outubro de 2024

Junta Seca é Problema?

É óbvio: o uso de junta seca é contraindicado por todos os fabricantes de pisos cimentícios.

A junta seca é uma técnica de instalação que consiste em assentar as peças sem espaço entre elas, criando uma superfície lisa e contínua. No entanto, essa prática tem causado muitas patologias devido às movimentações estruturais e térmicas.

Além das movimentações da estrutura onde o piso ou revestimento está assentado, há também as variações individuais das peças, que dilatam ou contraem com as mudanças de temperatura e aumentam de tamanho com a umidade.

Mesmo que os pisos e revestimentos sejam retificados e calibrados, pequenas variações entre as placas, resultantes de retrações ou empenamentos, são inevitáveis. Essas imperfeições são compensadas pelo rejunte, mas, na técnica de junta seca, essas diferenças acabam se tornando aparentes.

A Segato recomenda o uso de juntas de 2 a 3 mm entre as placas em áreas internas e de 3 a 4 mm em áreas externas. Além disso, é essencial utilizar juntas de trabalho, dilatação e dessolidarização.

Boas obras!!!

domingo, 29 de setembro de 2024

Ensaio de Arrancamento – Pull Off

O ensaio de arrancamento pull off é determinante para verificar a aderência do revestimento à base. 

O preparo do ensaio envolve a execução dos corpos de prova, utilizando uma serra copo que atinge desde o revestimento até a base, passando pela argamassa e pelo reboco ou contrapiso, se houver. 

O teste é realizado com um aparelho que, ao girar a manivela de forma constante, aplica uma força de tração em uma pastilha colada no corpo de prova. A força aplicada é medida por um dinamômetro acoplado ao aparelho, até que o corpo de prova seja arrancado. 

Após o arrancamento, registramos o local do rompimento — se ocorreu na argamassa, no reboco ou na interface dessas camadas —, além da força exercida no momento do rompimento e o tempo de duração do ensaio. 

De acordo com a Norma NBR 13755 – Revestimento Cerâmico em Fachada Externa com Argamassa Colante, a resistência mínima deve ser de 0,3 MPa, ou seja, 3 kg/cm². Isso significa que uma peça de 10x10 cm deve suportar um peso de 300 kg sem descolar. 

Este ensaio pode ser realizado antes do início do assentamento, com uma parede teste, para verificar se o sistema de aplicação está correto. Pode ser feito também durante a obra, para assegurar a qualidade dos serviços, ou após a obra, para investigar possíveis anomalias. 

Boas Obras!!!

 

domingo, 1 de setembro de 2024

A sujeira aparece mais no piso branco

É óbvio, mas vale a pena refletir. 

O piso branco é como roupa branca: é preciso cuidado constante na manutenção, caso contrário, pode manchar, encardir e se tornar mais difícil de limpar. A limpeza do piso branco precisa ser mais rigorosa; não se deve usar panos úmidos ou mops com água (eles apenas espalham a sujeira). É importante limpar imediatamente qualquer coisa que possa manchar o piso, utilizando apenas detergente neutro, água limpa e escovas igualmente limpas durante a lavagem. 

A impermeabilização do piso é essencial e deve ser mantida para evitar manchas indesejáveis. Também é preciso ter um cuidado especial com o rejunte, pois, quando fissurado, ele permite a penetração de sujeira, comprometendo o aspecto visual. 

No entanto, o piso branco oferece muitas vantagens. Além de ser muito bonito, ele reflete a iluminação, tornando o ambiente mais claro e proporcionando economia de energia. Ele também dá uma maior sensação de limpeza e amplitude, além de proporcionar conforto visual, o que torna os ambientes mais tranquilos e favorece a harmonia entre as pessoas e a edificação. 

Com boa manutenção, o piso branco permanecerá sempre branco. 

Boas Obras!!!

 

domingo, 11 de agosto de 2024

Teste da Argamassa com o Dedo

Pode parecer arcaico, mas a maneira correta de verificar se os cordões de argamassa ainda estão bons para receber o revestimento é através do teste do dedo.

O tempo em aberto descrito nas embalagens de argamassa refere-se ao período durante o qual os cordões de argamassa podem ficar aguardando o assentamento do revestimento. No entanto, nenhum fabricante informa com precisão esse tempo, pois o valor indicado é obtido em condições de laboratório, onde o ambiente é controlado. No entanto, em uma obra, fatores como temperatura, vento, umidade e outros podem alterar significativamente esse prazo, comprometendo a qualidade do assentamento e causando desplacamento.

A melhor prática é realizar o teste do dedo. O assentador deve pressionar ligeiramente os cordões de argamassa com os dedos. Se ao retirar os dedos a argamassa aderir a eles, o material ainda está no prazo para receber o revestimento. Caso contrário, se os dedos permanecerem limpos, os cordões de argamassa aplicados na parede ou no piso devem ser removidos e descartados.

Recomenda-se abrir pequenas áreas de cordões de argamassa para evitar que o tempo em aberto se esgote.

Boas Obras!!!

 

domingo, 28 de julho de 2024

Pisos e Revestimentos para 5 ou 50 anos???

 Em quanto tempo você espera ser necessário trocar o revestimento? Em 5 anos, que é o prazo de garantia da maioria dos fabricantes, ou só daqui a 50 anos?

Os pisos e revestimentos cimentícios da Segato têm durabilidade praticamente eterna, enquanto outros revestimentos perdem suas características iniciais rapidamente devido à falta de qualidade em sua produção. O controle de qualidade produtivo é essencial para a durabilidade do produto.

Outro fator de grande influência na durabilidade do revestimento é a qualidade da aplicação, que envolve a mão de obra, a argamassa de assentamento, o rejunte e o impermeabilizante.

A manutenção também influencia a durabilidade do revestimento. Os cuidados com a limpeza, reparos no rejunte e a reaplicação do impermeabilizante podem fazer o piso durar 5 ou 50 anos.

Sempre siga as instruções dos manuais técnicos para a instalação e manutenção dos pisos e revestimentos.

A Segato fabrica revestimentos cimentícios há mais de 50 anos, e várias obras cinquentenárias ainda possuem os pisos Segato em boas condições.

Boas Obras!!!

domingo, 30 de junho de 2024

Fixação auxiliar para revestimentos?

Embora as argamassas colantes evoluíram muito, principalmente em revestimentos pesados com peças grandes, por segurança, acima de uma altura de 2m, faz-se necessário o uso de uma estrutura para auxiliar a fixação deste revestimento.

Existem vários tipos de fixação auxiliar, desde fita galvanizada, arames de cobre, grampos de aço parafusados até uma fachada ventilada; cabe ao projetista responsável a aplicação mais apropriada.

A argamassa bem especificada, suportaria sozinha a aderência de uma placa de revestimento, porém as falhas de mão de obra podem causar o descolamento da placa, por isso o uso de uma fixação auxiliar é importante.

A Segato produz vários tipos de revestimentos, de diversos tamanhos, e recomenda o uso de fixação auxiliar em suas peças maiores, além de recomendar também a aplicação de juntas de dilatação e de movimentação.

Boas Obras!!!

domingo, 26 de maio de 2024

A importância das batidinhas!!!

Após o assentamento do piso ou do revestimento, é importantíssimo dar aquelas batidinhas com uma barra para ouvir se surge alguma placa com som cavo.

O som cavo acusa a placa que está descolada (solta) e deve ser trocada imediatamente, antes que seja rejuntado.

Aquela história de que o rejunte irá preencher o vazio é papo furado, pois até pode preencher, mas não irá colar.

Se rejuntarmos o piso ou o revestimento com a placa descolada ou semi-descolada, com som cavo ao bater, o rejunte em breve irá fissurar em volta desta placa, causando desuniformidade no pano, infiltração e total descolamento da peça.

Trocar a peça depois do piso pronto é muito mais trabalhoso do que antes de rejuntar, mesmo que a troca das peças soltas atrase o rejuntamento.

Fica a dica!!!

Boas Obras!!!!

domingo, 28 de abril de 2024

Por que o revestimento cai?

A Argamassa AC3 por norma, tem resistência de aderência á tração de 10,20 Kg/cm²; se uma peça pesa em torno de 20kg, teoricamente bastaria um quadradinho de cola de 2 cm² de argamassa para a peça não cair.

Então por que o revestimento cai?

O revestimento cai porque a colagem não é feita com os procedimentos recomendados pelos fabricantes da argamassa.

Tempo de cura do reboco/emboço, limpeza das peças e da parede, quantidade de água na mistura, mistura mal feita, tempo aberto, dupla camada, espessura dos cordões, direcionamento dos cordões, esmagamento dos cordões são alguns itens que são de responsabilidade da mão de obra de aplicação do revestimento e que se não fazer direito causa o descolamento.

Sempre devemos seguir as normas e as recomendações dos fabricantes para a execução do assentamento, se não a casa cai, ou melhor, o revestimento cai.

Boas Obras!!!!

domingo, 14 de abril de 2024

Uso de cimento CP5 em obras de reforma de piso

A argamassa preparada com cimento CPV – ARI está sendo aplicada com muito sucesso em obras de reformas, principalmente onde o estabelecimento precisa operar no dia seguinte.

O cimento CPV é produzido com uma dosagem diferenciada de argila e calcário na produção do clinquer e também tem uma moagem mais fina do cimento, de modo que ao reagir com a água, ele adquire elevadas resistências com maior velocidade.

Assim sendo, a farofa de areia e cimento preparada com CPV, em uma obra de reforma, onde o trafego já acontece horas depois do assentamento, resulta em uma quantidade muito menor de patologias por descolamento de placas de piso ocasionadas pelas cargas que a operação do estabelecimento irá produzir.

Embora o preço do cimento CPV seja maior que o de um CPII, o custo final é muito menor, quando observamos menos placas a serem trocadas, menor incidência de patologias de rejunte e menor prazo de entrega com maior qualidade final.

Boas Obras!!!!

domingo, 10 de março de 2024

O ar pode descolar o revestimento

A maior preocupação dos fabricantes de argamassas e de revestimentos durante o assentamento, tanto em pisos quanto em paredes, é a eliminação do ar; por isso que todos estão indicando fazer a dupla camada com cordões paralelos e assentar a peça sem cruzar os cordões de argamassa (como está atualmente na Norma de Assentamento) e sim assentar com os cordões da peça e do contrapiso no mesmo sentido.

Todo esse processo é para que quando os cordões forem esmagados, o ar possa sair com facilidade, sem ficar aprisionado entre a peça e o contrapiso.

O perigo do ar ficar aprisionado é que a tendência dessas bolhas de ar é expandir, gerando forças que irão empurrar o revestimento na tentativa de sair, podendo ocasionar a descolagem do revestimento e consequentemente o desplacamento.  

Portanto, siga corretamente as instruções dos fabricantes da argamassa e do revestimento.

Boas Obras!!!!

 

domingo, 17 de dezembro de 2023

Assentamento de pisos e revestimentos com PU

Para colagem de pisos e revestimentos sobre serralheria e marcenaria, além de outros casos, a solução de colagem com PU tem tido muito sucesso.

Por exemplo, em uma escada ou passarela metálica, onde exige que a cola além de boa aderência tenha também flexibilidade para suportar as movimentações estruturais, o PU tem se indicado como ideal.

Colagem sobre madeira, em móveis ou paredes divisórias também.

Observamos que para uma perfeita colagem, as superfícies tem que estar bem limpas, isentas de pó, o que no caso de cimentícios necessita-se de cuidados maiores como escovação e limpeza com panos.

Outro cuidado é com a espessura da camada de cola, esta também não pode ser espessa, o cordão de colagem tem que ter a espessura de uma caneta Bic, em torno de 8 mm; então, o ideal é que a peça a ser colada seja calibrada; a Segato já usa a calibragem no seu processo produtivo com equipamento calibrador de pisos.

Sendo assim, a colagem é definitiva.

O bom produto especificado e a boa execução evitam retrabalhos.

Boas Obras!!!!

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