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domingo, 15 de março de 2026

Estória de uma História – Via Vale Shopping: a abelha que não deveria voar

Na entrada da NASA existe a imagem de uma abelha acompanhada da frase: “A abelha não foi feita para voar.”

A ideia vem de uma antiga análise aerodinâmica que dizia que, pelo tamanho do corpo e pelas asas relativamente pequenas, a abelha não teria condições de voar. Mas como ela não sabe disso… ela simplesmente voa.

Essa história lembra um episódio da Segato em 2012, durante a construção do Via Vale Garden Shopping, em Taubaté – SP.

Fomos contratados pela Construtora Pinese Vieira para fornecer cerca de 10.000 m² de pisos. Durante a apresentação do cronograma surgiu o desafio: todo o piso deveria ser executado em apenas três meses.

Para quem já havia participado de várias obras de shopping, o prazo parecia praticamente impossível.

Mas a obra seguiu em frente.   


A Segato manteve um fornecimento constante de duas a três carretas por semana, cerca de 1.200 m² de piso por semana, e, no final, o resultado surpreendeu: a obra foi concluída dentro do prazo.

Como a abelha, ninguém ficou discutindo se dava ou não dava.

Simplesmente fizeram.

Existe uma frase que resume bem situações assim:

"Ele não sabia que era impossível. Foi lá e fez."

Boas Obras!!!

domingo, 13 de abril de 2025

Estória de uma História – Sequestraram os Dados

Já ouvimos muito falar sobre sequestro de pessoas, mas atualmente existe um crime cada vez mais comum: o sequestro de dados.

Certo dia, ao iniciar os trabalhos, a Segato se deparou com uma mensagem na tela informando que os dados da empresa haviam sido sequestrados. Para recuperá-los, seria necessário pagar uma quantia em bitcoins para uma conta internacional. Após o pagamento, a empresa receberia uma senha para desbloquear os arquivos.

Embora alguns dos dados sequestrados, que ainda não haviam sido salvos, fossem importantes, a Segato optou por não compactuar com o crime. Em vez de pagar o resgate, contratou especialistas em TI com experiência nesse tipo de caso e conseguiu recuperar boa parte dos arquivos.

Mantenha sempre backups atualizados dos seus dados importantes em discos externos — essa é uma forma eficaz de evitar esse tipo de golpe.

Boas Obras!!!

domingo, 16 de março de 2025

Estórias de uma História – O Trump hospedou aqui!!!

Trabalhei numa empresa de piso cimentício onde o proprietário era amigo do Donald Trump, pois era jogador de bacará e frequentava muito o hotel Trump Plaza em Las Vegas. 

Já houve vezes em que ele ganhou muito dinheiro no cassino, e outras em que perdeu bastante também; tinha até um acordo que só pagava o hotel quando ganhava; quando perdia, era free. 

Ele possuía uma mansão enorme no Morumbi, em São Paulo, que era quase um clube, com quadra de tênis, piscina e campo de futebol. As peladas eram frequentadas por artistas e jogadores profissionais; uma vez, o Raí foi jogar lá. 

Se isso é verdade, eu não sei, mas nas conversas com os funcionários, foi mencionado que o Trump já se hospedou na casa dele. 

Tudo bem que na época ele não era presidente, mas já pensou em ter um presidente dos EUA em casa?

 Boas Obras!!!

domingo, 16 de junho de 2024

O primeiro sutiã a gente nunca esquece

Assim como o slogan criado pelo Washington Olivetto para o sutiã Valisére em 1987, um ano depois, em 1988 eu trabalhei na minha primeira obra de pisos e foi justamente na ampliação da fábrica Valisére, no bairro de Capuava em Mauá – SP.

A obra era de piso de alta resistência industrial, no sistema úmido sobre úmido, tipo Korodur que a empresa Etergran estava executando, e eu fui aprender como era esse tipo de piso nos meus primeiros dias de trabalho na empresa.

Nessa época o piso de alta resistência industrial era feito como uma argamassa de granilite com agregados de alta resistência (limalha de ferro, quartzo e basalto) que era aplicado sobre os panos de concreto ainda em fresco, caracterizando o sistema úmido sobre úmido.

Essa argamassa era desempenada e alisada ainda com alisadoras elétricas que chamávamos discão para a desempenadeira e de bambolê para a alisadora.

Depois da secagem e cura do piso o mesmo sofria o processo de polimento que era feito com politrizes tipo Bomac de dois pratos, com esmeris de carborundun como abrasivos.

Pois é, o primeiro sutiã a gente nunca esquece.... e a primeira obra também não. 

Boas Obras!!!!

 

domingo, 12 de maio de 2024

Há 35 anos trabalhando com pisos

Quando eu estava terminando a obra de um edifício de alto padrão no Morumbi em 1988 e o dono da cobertura me convidou para trabalhar na empresa de pisos dele, eu não esperava que estava abrindo uma grande porta para uma especificação na minha carreira na engenharia.

A empresa se chamava Etergran e era a maior empresa de pisos da época, trabalhava tanto com o piso de granilite em placas (Marcopiso), como granilite in loco, piso de alta resistência industrial (Korodur) e piso de concreto acabado; onde começou meu aprendizado e ganhei experiência.

Depois trabalhei por 5 anos na Tecnogran, onde participei de várias obras de supermercados e shoppings centers.

Convidado por um ex-colega de Etergran que montou sua empresa, trabalhei na Interpisos/Interger executando obras de pisos para Grupo Pão de Açúcar e Carrefour em sua maioria.

Há mais de 20 anos eu estou na Segato, onde sou gerente regional, trabalhando na área comercial e técnica, acompanhando obras de pisos e revestimentos por todo o Brasil.

Nesses 35 anos, aprendi muito e ganhei muita experiência; a tecnologia em pisos evoluiu muito, mas o que mais aprendi foi que tenho que continuar aprendendo, pois a engenharia é muito dinâmica e sempre tem coisas novas tanto em produtos como em metodologias, e quem não se atualiza, fica atrasado.

Também tive muitas conquistas nesses 35 anos, mas as mais importantes foram a confiança e as amizades de quem comigo trabalha.

Boas Obras!!!

domingo, 27 de junho de 2021

Estória de uma História: Sequestraram a Fábrica – episódio 2 !!!!

Na postagem de 9 de maio eu descrevi como foi o sequestro de uma fábrica de piso a qual eu trabalhei, hoje vou descrever um episódio muito mais high tech; vejam só...

Há mais ou menos dois anos a Segato recebeu um e-mail que sua senha da nuvem do sistema tinha sido roubada e se quisesse ter acesso novamente aos dados, tendo a senha de volta, teria que pagar um resgate de X Dólares em Bitcoin.

Os hackers trabalham com alta tecnologia, tudo fora do Brasil sendo super difícil de serem descobertos.

A Segato tinha muita coisa arquivada em disco rígido, mas mesmo assim algumas coisas que ainda não tinham backup se perderam e outras foram recuperadas remotamente, pois não aceitamos negociar.

Esse tipo de sequestro de dados vem sendo muito comum e é aconselhável além de salvar na nuvem, também fazer backup dos dados em disco rígido; pois embora os sistemas se dizem seguros, é melhor se resguardar.

 Boas Obras!!!!

 

Veja também: https://inglesdopiso.blogspot.com/2021/05/estoria-de-uma-historia-sequestraram.html

 


domingo, 9 de maio de 2021

Estória de uma História – Sequestraram a Fábrica!!!!

 

Nos anos 90 eu trabalhava em um outro fabricante de pisos e, num belo dia, eu recebi um telefonema do gerente da fábrica perguntando se a fábrica tinha sido vendida.

Ele disse que apareceu uma pessoa com seguranças, mostrando o contrato social dizendo que comprou a fábrica, encaminhando o mesmo para fora do portão e ficando até com os carros que estavam no nome da fábrica, deixando ele a pé.

Estas pessoas venderam todos os carros e tentaram continuar com a produção achando que iriam ter muito lucro; mas quando não conseguiram nem comprar matéria prima, ofereceram um preço para devolver a fábrica.

O resgate foi negociado e pago, voltando a fabricar depois de quase um mês.

Esta situação se deu porque a fabrica estava no nome de um familiar do verdadeiro dono e por desavença, na surdina, vendeu a fábrica para estes terceiros.

Mais uma história hilária do mundo dos pisos marmorizados.

Boas Obras!!!!

 

domingo, 21 de março de 2021

Estória de uma História – Luminoso na Paulista


Quando trabalhei na Etergran nos anos 80, a empresa foi executar uma obra na Fundação Casper Líbero.

Um dos prédios mais conhecidos da Avenida Paulista, a mais famosa avenida de São Paulo, onde ficavam a Antena da Globo, o Colégio Objetivo, o Cines Gazeta, Gazetinha e Gazetão  além da rede Gazeta de Televisão e a própria Casper Líbero.

 Então o dono da empresa, muito esperto, pediu para colocar uma plaquinha da empresa na frente da obra, o que foi permitido.

Só que em vez de uma plaquinha ele colocou um luminoso de uns 6 m de comprimento.

Quando reclamaram, ele fez uma permuta com piso e ficou tudo certo.

Este luminoso ficou lá por quase um ano, divulgando esta empresa de pisos cimentícios marmorizados.

Foi um sucesso e uma grande estratégia de marketing .

Boas Obras!!!!

domingo, 26 de julho de 2020

Estória de uma História: Onde Começou a Planicidade


No final da década de 80 chegou ao Brasil novos sistemas de armazenagem, com prateleiras altas que necessitavam que o piso fosse bem plano porque uma pequena variação de nível no piso faria com que a empilhadeira não conseguisse pegar os estoques nas prateleiras mais altas; então trouxeram para o Brasil uma técnica de execução e aferição da planicidade dos pisos de concreto.

A primeira obra que iniciou este sistema foi a Atlantis, hoje Rickit Benckeiser, fabricantes de produtos como Veja, Poliflor, Nugget entre muitos outros.

Na época, foram contratadas as empresas Etergran para execução do piso (empresa na qual eu trabalhei) e a Fagin, do Sr. Marco Antonio Fagin para fazer a consultoria e controle; foi a primeira obra no Brasil a ser usado o dipstick, onde o meu amigo Carlos Alberto Tomaselli começou a dar os primeiros passos rumo á consultoria de pisos operando este aparelho.

Era tudo muito mais difícil que hoje, os equipamentos não tinham o atual desenvolvimento; os panos de piso só poderiam ter 4m de largura, porque não existiam réguas vibratórias treliçadas para atingir grandes larguras; as réguas eram feiras de ferro, tipo trilho de trem com o motor no meio; eram fabricadas artesanalmente por encomenda e só atingiam 4m.

Não existiam alisadoras á gasolina, muito menos de grande tamanho ou dupla; eram com diâmetro em torno de 60 cm, movidas á eletricidade; com o cabo de energia passando pelas costas do operador; chamávamos as alisadoras de bambolê.

As pás alisadoras não tinham regulagem de inclinação para dar acabamento, então, entortava-se as pás para dar ângulo, e eram usados vários bambolês, em torno de seis, um com cada ângulo de inclinação em suas pás para atingir um piso mais plano.

Aí avaliava-se a planicidade com o dipstick, que a peãozada da obra apelidou de caranguejo, e por incrível que pareça, apesar dos equipamentos disponíveis; e pela rigorosidade do Fagin em fazer minuciosamente o processo correto de concretagem e acabamento; os níveis de planicidade extraídos foram muito bons.

Este é o registro da primeira obra de piso de concreto no Brasil executada com exigência e controle de planicidade.

Boas obras!!!!



domingo, 12 de julho de 2020

Estória de uma História – 1ª obra com Endurecedor de Superfície


A primeira obra que acompanhei com aplicação de endurecedor de superfície foi em 1996, na Usina de Tabaco da Souza Cruz em Santa Cruz do Sul – RS, em uma obra da Construtora Wislling Gomes.

Na época o piso de concreto industrial ainda não tinha a tecnologia atual e os panos de piso de concreto eram alisados com acabadoras simples.

Foi ali que eu vi chegar um japonês comandando uma turma, com um monte de rodo, uma bomba de dedetização e um galão escrito Ashford Fórmula - Surface Hardener; eu fiquei só observando o pessoal trabalhar.

Naquele tempo a finalidade do endurecedor era mais para que o concreto não soltasse pó do que aumentar a resistência propriamente dita, embora era por isso que não soltava mais o pozinho indesejado.

Confesso que na hora não acreditei em nada daquilo, pois o pessoal borrifava o produto em cima do concreto e logo em seguida lavava tudo; aí pensei comigo, “nem acabaram de aplicar o produto e já estão tirando???”.

Santa ignorância minha, depois descobri que este procedimento é para o concreto liberar o hidróxido de cálcio que reage quimicamente com o produto, gerando um composto que preenche os vazios do concreto aumentando sua resistência superficial. Este é o princípio da nanotecnologia.

Boas Obras!!!!

domingo, 5 de agosto de 2018

Estória de uma História – Juntas Plásticas com Cortes


As juntas plásticas, usadas para dar maior flexibilidade ao piso marmorizado em placas, eram aplicadas depois do piso rejuntado, em uma fresta aberta com maquinas de corte tipo clipper.


Este sistema de aplicação exigia mão de obra especializada de um cortador de piso, equipamento (máquina de corte) e operário para mergulhar a junta plástica na fresta e rejuntar novamente.

Em 1997, na obra do Extra Anchieta, eu trabalhava juntamente com o mestre de obras Luís Bezerra na empresa que estava fornecendo e aplicando o piso, quando ele resolveu experimentar já deixar as frestas mais largas na colocação do piso, a cada 10 placas, usando como gabarito um pedaço da própria junta.

O rendimento foi excelente e mudou definitivamente o modo de executar as juntas plásticas no piso marmorizado.

A evolução é produto de grandes ideias.

Boas obras!!!

domingo, 20 de maio de 2018

Estória de uma História – 40 anos de Garantia


A Segato fornece 40 anos de garantia para os Pisos Alto Tráfego em relação a resistência a abrasão, compressão e flexão. Mas como chegamos a este espaço de tempo?

A Segato fabrica pisos marmorizados desde 1972, e temos pisos aplicados desde esta data em ótimo estado de conservação e perfeitas condições de uso.

A nossa estória começa em 2004, quando na construção de um hipermecado Extra na zona leste de São Paulo, foi exigido pela construtora, um termo de garantia da Segato para dez anos de garantia quando o usual seria de 5 anos.

O tema foi discutido em reunião na obra e nosso diretor falou que não garantiria o piso por 10 anos e sim por 20 anos; todos ali duvidaram, e foi feita a ata de reunião com esta garantia.

A Segato continuou garantindo seus pisos por 20 anos até 2012 quando dobrou a garantia para 40 anos.

Por que 40 anos?

A Segato fez aniversário de 40 anos; em uma estratégia de marketing e segurado por vários parâmetros técnicos, com coragem e responsabilidade passamos a garantir por um período de 40 anos.

Hoje a Segato está com 46 anos, será que em 2022 vamos garantir por 50 anos? Assim podemos, já que os pisos marmorizados resistem por muito mais tempo; como já falei, o piso marmorizado é um Piso Eterno.

Boas Obras!!!

domingo, 25 de março de 2018

Estórias de uma História – Piso Verde


Na década de 80, quando trabalhava pela Etergran, fomos fazer o piso de um galpão industrial, o qual o proprietário queria o piso na cor verde.

O piso na cor verde era comum no granilite, mas ainda era inédito no piso de alta resistência industrial em sistema úmido sobre úmido.

Foi feito a formulação do piso alta resistência tipo korodur e acrescentado o pigmento verde, na época produzido pelas Tintas Globo.

Após as etapas de concretagem, polimento e resinamento, o piso ficou mais para um cinza esverdeado do que verde como o proprietário queria.

A argamassa de alta resistência foi feita com cimento comum CPII cinza; o cimento branco não era usado para pisos de alta resistência.

Depois de tudo pronto, o dono do galpão bateu o pé; “Eu comprei um piso verde e isso não é verde”

Então, tivemos uma reunião na obra e foi convidado um dos mais experientes fiscais da Etergran, o sr. Severino, para tentarmos solucionar o problema.

Ele pegou uma lata de resina, misturou bem o pigmento verde e aplicou sobre o piso; o mesmo começou a ficar verde.

Para justificar que não estávamos pintando o piso e sim, fazendo o acabamento correto, realçando a cor, ele comentou:
- Quando engraxamos um sapato preto usamos graxa preta, quando engraxamos um sapato marrom, usamos graxa marrom, então, no piso verde, a resina tem que ser verde!!!

Todo o piso foi resinado com “resina verde” e entregamos a obra.

Boa Severino!!!!

Boas obras!!!


domingo, 17 de dezembro de 2017

Estória de uma História – Medições de Pisos

Atualmente os pisos marmorizados executados são pagos pela área executada, apenas considerando uma porcentagem para perda do material; porém nem sempre foi assim.

Até os anos 90 as medições eram mais detalhadas e a mão de obra conseguia um valor final muito melhor do que agora, pois cobrava-se por faixas, cortes, placas serradas, juntas plásticas, desenhos no piso, mensurando melhor a dificuldade de trabalho de cada projeto.

Quando no projeto havia uma faixa de outra cor no piso, seja como tabeira ou atravessando a paginação do piso, esta faixa era cobrada linearmente por haver uma queda de produção no assentamento e no rejuntamento na alternância da cor do piso.

O fornecimento da junta plástica tanto estruturais como decorativas era cobrado a parte.

A execução de cortes no piso também era cobrada linearmente sempre que fosse necessário fazer estas intervenções com serra mármore ou maquina cliper. Nesta época as juntas plásticas eram aplicadas nos cortes dos pisos e não nos vãos entre placas como agora, então cobrava-se um valor pelos cortes e outro valor pelo fornecimento da junta plástica.

Placas serradas seriam as placas com menor dimensão, conhecida também como arremate, geralmente existente junto a paredes, ou quando muda a paginação do piso; esta medição também era feita de forma linear no sentido longitudinal do piso. No caso de paginação com uma faixa colorida de menor dimensão além da placa serrada cobrava-se também faixa e corte caso necessário.

Quando o projeto apresenta desenhos (tapetes) na paginação do piso, também era cobrado um valor a parte por unidade destes desenhos.

Resumindo, quanto mais dificultoso o projeto para execução, maior era o valor recebido pelo aplicador de piso.

A outra parte desta história é como estes valores deixaram de ser cobrados.

Nos anos 90, a fabricante Etergran foi vendida para a Unipiso e houve um desentendimento entre as partes na execução da obra do shopping Centro Têxtil Internacional (atual ITM Expo) executada na época pela Construtora Cyrela. A Unipiso descobriu que a Etergran estava executando esta obra sem seu consentimento e paralisou a entrega dos pisos, acertando com a Cyrela de fazer a execução dos pisos sem cobrar os itens acima, fazendo toda a mão de obra por um preço único por m² de piso executado.

A partir daí nunca mais foi incluído em contratos estes itens de execução de pisos.

Esta é a estória dessa História.

Boas Obras!!!!


domingo, 22 de outubro de 2017

Estória de uma História – Mandei Parar Parou!!!

Estamos vendo atualmente o problema da violência no Rio de Janeiro com o caso da Rocinha, mas isso já vem de vários anos.Em 1997 eu estava trabalhando na Tecnogran que estava executando os pisos para a loja do Carrefour Tijuca, nesta época além dos pisos marmorizados a empresa também executava os pisos de concreto.

O Carrefour Tijuca era muito próximo ás favelas do Borel, Casa Grande e Indiana dominadas por diferentes facções do tráfico que viviam em guerra e trocavam tiros de um morro para o outro parando os serviços na obra em várias ocasiões.

Veja a “estória”: Estávamos fazendo o acabamento do concreto de uma laje e estávamos com um potente holofote ligado para iluminar os serviços noturnos.

Chegou um moleque de uns 12 anos e falou para o Sr. Bezerra, nosso mestre, que o chefe mandou desligar o holofote porque o estava incomodando e deu 15 minutos para que isso ocorresse.

O Sr. Bezerra não deu bola para o moleque e continuou os trabalhos... após 15 minutos foi tiro pra todo lado, a peãozada se escondendo atrás dos muros e o pobre holofote virou uma peneira de tanto furo. Acabou o expediente.

Mandei parar parou!!!

Em tempo: Em 2005 o Carrefour fechou esta loja definitivamente devido à alta incidência de tiroteios e grande frequência de saques e roubos que afugentaram os clientes.

Boas Obras!!!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Estória de uma História – 1ºs Pisos Elevados Externos


Os pisos elevados chegaram ao Brasil na década de 80 e sua aplicação era quase que exclusiva em lajes corporativas e salas de informática.


Utilizando o mesmo conceito do piso elevado coorporativo, começaram os projetos com os pisos elevados externos para acesso de instalações e manutenção e proteção da impermeabilização.

Com o pioneirismo do sistema, foram feitas algumas adaptações curiosas para os dias atuais.
Não existiam ainda os suportes de polipropileno, somente os metálicos, e seu uso era somente para áreas internas e inapropriado para áreas externas devido à corrosão.

Os apoios começaram com criatividade, utilizava-se pilaretes de tijolos ou pedras sobrepostas, que depois evoluíram para corpos de provas de concreto.

As placas de concreto ainda não tinham a tecnologia de hoje, eram fabricadas em formas de madeira; as dimensões e esquadro variavam, assim como o empenamento era elevado, de modo que quando as placas eram apoiadas sobre as pilastras, não ficavam estáveis dando a sensação que estávamos em uma tampa de bueiro.

Em algumas obras começaram a fixar as placas com argamassa, o que fugiu do conceito. Porém em outas começaram a calçar as placas, e aí vemos de todos os tipos de calço, desde palito de sorvete, palito de fósforo, taco de madeira até chiclete (rs).

A foto ao lado é do piso elevado mais antigo que se tem conhecimento, é o caldário da terma na cidade inglesa
de Bath, onde o vapor era insuflado sob o revestimento de piso, cujas placas eram apoiadas sobre conjuntos de lajotas. Podemos ver que esta foto não difere muito da foto no topo da matéria que é de um piso da década de 90.

Atualmente muito difundido e aplicado em grande escala, o piso elevado externo em placas de concreto evoluiu muito tecnicamente e está totalmente seguro e estável além de estar normatizado de acordo com a ABNT NBR 15805/2015. 

Boas Obras!!!

domingo, 30 de julho de 2017

Estória de uma História – Piso Terrazzo

O nome Terrazzo é muito comum nos Pisos Cimentícios e Marmorizados, é referência de piso, nome de empresa, nomenclatura de produto e também com variações como Granazzo, Palazzo e por aí vai...

A origem do nome, provém dos venezianos, que em meados do século XV, os trabalhadores da construção, para aproveitar as sobras de mármores das construções, espalhavam estes retalhos de mármore pavimentando os terraços de suas casas.

A palavra terraço deriva da palavra italiana “Terrazza” que por sua vez é derivada do latim “terraceus”(terra).

Na sua composição original, o piso Terrazzo era simplesmente constituído de uma base de argila em que o entulho e seixos de mármore eram aplicados.

Mais tarde estas pedras foram polidas para alcançar um pavimento mais confortável e finalmente os trabalhadores descobriram que o leite de cabra derramado, quando secava, deixava o aspecto do solo se assemelhando aos mosaicos de mármore, e então passaram a usar o leite de cabra como selante.

Atualmente, o mármore ainda permanece como agregado de referência na fabricação dos pisos, usando-se cimento estrutural comum ou branco como aglomerante, por vezes coloridos com pigmentos.

A Segato há 44 anos fabrica em grande escala os pisos marmorizados em vibroprensas italianas; produzidos em placas pré-moldadas, com uma enorme evolução em relação ao original, aplicados com sucesso nas obras mais modernas de shoppings centers, supermercados, lojas, hotéis, escolas, hospitais e etc.
   
Boas Obras!!!!


domingo, 25 de junho de 2017

Estória de uma História – A 1ª Praça de Eventos

Quase todos os shoppings têm uma praça de eventos atualmente, até os anos 90 os shoppings tinham uma praça central sim, onde no final de ano colocavam a árvore de natal e o presépio, mas não ia muito longe disso.

O shopping Plaza Sul foi o pioneiro em praças de eventos, e o culpado disso foi o piso. Parece estranho, mas aqui vai a estória dessa história.

O projeto de piso do Plaza Sul contempla um piso bege com tabeiras verdes e tapetes vermelhos e verdes, como é até agora.

O piso verde é de uma tonalidade bem escura que para atingi-la o fabricante Etergran na época teve que adicionar mais pigmento que o recomendado. Além do pigmento verde, também era adicionado pigmento preto, na época fabricados pelas tintas Globo. A recomendação é que não ultrapasse de 5% em peso a porcentagem de pigmento em relação ao cimento, mas para chegar na tonalidade exigida, foi introduzido mais pigmento na formulação da placa de piso verde.

Na praça central tinha uma concentração maior desta cor de piso e depois do piso polido, foi protegido na época com lona plástica, tela de aniagem e gesso.

Na véspera da inauguração, que foi em abril de 1994, retirou-se a proteção e verificamos que na praça central o piso verde teria desbotado debaixo da proteção e manchado todo o piso desta praça.

Como não daria mais tempo de trocar todo o piso da praça, foi feito um evento para crianças que cobria todo o piso da praça central, e foi programado ter sempre um evento nesta praça para que o piso manchado ficasse escondido.

Daí começou a chamar esta praça de Praça de Eventos, e este shopping foi o primeiro a ter a praça central com este nome.

Hoje a maioria dos shoppings tem uma praça de eventos e conta com diversas atrações para divertir os clientes.

Foi o piso marmorizado que motivou a criação das praças de eventos!!!

Boas obras!!!!


domingo, 5 de março de 2017

Estória de uma História - Bem Pretinho

Na construção do Shopping Anália Franco em 1999, o projeto de paginação dos malls contemplava um piso cor bege com tabeiras pretas compostas com cacos de mármore e alguns tapetes centrais compostos com inserções de pequenos discos deste piso preto.

O piso foi fornecido em uma parceria da Tecnogran com a Segato e esta última forneceu os pisos compostos com cacos de mármore da linha Segato.

Nossa estória começa na entrega das placas de amostras; a Tecnogran que executou a instalação apresentou as amostras polidas em fábrica com abrasivos de liga fria, emprestando um brilho intenso e cores bem definidas, o piso preto estava bem pretinho.

Nesta época, estava-se iniciando o sistema de polimento “in loco” com abrasivos metálicos e estes ainda não estavam totalmente desenvolvidos como atualmente, e também os pisos compostos com cacos de mármore ainda não tinham histórico com este polimento.

Quando começamos a dar acabamento nos pisos, o piso preto ficou com um aspecto mais opaco que o da amostra fornecida polida na fábrica com equipamento diferente.

O departamento técnico da Segato veio a obra e concluiu que para os pisos pretos ficarem igual a amostra teriam que ser polidos com os mesmos tipos de abrasivos.

Mas os encaixes de um abrasivo industrial eram diferentes dos de numa máquina de polir “in loco”, então foi necessário “usinar” uma peça para adaptar os encaixes, tipo um adaptador de tomada elétrica atual. Esta “usinagem altamente industrializada” foi feita com vergalhão de obra dobrado e soldado.

O processo de polimento recomeçou e passou a ter mais uma etapa, um polimento final usando abrasivos de liga fria.

Embora tivemos ótimo resultado no acabamento, o consumo do abrasivo de liga fria era absurdo, parecia que estávamos usando sabão no lugar de abrasivo, gerando muitas paradas para troca deste abrasivo, fora o alto custo.

Então, tivemos também que mudar o equipamento para essa etapa por um equipamento menor e mais leve.

Todo este processo de reengenharia foi trabalhoso e desgastante, a produção ficou mais lenta e tivemos que criar um outro turno de mão de obra para não comprometer o cronograma.

Foi a primeira e unica vez que esta adaptação foi feita. Hoje não passaríamos por esta história, temos abrasivos metálicos e resinados desenvolvidos para todos os tipos de pisos que fornecem um perfeito acabamento.

Por fim, atingimos o objetivo: o piso ficou Bem Pretinho!!!

Boas Obras!!!



domingo, 9 de outubro de 2016

Estória de uma História – Rua Etergran

Na semana passada contamos a segunda parte da história da primeira exportação de piso marmorizado com o título “Escravos Brasileiros”, e agora vamos para o último capítulo da trilogia de nossa estória.

Quando o sindicato da construção civil argentino obrigou a construtora local a igualar em dólar o salário dos brasileiros e ainda dar mais um abono semanal, os funcionários da Etergran conseguiram juntar um bom dinheiro e vir com a burra cheia de volta.

A maioria dos empregados da Etergran eram provenientes de duas regiões do Nordeste, a região de Conceição do Coité na Bahia e a de Livramento na Paraíba.

A maioria da turma de Conceição do Coité era do distrito de Goiabeira e na volta da Argentina, com a renda obtida, começaram a construir novas casas, muitas em uma mesma rua, e denominaram esta rua com o nome Etergran homenageando a empresa que trabalharam.


Conceição do Coité cresceu muito e hoje conta com 60.000 habitantes assim como o distrito de Goiabeira que desde 2010 teve várias ruas asfaltadas e no local tem até uma pista de motocross onde é disputada a Copa Sisal da categoria.

Atualmente, muitos colaboradores de diversas empresas de piso são provenientes de Conceição do Coité-BA e muitos até são parentes dessa turma que originou a rua Etergran.

Parece folclore, mas é verdadeiro, uma empresa de piso marmorizado virou nome de rua.

Boas obras!!!
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