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domingo, 2 de agosto de 2026

Quando a junta de um piso trinca o outro

 

"É raro, mas acontece muito." A famosa frase popular se encaixa perfeitamente nessa situação.

Você já observou uma fissura surgir em um piso exatamente no prolongamento da junta de trabalho de outro piso construído ao lado? Embora pareça uma coincidência, trata-se de um fenômeno relativamente comum e que possui uma explicação técnica bastante simples.

Quando um novo piso é executado ao lado de um piso existente e as juntas de trabalho de ambos não coincidem, cria-se uma condição favorável para a concentração de tensões. Mesmo que os dois pisos tenham sido executados em épocas diferentes e não possuam aderência entre si, eles continuam sujeitos às movimentações provocadas por variações térmicas, retração, dilatação e cargas de utilização.

Com o passar do tempo, o espaço existente entre os dois pisos deixa de ser totalmente livre. Poeira, areia, resíduos, umidade e outros materiais acabam penetrando nessa separação, formando uma espécie de ligação mecânica entre eles. Dessa forma, quando um dos pisos se movimenta, parte dessas tensões é transmitida ao piso vizinho.

O resultado pode ser o aparecimento de uma fissura exatamente no prolongamento da junta do piso adjacente, como se essa junta tivesse "rasgado" o concreto ao lado. Muitas vezes, essa patologia é interpretada como um problema de execução ou de qualidade do concreto, quando, na realidade, sua origem está na ausência de uma correta separação entre os dois pavimentos.

A solução é simples e deve ser prevista desde o projeto e a execução: sempre que um piso novo encontrar um piso existente, deve ser criada uma junta de isolamento entre eles. Essa junta deve ser preenchida com um material flexível, capaz de impedir a entrada de sujeiras e, ao mesmo tempo, absorver as movimentações relativas entre os pisos, evitando a transferência de tensões de um para o outro.

Pode parecer um detalhe construtivo de pouca importância, mas é justamente esse tipo de cuidado que evita patologias futuras, reduz custos de manutenção e aumenta significativamente a vida útil do piso.

Boas obras começam nos detalhes. E, quando o assunto é pisos, uma junta bem executada pode evitar uma grande trinca amanhã.

E você, já se deparou com esse tipo de patologia em alguma obra? Como foi feito o diagnóstico? Compartilhe sua experiência nos comentários. A troca de conhecimento entre profissionais é uma das melhores formas de evoluirmos a qualidade das nossas obras.

Boas Obras!!!

domingo, 7 de dezembro de 2025

Por que a trinca aparece fora da junta de dilatação?

Quando uma trinca surge fora da junta de dilatação, este é um sinal claro de que a estrutura está sofrendo tensões que não estão sendo devidamente absorvidas — seja por falhas no projeto, na execução ou até por movimentações naturais do solo e do próprio material. Em outras palavras: algo está forçando a estrutura onde ela não deveria ser forçada.

Confira os principais motivos:

1. Movimentos térmicos sem controle

O piso dilata no calor e retrai no frio. Quando as juntas não estão na posição certa, mal instaladas ou insuficientes para a movimentação real, a tensão busca outro caminho — e esse caminho costuma virar uma trinca.

2. Recalques na fundação

Se o solo se move ou a fundação assenta de forma desigual, surgem esforços que as juntas não conseguem compensar. O resultado? Trincas na superfície, muitas vezes longe das juntas.

3. Projeto ou execução inadequados

Juntas mal dimensionadas ou insuficientes deixam áreas desprotegidas.

Instalação incorreta ou uso de materiais de baixa qualidade reduz a capacidade da junta de cumprir seu papel.

4. Materiais não compatíveis com as tensões da obra

Quando o material não acompanha a movimentação natural da estrutura, ele fissura — mesmo com as juntas no lugar certo.

5. Cura acelerada do contrapiso

Perda rápida de água, especialmente em dias quentes e sem proteção, gera retração e fissuras inesperadas, que depois aparecem no revestimento.

6. Sobrecargas e esforços não previstos

Tráfego intenso, vibrações, equipamentos pesados ou uso indevido da área podem gerar tensões extras que fogem do planejamento inicial.

Em resumo: se a trinca aparece fora da junta, a estrutura está pedindo atenção. Ou as juntas não estão trabalhando como deveriam, ou existem fatores externos — térmicos, estruturais ou operacionais — pressionando o sistema além do previsto.

Boas Obras!!!

domingo, 20 de outubro de 2024

Junta Seca é Problema?

É óbvio: o uso de junta seca é contraindicado por todos os fabricantes de pisos cimentícios.

A junta seca é uma técnica de instalação que consiste em assentar as peças sem espaço entre elas, criando uma superfície lisa e contínua. No entanto, essa prática tem causado muitas patologias devido às movimentações estruturais e térmicas.

Além das movimentações da estrutura onde o piso ou revestimento está assentado, há também as variações individuais das peças, que dilatam ou contraem com as mudanças de temperatura e aumentam de tamanho com a umidade.

Mesmo que os pisos e revestimentos sejam retificados e calibrados, pequenas variações entre as placas, resultantes de retrações ou empenamentos, são inevitáveis. Essas imperfeições são compensadas pelo rejunte, mas, na técnica de junta seca, essas diferenças acabam se tornando aparentes.

A Segato recomenda o uso de juntas de 2 a 3 mm entre as placas em áreas internas e de 3 a 4 mm em áreas externas. Além disso, é essencial utilizar juntas de trabalho, dilatação e dessolidarização.

Boas obras!!!

domingo, 28 de abril de 2024

Por que o revestimento cai?

A Argamassa AC3 por norma, tem resistência de aderência á tração de 10,20 Kg/cm²; se uma peça pesa em torno de 20kg, teoricamente bastaria um quadradinho de cola de 2 cm² de argamassa para a peça não cair.

Então por que o revestimento cai?

O revestimento cai porque a colagem não é feita com os procedimentos recomendados pelos fabricantes da argamassa.

Tempo de cura do reboco/emboço, limpeza das peças e da parede, quantidade de água na mistura, mistura mal feita, tempo aberto, dupla camada, espessura dos cordões, direcionamento dos cordões, esmagamento dos cordões são alguns itens que são de responsabilidade da mão de obra de aplicação do revestimento e que se não fazer direito causa o descolamento.

Sempre devemos seguir as normas e as recomendações dos fabricantes para a execução do assentamento, se não a casa cai, ou melhor, o revestimento cai.

Boas Obras!!!!

domingo, 28 de maio de 2023

Por que madeira mancha o piso?

É muito comum vermos manchas de madeira em pisos, mas por que a madeira mancha?

Vários tipos de madeira quando molhadas, soltam a nódoa que é que uma resina natural.

Quando colocamos madeiras diretamente sobre o piso, corremos o risco de que ela possa molhar e soltar essa resina que penetra na porosidade do piso, fazendo um tingimento.

Por isso que os móveis de madeira têm “pezinhos” de plástico ou borracha para isolar a madeira do piso.

As manchas sempre acontecem por descuido ou negligencia, uma embalagem esquecida, um toco de madeira despercebido, um móvel sem pezinho, entre outras causas.

Não é só madeira que solta resina quando molhada; também temos outros conhecidos como papelão, bituca de cigarro e tecidos tingidos que devemos ficar atentos.

Boas Obras!!!!

domingo, 14 de maio de 2023

Por que ferrugem mancha o piso?

 Você já ouviu falar de Pó Xadrez ou outro pigmento para tingir cimento certo? Então, esses pigmentos para concreto são a base de óxido de ferro, ou seja, FERRUGEM. 

A ferrugem é uma tinta para o piso e pode causar machas irreversíveis.

As manchas mais comuns durante a obra são pregos, arames, vergalhões, andaimes, latas e parafusos; tendo depois do piso acabado como campeões os pés de mesas e cadeiras desprotegidos, botijão de gás e latas.

Por isso não podemos deixar diretamente sobre o piso nada de metal que possa enferrujar.

Boas Obras!!!!

domingo, 7 de maio de 2023

Cortar Tomadas Sem Trincar

Uma das patologias que acontecem em pisos e revestimentos é a trinca proveniente dos cortes das caixas para tomadas.

A nossa dica de hoje é antes de fazer os cortes com a makita para fazer as caixinhas para tomadas, devemos fazer furos com brocas nos vértices dos quadriláteros marcados para cortar.

Esses furos deixarão os cantos arredondados evitando um vértice agudo que com o trabalho de dilatação da peça irá gerar uma trinca diagonal no piso partindo desse ângulo.


Também evitará que o corte ultrapasse o vértice, porque esse pequeno corte que ultrapassou o vértice também será o estopim para uma fissura quando a peça trabalhar.

Com os furos nos vértices os buracos das caixinhas ficarão melhor estruturados e evitarão as fissuras indesejadas.

Boas Obras!!!!

domingo, 19 de setembro de 2021

Eflorescência no Revestimento

Uma das patologias que podem ocorrer em revestimentos é a eflorescência, manchas brancas ou esverdeadas que surgem no rejunte ou até mesmo no revestimento.

A causa é a exsudação da água que penetrou ou que já estava no reboco/argamassa e que carreia sais minerais para a superfície; quando essa água exsudada evapora ficam os sais depositados na superfície, responsáveis pelas manchas.

Para evitar essa patologia, temos algumas dicas:

No chapisco/reboco da parede devemos usar areia sem impurezas e cimento CPIII ou CPIV. A areia com impurezas deixa a argamassa mais porosa e os cimentos CPIII e CPIV tem propriedades com baixa porosidade e baixo teor de hidróxido de cálcio.

Não adicionar excesso de água na argamassa

O revestimento só deve ser assentado após a completa secagem do reboco.

O rejunte deve estar sem falhas e sem fissuras impedindo a penetração de água.

As juntas de dilatação e de movimentação devem estar seladas

O revestimento deve ser impermeabilizado.

Para remover eflorescência, existe no mercado vários produtos para este fim, porém estes devem ser indicados para revestimentos cimentícios e sempre é bom fazer um teste em uma pequena área para ver se este produto não irá danificar o revestimento, piorando a situação.

Lembre-se: Seguir os procedimentos indicados no manual técnico e utilizar materiais de boa qualidade evita a ocorrência de patologias.

Boas Obras!!!

 

domingo, 8 de março de 2020

Pintar Piso Drenante? Pode Isso???


Nas “Calçadas que Caminhamos” observamos algumas coisas interessantes

Um condomínio próximo de casa pintou o piso drenante

Ficou bonito? Sim, o original era mais acetinado e ficou com um tom mais forte.

E a drenagem? Passei quando estava chovendo e o piso estava alagado a ponto de molhar o sapato.

A pintura praticamente acabou com a permeabilidade do piso, diminuindo a velocidade de percolação da água da chuva e começou a empoçar.

Se esta calçada estava sendo contada como área permeável no projeto, já era.

NÃO pinte o piso drenante

Boas obras!!!!

domingo, 16 de outubro de 2016

Cantos Quebrados

Quando assentamos o piso devemos observar se a argamassa preencheu a placa em toda a sua totalidade.

Especialmente no assentamento com argamassa colante onde as placas têm menor espessura e a desempenadeira dentada pode, por desatenção, deixar de ser passada nos cantos das placas, a patologia pode ocorrer principalmente em locais onde há trafego de paleteiras e carrinhos pesados.

O contrapiso mal nivelado pode permitir que as placas fiquem mal apoiadas, gerando também vazios entre a placa e o contrapiso ocasionando fissuras de bordas.

A foto acima não é com pisos Segato, mas serve para ilustrar a patologia grave que um piso mal assentado pode ocasionar; a utilização é de uma grande rede de papelaria que passa com paleteiras carregadas de papeis, o estrago foi grande.

Por isso, mesmo em placas de 40 x 40 cm o indicado é o uso de argamassa colante AC3 em dupla camada, ou seja, aplicar com a desempenadeira dentada de 8 mm uma camada no contrapiso e outra camada no costado da placa, de modo que um fio de argamassa possa adentrar no outro no assentamento, sempre observando as extremidades da placa. O martelo de borracha deve ser usado com batidas leves para o perfeito assentamento da placa na argamassa.

Este capricho irá deixar a argamassa na espessura ideal e preencherá a totalidade da placa, evitando a patologia dos cantos quebrados.

A utilização de mão de obra especializada pelo fabricante evita problemas deste tipo.

Boas Obras!!!  

domingo, 18 de maio de 2014

Inimigos do Piso: Pontos Imprevistos

Depois do piso prontinho o cliente solicita um ponto no piso que não estava em projeto. Fato que ocorre com grande frequência e que resulta em quebra, instalação de dutos e recomposição do piso.

Em obras de shoppings ocorrem geralmente em pontos de quiosques; em supermercados, em novos pontos de lógica, elétrica e drenos.

Embora a recomposição do piso seja feita com o mesmo material, o aspecto visual nesta área é alterado, pois, remendo é remendo.

No início a marca da troca é destacada pelo rejunte úmido e pela umidade que ascende da argamassa de assentamento (foto). A espessura do rejunte também é alterada, pois o disco de corte usado na demolição vai alargar a junta entre as placas neste ponto. Com o passar do tempo o aspecto fica homogêneo e  praticamente igual, porém alguma marquinha sempre fica.

A definição antecipada desses pontos é sempre bem vinda.

Boas Obras!!!!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Inimigos do Piso - Bituca de Cigarro

Embora em um shopping ou supermercado em operação seja proibido fumar, durante as obras é comum vermos os fumantes atirando as bitucas de cigarro ao chão.

Sobre o piso marmorizado, esta bituca pode ficar molhada e soltar aquela tintura do fumo que também pode penetrar no piso ocasionando manchas amareladas de difícil remoção.
Podemos evitar essas manchas decorrentes do cigarro com a devida limpeza do piso, como também reforçar com avisos nas palestras de segurança de incêndio, cartazes e lixeiras destinadas á este fim.
Como podemos ver o cigarro não faz mal só ao pulmão, o piso cimentício também sofre com a nicotina e o alcatrão.
Boas Obras!!!

domingo, 8 de dezembro de 2013

Inimigos do Piso: Ferrugem

A ferrugem é um tradicional “manchador” de pisos; portanto, alguns cuidados devem ser tomados, como na fase de obra, evitar deixar sobre o piso barras de ferro, pregos, parafusos, arames, cantoneiras, estruturas metálicas, tubulações de ferro, latas, equipamentos com carenagem enferrujada e demais materiais que possam enferrujar.

No piso pronto, outros cuidados devem ser tomados, como por exemplo, proteger com plásticos ou borrachas os apoios metálicos de gôndolas, freezers, vasos, quiosques, lixeiras, cinzeiros, mesas, cadeiras, luminárias. Caso necessário fixar algo no piso, utilizar somente parafusos, pregos, cantoneiras que não enferrujam.
Lembramos também que a maiorias dos pigmentos que colorem concreto são à base de óxido de ferro, ou seja, ferrugem. Portanto, podemos dizer que a ferrugem é uma “tinta” que irá contaminar o piso e, conforme a intensidade, será muito difícil ou até impossível de remover.
Boas Obras!!!

domingo, 24 de novembro de 2013

Inimigos do Piso - Acido

O acido, substancia com Ph baixo, ataca o cimento manchando ou corroendo dependendo da intensidade.

Essa patologia pode ser causada por derramamento acidental ou uso equivocado na limpeza do piso.
O Guia Técnico da Segato desaconselha o uso de produtos ácidos para limpeza e manutenção de seus pisos, por isso evite produtos como acido muriático, acido clorídrico, limpa pedra, cloro, água sanitária, sapólio e etc. Os produtos ideais para limpeza de pisos cimentícios são os detergentes neutros e os detergentes alcalinos para limpeza mais pesada.
Principalmente em supermercados, observamos manchas causadas por ácidos nas áreas de produtos de limpeza, vinagre, baterias e vinhos; por isso, quando acidentalmente algum produto ácido cair sobre o piso devemos, de imediato, agilizar a limpeza utilizando uma boa quantidade de água para desconcentrar e remover esse produto; pois, se esse produto permanecer sobre o piso ele atacará o impermeabilizante e depois o piso.
No piso marmorizado, a aparência após o ataque acido pode ser de manchas escuras, aumento da porosidade, corrosão do cimento e até desagregamento do material; por isso devemos ter os devidos cuidados na operação destes produtos.
Boas Obras!!!!

domingo, 3 de novembro de 2013

Inimigos do piso: “Madeirite” vermelho

O “madeirite”, muito usado em obras para execução de formas, tapumes, andaimes e etc., é um dos maiores causadores de manchas no piso marmorizado.

Este compensado quando umedecido, solta a resina vermelha, uma verdadeira tinta que penetra no rejunte e na porosidade do piso marmorizado tingindo de vermelho. Sendo muito difícil de remover, geralmente resulta na demolição localizada do revestimento.
Como esse material é muito útil e de baixo preço, o uso dele é intenso nas obras, por isso devemos tomar cuidados quanto uso desse material sobre o piso marmorizado. Como segue:
Nunca estocar esse material sobre o piso.
Tapumes só com madeira branca, nunca a vermelha.
Não abandonar retalhos dessa madeira pela obra, estes retalhos parecem que gostam de ficar sobre o piso e do nada aparecem sobre ele.
Nunca usar esse material para proteção do piso, mesmo em pequenas proteções do tipo apoio de andaimes, roda de plataformas elevatórias e etc.
Não use esse compensado como tampas provisórias de buracos e caixas de passagens.
Também não use esse material em portas, caixilhos e batentes.
Enfim, sempre que esse material estiver sobre o piso marmorizado remova-o.

Boas Obras!!!

domingo, 20 de outubro de 2013

Inimigos do piso - Óleo

Estamos começando uma série com nome de “inimigos do piso” onde comentaremos sobre os produtos e materiais que mais causam patologias no piso marmorizado.
O inimigo numero 1, que mais tenho visto causando problemas nas obras é o óleo, por isso devemos tomar alguns cuidados para evitar que esse produto seja derramado no piso.
 As principais fontes de derramamento de óleo são as plataformas elevatórias e os tubos de sprinklers.
As plataformas ,quando estão com vazamento no sistema hidráulico, gotejam óleo hidráulico no piso e como é um óleo de baixa viscosidade, tem alto poder de penetração no piso marmorizado, causando manchas irreversíveis. Para evitar problemas, as garagens desses equipamentos devem ser fora do piso marmorizado, como também programar revisões constantes nesse equipamento. Esses equipamentos devem trabalhar somente sobre o piso protegido com chapas de madeira e lona plástica.
As bocas de sprinklers derramam óleo devido às emendas dos tubos serem com roscas feitas á óleo; os tubos transportados sobre o piso também podem derramar óleo. Para evitar esses problemas algumas obras obrigam os instaladores usar somente sabão como lubrificante para fazer as roscas; no caso de obras com roscas feitas com óleo, deve ser feito um escorredor de tubos para que após a execução das roscas os tubos permaneçam na vertical por certo tempo para secar totalmente antes do transporte.
 Outras fontes secundárias de derramamento de óleo, mas ocorrentes em obras, são outros equipamentos hidráulicos como empilhadeiras, solventes de tintas, motores e até óleo de temperos.
Devemos tomar muito cuidado com óleo, porque geralmente a solução para as manchas de óleo é a marreta, embora alguns “tira manchas” e pó de cataplasma apresentam alguma eficiência.

Boas obras!!!!  


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Bordas danificadas


Antes dos anos 90 os pisos marmorizados não eram transportados em paletes, eram apenas travados na carroceria do caminhão e as lascas e cantos quebrados eram bem comuns.
Atualmente os pisos marmorizados são transportados travados e cintados em paletes e colocado na carroceria do caminhão com empilhadeiras, mas apesar de tanto cuidado, embora mais raro, ainda encontrarmos alguma borda lascada ou cantinho quebrado.
Essa patologia pode ocorrer em diversas etapas: no processo de fabricação, na embalagem, no transporte até a obra, na descarga do piso, no transporte interno da obra ou no assentamento do piso com a placa já na mão do colocador.
O aplicador do piso é o ultimo controle de qualidade e ele já tem a experiência para aprovar ou condenar a placa de acordo com a dimensão do dano.
Como o piso é rejuntado, estucado e polido as pequenas ocorrências ficam imperceptíveis no piso acabado. Mas até que ponto uma placa com lasca pode ser aplicada?
O bom senso prevalece, um canto quebrado de 1cm, uma lasca de maior proporção condena a placa que pode ser reaproveitada no recorte de arremate, porém pequenos danos são normalmente assentados sem comprometer a qualidade final.
A Segato, com um controle da qualidade rígido em todas as etapas do processo de fabricação tem obtido excelentes resultados na perfeição de bordas, sendo considerada pelos aplicadores de piso como a melhor placa do mercado.
Boas Obras!!!

domingo, 15 de julho de 2012

Sequência do polimento alterando tonalidade


O polimento executado com ferramentas diamantadas pode alterar o aspecto original do piso se não for feito com uma sequência de grãos diamantados onde o segundo diamante apague os riscos de corte do primeiro diamante, o terceiro diamante do segundo e assim por diante.

Na foto verifica-se uma amostra da mesma placa de piso cor bege polida na politriz linear contra o piso polido com ferramentas diamantadas. Nota-se que a polida na politriz linear apresenta as granas escuras com cores mais vivas e o piso mostra as mesmas granas com uma cor mais apagada, isso se deve ao fato da grana estar arranhada, a sequencia dos diamantes não foi perfeita.
Essa patologia pode ocorrer também quando o polimento mais fino não é feito na velocidade correta, ou seja, a maquina teria que passar mais vezes no mesmo local, o que chamamos de “alisar” o piso. Neste caso a pressa é inimiga da perfeição.

Boas Obras!!!

domingo, 20 de maio de 2012

Contaminação do rejunte por escória


Principalmente em pisos claros, a utilização de cimento CPIII ou CPII com alto teor de escória na argamassa de assentamento pode causar contaminação do rejunte, ficando azulado ou esverdeado.
Isso acontece quando ocorre elevado umedecimento da argamassa de assentamento, seja por areia com excesso de umidade, enxarcamento do piso, ou nos locais de acúmulo da lama do polimento. Essa umidade vai subir por percolação carreando o pigmento da escória atingindo o rejunte provocando a coloração do mesmo.
A umidade sempre ascende pelo caminho mais fácil, e no caso o rejunte com uma porosidade maior que a placa cimentícia vai ser a via de acesso á superfície.

Quando esse tipo de contaminação acontece a única solução é a remoção do rejunte contaminado, e nova aplicação do rejunte.

Para evitar essa patologia, devemos usar somente cimento CPII de qualidade comprovada, evite marcas desconhecidas e de procedência duvidosa. Não use cimento CPIII na argamassa de assentamento.

Boas Obras!!!

domingo, 21 de agosto de 2011

Até o piso encolhe com esse frio

O processo de dilatação e retração térmica é um dos principais fatores de ocorrências de fissuras no piso. Esse processo ocorre em toda a estrutura e para isso o projeto estrutural recorre a mecanismos para absorção e direcionamento dessas movimentações térmicas.

Um mecanismo de absorção de movimentações muito visto em pisos marmorizados é a Junta de Dilatação. Com o frio a laje sofre um processo de retração que faz com que aumente a largura da junta. O material vedante dessa junta tem que estar flexível suficiente para acompanhar essa movimentação, se não ocorrerá a ruptura desse material deixando de ter a função de vedar.

As juntas de encontro, onde um pano do contra piso definido em projeto encontra com outro em concretagens diferentes, são pontos onde também ocorrem aberturas devido à retração térmica do concreto. Por isso em panos de grandes proporções, tipo salão de vendas de hipermercados, a utilização de juntas plásticas “casando” com as juntas de encontro é o ideal para não aparecer fissuras no rejunte do piso marmorizado. Para diminuir a incidência de juntas de encontro, os panos de concretagens estão cada vez maiores, utilizando modernas técnicas de armação, inclusive com cabos tensionados, diminuindo assim as ocorrências de patologias de retração de piso.

Outro ponto a ser evitado no contra piso é a junta fria, onde a concretagem por algum motivo é interrompida fora da junta projetada e é reiniciada após a pega da inicial. Esse ponto sofre também o processo de abertura de junta devido à retração térmica e acaba espelhando no revestimento de piso.

Um projeto estrutural para o contra- piso e piso evita patologias aparentes no revestimento.

Boas Obras.

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