domingo, 18 de outubro de 2026

Nanotecnologia aplicada aos revestimentos cimentícios

A indústria dos revestimentos cimentícios está em constante evolução, buscando desenvolver produtos cada vez mais resistentes, duráveis e com melhor desempenho. Nesse cenário, a nanotecnologia vem ganhando espaço, oferecendo novas possibilidades para aprimorar as propriedades do concreto e dos materiais à base de cimento.

Mas, afinal, o que é a nanotecnologia e quais benefícios ela pode trazer aos revestimentos cimentícios?

A nanotecnologia consiste na utilização de materiais e partículas em escala nanométrica, ou seja, da ordem de um bilionésimo de metro. Nessa dimensão, os materiais podem apresentar propriedades diferentes daquelas observadas em escalas maiores, permitindo modificar a estrutura interna da matriz cimentícia e melhorar determinadas características do produto.

Quais são os principais nanomateriais utilizados no concreto?

Entre os materiais estudados e aplicados nessa área, destacam-se:

·         Nano-sílica (nano-SiO₂): atua no refinamento da estrutura interna da matriz cimentícia, preenchendo espaços muito pequenos e reagindo com compostos da hidratação do cimento. Quando corretamente dosada, pode reduzir a porosidade e aumentar a resistência mecânica do material.

·         Nanotubos de carbono e grafeno: apresentam elevada resistência mecânica e podem contribuir para melhorar as propriedades da matriz cimentícia, inclusive seu comportamento à tração e à flexão. Seus resultados dependem da dispersão, da dosagem e da interação com os demais componentes da mistura.

·         Dióxido de titânio (TiO₂): possui propriedades fotocatalíticas que, sob condições adequadas de iluminação, permitem decompor determinados compostos orgânicos presentes na superfície. Essa característica possibilita o desenvolvimento de revestimentos com potencial autolimpante e contribui para a redução de alguns poluentes.

·         Nanocelulose: pode atuar na modificação das propriedades da mistura fresca, influenciando sua viscosidade e estabilidade. Dependendo da formulação, também pode contribuir para melhorar a microestrutura e o desempenho mecânico do material endurecido.

Quais são os benefícios dessa tecnologia?

A aplicação de nanomateriais pode proporcionar diversas vantagens ao concreto e aos revestimentos cimentícios:

·         Maior resistência mecânica: determinadas formulações podem apresentar ganhos de resistência à compressão, à tração e à flexão, além de melhorias na resistência inicial, dependendo do nanomaterial utilizado.

·         Menor porosidade e permeabilidade: o refinamento da estrutura interna pode dificultar a penetração de água e de agentes agressivos, contribuindo para aumentar a durabilidade do material.

·         Funcionalidades especiais: a nanotecnologia abre possibilidades para o desenvolvimento de superfícies fotocatalíticas, materiais com melhor controle de fissuração e sistemas capazes de favorecer mecanismos de autocicatrização em determinadas condições.

·         Maior durabilidade e potencial de sustentabilidade: o aumento da vida útil e a redução da necessidade de manutenção podem diminuir os custos ao longo do ciclo de vida da obra. Em algumas formulações, também existe a possibilidade de reduzir o consumo de cimento, desde que o desempenho desejado seja mantido.

É importante destacar que esses benefícios não são automáticos. Os resultados dependem do tipo de nanomaterial, de sua concentração, da qualidade da dispersão e da compatibilidade com o cimento e os demais aditivos utilizados. Além disso, propriedades como autocicatrização de fissuras e resistência a temperaturas elevadas exigem soluções específicas e não podem ser atribuídas simplesmente à presença de nanomateriais.

E o que isso representa para os revestimentos cimentícios?

Embora o custo de determinados nanomateriais e os desafios de sua incorporação ainda limitem algumas aplicações em larga escala, a evolução das pesquisas e dos processos industriais amplia gradualmente as possibilidades de utilização dessa tecnologia.

Para a indústria dos revestimentos cimentícios, o potencial é significativo: produzir materiais com menor porosidade, maior resistência, melhor durabilidade e novas funcionalidades, sem abrir mão da qualidade estética exigida pelos projetos arquitetônicos.

A nanotecnologia demonstra, assim, que a evolução dos pisos cimentícios vai muito além da aparência. Ela também está na estrutura microscópica do material, onde avanços científicos podem se transformar em desempenho, durabilidade e valor para a construção civil.

Boas Obras!!!

domingo, 4 de outubro de 2026

Piso liso escorrega?

Se fosse assim, shopping centers, supermercados, hospitais e tantos outros ambientes de grande circulação seriam verdadeiras pistas de patinação.

Mas será que piso liso é sinônimo de piso escorregadio?

A resposta não é tão simples.

Quando falamos em piso antiderrapante, estamos nos referindo a uma superfície com maior resistência ao escorregamento, especialmente em situações nas quais existe água ou outro líquido entre o solado e o piso.

É aí que entra o coeficiente de atrito. Para determinadas áreas molhadas ou molháveis, é comum a referência ao valor de 0,4 como parâmetro de resistência ao escorregamento.

Mas o comportamento de um piso seco é diferente.

Sem a presença de água, não existe aquela película que pode funcionar como lubrificante entre o solado e o piso. A interação ocorre principalmente por meio da fricção e da aderência.

E aqui aparece uma situação que pode parecer contraditória:

Uma superfície muito rugosa nem sempre é a que apresenta maior facilidade para caminhar com segurança em condições secas.

A fricção é a força que se opõe ao movimento entre duas superfícies em contato.

Um exemplo simples: coloque duas superfícies de vidro bem limpas e secas uma sobre a outra e tente fazê-las deslizar. Apesar de serem extremamente lisas, existe uma resistência considerável ao movimento.

Por isso, “liso” e “escorregadio” não são necessariamente sinônimos.

Um bom exemplo está nos pisos tratados com cera.

Depois da aplicação ou reaplicação da cera, é comum realizar a chamada “queima da cera”, utilizando um disco de alta rotação para aquecer e polir a camada superficial.

O resultado é uma superfície com maior brilho e uniformidade, que também pode apresentar benefícios em relação à facilidade de limpeza e manutenção.

Isso não significa, entretanto, que quanto mais liso ou brilhante for o piso, mais seguro ele será.

Quando existe água, óleo ou outro contaminante, a situação muda completamente.

Por isso, a especificação de um piso não deve considerar apenas sua aparência.

É preciso avaliar onde ele será utilizado, se a área é seca ou molhada, o tipo de tráfego, o solado utilizado, a facilidade de limpeza e as condições de uso e manutenção.

No final, aquilo que parece contraditório tem uma explicação técnica.

Piso liso não é necessariamente piso escorregadio.

O que determina a segurança é o conjunto de condições em que esse piso será utilizado.

Boas Obras!!!

domingo, 27 de setembro de 2026

Coeficiente de Atrito x Limpabilidade

Quanto maior o coeficiente de atrito de um piso, maior tende a ser a dificuldade para sua limpeza. Parece óbvio, mas, na prática, essa relação nem sempre é compreendida ou aceita.

O coeficiente de atrito está diretamente relacionado à segurança do piso, principalmente em locais sujeitos à presença de água ou onde existe maior risco de escorregamento. De maneira geral, considera-se que um piso com coeficiente de atrito ≥ 0,40 apresenta característica antiderrapante, mas determinadas áreas podem exigir características ainda mais restritivas, dependendo das condições de uso.

É o caso de áreas externas, entorno de piscinas, rampas, acessos e outros locais sujeitos à presença de água ou onde a segurança contra escorregamentos é uma preocupação importante.

Para aumentar a resistência ao escorregamento, o piso precisa proporcionar maior aderência ao calçado. Isso normalmente está associado a uma superfície mais áspera, rugosa ou texturizada. E é justamente aí que surge um efeito colateral: quanto mais irregular for a superfície, maior será a possibilidade de retenção de partículas e sujidades em seus pequenos relevos e poros, dificultando a limpeza.

É uma relação que vale para praticamente todos os tipos de revestimentos: cimentícios, cerâmicos, pedras naturais, entre outros.

A própria indústria cerâmica vem trabalhando nessa questão. Nos últimos anos, surgiram no mercado acabamentos com diferentes níveis de textura e aderência, muitas vezes utilizando denominações comerciais como soft, level, clean, entre outras. A proposta é encontrar um equilíbrio entre segurança e facilidade de manutenção, oferecendo uma superfície que atenda às exigências de resistência ao escorregamento sem criar uma textura excessivamente agressiva para a limpeza.

Podemos dizer que existe uma espécie de equação entre segurança e limpabilidade: quanto mais se busca uma superfície antiderrapante, maior tende a ser a necessidade de cuidados com a manutenção.

Isso não significa que um piso antiderrapante seja difícil de limpar. Significa que ele exige uma manutenção mais adequada às suas características superficiais. A frequência da limpeza, os equipamentos utilizados, os produtos de limpeza e a forma de execução são fundamentais para evitar o acúmulo progressivo de sujeira e o chamado encardimento.

Por isso, a escolha de um piso não deve considerar apenas sua aparência ou sua facilidade de limpeza. É necessário avaliar onde ele será utilizado, as condições de exposição, o nível de segurança necessário e, principalmente, como será realizada sua manutenção ao longo do tempo.

Segurança e facilidade de manutenção são características importantes, mas nem sempre caminham na mesma direção. O segredo está em encontrar o equilíbrio adequado para cada aplicação.

E, depois de escolhido o piso correto, vale uma regra simples: siga corretamente as orientações técnicas do fabricante e mantenha o piso limpo desde o início. Evitar o acúmulo de sujeira é sempre muito mais fácil do que tentar recuperar um piso depois que ele já está encardido.

Boas Obras!!!!

domingo, 20 de setembro de 2026

Piso Autoportante Segato – Uma inovação em pisos

A busca por soluções que aliem beleza, praticidade, desempenho e sustentabilidade tem impulsionado o desenvolvimento de novos sistemas para pisos e revestimentos.

Foi pensando nessa necessidade que a Segato desenvolveu o Piso Autoportante, uma solução que reúne a beleza e a versatilidade das placas cimentícias com a praticidade de um sistema de piso que pode ser aplicado diretamente sobre o solo, dispensando a execução de contrapiso.

O Piso Autoportante Segato é produzido em microconcreto, nas dimensões de 20 x 40 x 6 cm, e pode receber acabamento levigado ou escovado. Esses acabamentos valorizam os agregados naturais presentes em sua composição, proporcionando diferentes possibilidades de cores e texturas para projetos que buscam uma paginação diferenciada.

Seu sistema construtivo permite uma aplicação prática e racional, especialmente em áreas externas e projetos de requalificação urbana, onde a agilidade de execução, a durabilidade e a facilidade de manutenção são fatores importantes.

Um grande case: a Orla de Boa Viagem

Um dos principais exemplos da utilização do Piso Autoportante Segato está na requalificação da Orla da Praia de Boa Viagem, em Recife, um projeto de grande dimensão e importância para a cidade.


Ao longo da orla, já foram executados vários quilômetros com o sistema de Piso Autoportante, demonstrando na prática a capacidade da solução de atender projetos de grande porte, conciliando desempenho e qualidade estética.

E um dos melhores indicadores do sucesso de uma solução é justamente a percepção de quem utiliza o espaço.

Os comentários que temos recebido destacam um piso bonito, prático e adequado à proposta de requalificação da orla, contribuindo para valorizar visualmente o espaço e proporcionar uma experiência agradável aos usuários.

Uma solução que vem ganhando espaço

O sucesso desse projeto também abriu caminho para a utilização do Piso Autoportante Segato em outros empreendimentos.

Estamos fornecendo o sistema para novos projetos, com resultados positivos e a satisfação dos arquitetos, engenheiros e demais especificadores que encontram nessa solução uma alternativa diferenciada para áreas externas.

Mais do que desenvolver um novo produto, a Segato busca desenvolver soluções para os desafios da construção, combinando tecnologia, estética e praticidade.

O Piso Autoportante é mais um exemplo dessa filosofia: a beleza dos pisos cimentícios aliada à praticidade de um sistema construtivo inovador.

É o setor de desenvolvimento da Segato criando pisos e revestimentos que ajudam a transformar e valorizar os espaços, levando inovação para o acabamento dos projetos.

Boas Obras!!!

domingo, 13 de setembro de 2026

Midway Mall – Caminhando bem com Pisos Segato

 

No último final de semana, estive em Natal – RN para participar de um evento esportivo e tive o prazer de visitar o Midway Mall, um shopping que faz parte da minha história profissional.

Durante a construção do empreendimento, tive a oportunidade de especificar o piso Segato e participar de todo o processo de negociação para que a empresa fosse a fornecedora dos pisos utilizados na obra.

O Midway Mall, maior centro de compras do Rio Grande do Norte, foi inaugurado em 2005 e, passados mais de 20 anos, continua em plena operação. O mais interessante, para quem trabalha com pisos, é constatar que o revestimento permanece em excelentes condições, mesmo depois de duas décadas de uso intenso.

A paginação é composta por piso branco, com inserções de tapetes nas cores cinza e amarelo, formando um conjunto visual marcante e que continua atual.

Foi uma grande satisfação reencontrar esse piso depois de tantos anos e constatar que ele continua bem cuidado, bem conservado e, principalmente, muito bonito. 


É justamente em situações como essa que podemos comprovar, na prática, a durabilidade e a longevidade do piso marmorizado vibroprensado. Mais de 20 anos de uso intenso e o piso continua cumprindo muito bem sua função.

Uma obra que ajuda a justificar por que o piso marmorizado é conhecido como “Piso Eterno”.

E o Midway Mall continua, literalmente, Caminhando bem com Pisos Segato!

Boas Obras!!!

domingo, 30 de agosto de 2026

Posso usar argamassa cinza no piso Segato?

Os pisos Segato são produzidos em dupla camada, ou seja, possuem uma camada de acabamento e outra de base. A camada de base tem coloração cinza, o que costuma gerar dúvidas quanto ao tipo de argamassa a ser utilizado, principalmente quando o piso é de cor clara: pode-se utilizar argamassa cinza ou é necessário utilizar argamassa branca?

Quando o piso Segato tiver cor clara, pode ser utilizada argamassa cinza, desde que sejam tomados alguns cuidados durante o assentamento para evitar que a argamassa suje as laterais das peças.

Isso ocorre porque, quando os cordões de argamassa são esmagados durante o assentamento, parte do material pode subir pelas laterais da placa. Se não for imediatamente removida, a argamassa pode deixar um filete cinza entre a placa e o rejunte, comprometendo o aspecto visual do revestimento.

Outra recomendação importante é utilizar uma argamassa de boa qualidade e específica para grandes formatos. Esse tipo de argamassa possui características que permitem a formação de cordões mais espessos e apresenta maior tempo em aberto, proporcionando melhores condições para o correto assentamento dos pisos cimentícios.

É importante destacar que não temos histórico de contaminação da camada de acabamento dos pisos Segato em razão da utilização de argamassa cinza.

Portanto, a argamassa cinza pode ser utilizada em pisos Segato de cores claras, desde que sejam observados os cuidados necessários durante o assentamento e a limpeza das laterais das peças.

Boas Obras!!!

domingo, 23 de agosto de 2026

Estórias de uma História – “Lo cheque está rechazado”

 

Em 2016, contamos a história da frustrante primeira exportação brasileira de pisos marmorizados. Contamos também sobre os escravos brasileiros na Argentina e sobre a Rua Etergran, em Conceição do Coité – BA. Agora, voltamos à tona com mais um capítulo dessa saga.

No início da década de 1990, o dólar paralelo valia muito mais do que o dólar oficial. Naquela época, a Etergran recebeu um sinal de 30% do contrato para a execução do Carrefour de La Plata, na Argentina. O pagamento foi feito pela construtora por meio de um cheque, que deveria ser trocado oficialmente.

Porém, como o diretor era sagaz, preferiu trazer o cheque para o Brasil e tentar trocá-lo com doleiros. Havia, entretanto, um pequeno detalhe: o cheque era nominal e só poderia ser trocado pela própria empresa na Argentina.

Esse cheque rodou por vários doleiros e houve até tentativa de depositá-lo na Suíça. Mas, enquanto toda essa novela se desenrolava, a exportação do piso deu errado, conforme contamos em 2016, e a Etergran acabou executando somente a mão de obra, aplicando um piso argentino mesmo.

Depois de muita briga com a construtora, o diretor da Etergran foi até Buenos Aires e entrou na agência bancária responsável pelo cheque, decidido a abrir uma conta para receber aquele “checão”.

Como o valor era bem alto, o gerente ficou todo empolgado, tratando muito bem o pessoal da Etergran e fazendo todo o cadastro para a abertura da conta. Afinal, todos já estavam confiantes de que aquela bolada finalmente iria parar no bolso da empresa.

Porém, o gerente voltou para a sala com uma cara nada amigável e soltou a frase que entraria para a história da empresa:

“Lo cheque está rechazado!”

O cheque havia sido sustado pela construtora, e o valor acabou sendo utilizado para pagar despesas com os funcionários da Etergran que estavam trabalhando em La Plata.

“Lo cheque está rechazado” virou motivo de resenha por vários anos dentro da empresa. E o cheque, que não valia mais nada financeiramente, acabou ganhando outro valor: ficou guardado na carteira do diretor como uma espécie de amuleto. Volta e meia, ele o mostrava para alguém e contava novamente essa história.

E assim, mais um capítulo da história da exportação da Etergran ficou registrado.

Boas Obras!!!

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Microconcreto – O que é isso?


Os pisos cimentícios também poderiam ser chamados de pisos de microconcreto. Mas, afinal, o que é microconcreto?

O microconcreto é um tipo de concreto produzido com agregados de pequena dimensão máxima e maior quantidade de materiais finos, características que permitem obter uma mistura mais homogênea e, em determinadas aplicações, mais fluida.

Em termos de composição, o microconcreto ocupa uma posição intermediária entre a argamassa, produzida essencialmente com agregados miúdos, e o concreto convencional, que utiliza agregados graúdos, como brita.

Essa diferença na composição traz algumas particularidades importantes. Como o microconcreto apresenta maior consumo de pasta — formada principalmente por cimento e água — em relação ao volume total, é necessário um controle rigoroso da relação água/cimento, além de cuidados específicos com a retração da mistura. Em determinadas condições, a retração pode ser maior do que aquela observada em concretos convencionais.

É justamente nesse ponto que a tecnologia de produção faz toda a diferença.

Na fabricação de pisos e revestimentos cimentícios, são utilizados diferentes tipos de aditivos e recursos tecnológicos com o objetivo de controlar a retração, reduzir a porosidade, melhorar a trabalhabilidade da mistura e proporcionar maiores níveis de resistência e durabilidade.

Portanto, quando falamos em um piso cimentício de qualidade, não estamos falando simplesmente de uma mistura de cimento, areia e água. Existe uma engenharia de materiais por trás do produto, envolvendo a seleção adequada dos agregados, o controle da granulometria, dosagem dos componentes, aditivos, prensagem, cura e, posteriormente, os processos de acabamento.

Nos pisos e revestimentos cimentícios da Segato, toda essa tecnologia é aplicada para transformar uma mistura cimentícia em um produto que reúne estética, resistência, durabilidade e desempenho.

É essa combinação entre matéria-prima, tecnologia e controle de produção que permite criar pisos com diferentes cores, texturas, formatos e acabamentos, capazes de atender desde projetos residenciais até grandes obras comerciais e corporativas.

Microconcreto, portanto, é muito mais do que um nome diferente para o concreto. É uma tecnologia de composição e produção que, quando bem aplicada, permite desenvolver produtos cimentícios com características específicas e elevado desempenho.

Boas Obras!!!

domingo, 9 de agosto de 2026

Começou o segundo tempo — e com pausa para hidratação!!!

Comercialmente, o segundo semestre começa em agosto, depois de um mês de julho marcado pela Copa, pelas férias escolares e, também, pelas férias de muitas pessoas que ocupam posições de decisão nas empresas.

E o segundo tempo promete ser bastante agitado no setor de revestimentos. O volume de consultas, orçamentos e especificações já está elevado neste início de semestre, sinalizando que o mercado começa a retomar seu ritmo.

Embora os indicadores econômicos ainda não sejam os melhores, temos notícias de investimentos estrangeiros no país, o que contribui para movimentar o setor da construção e impulsionar novos projetos.

Ah, e teremos também algumas pausas para hidratação: nada menos que cinco feriados prolongados estão previstos para este segundo semestre!

Teremos ainda as eleições em outubro. O que hoje parece ser um impedimento pode, depois do resultado, transformar-se em um desbloqueio para os investimentos de empresas e investidores que estão aguardando para ver os próximos movimentos do cenário econômico e político.

Enquanto isso, o VAR nos mostra guerras, novas taxações, tragédias ambientais e outros acontecimentos que parecem criar impedimentos para o jogo. Mas, como o jogo não pode parar, o mercado demonstra agilidade, criatividade e versatilidade para se adaptar às dificuldades e continuar avançando.

Estamos esperando um segundo tempo com muitos gols, boas jogadas e, principalmente, bons resultados. Afinal, queremos chegar ao final do ano, levantar a taça e comemorar mais uma temporada de conquistas!

Boas Obras!!!


domingo, 2 de agosto de 2026

Quando a junta de um piso trinca o outro

 

"É raro, mas acontece muito." A famosa frase popular se encaixa perfeitamente nessa situação.

Você já observou uma fissura surgir em um piso exatamente no prolongamento da junta de trabalho de outro piso construído ao lado? Embora pareça uma coincidência, trata-se de um fenômeno relativamente comum e que possui uma explicação técnica bastante simples.

Quando um novo piso é executado ao lado de um piso existente e as juntas de trabalho de ambos não coincidem, cria-se uma condição favorável para a concentração de tensões. Mesmo que os dois pisos tenham sido executados em épocas diferentes e não possuam aderência entre si, eles continuam sujeitos às movimentações provocadas por variações térmicas, retração, dilatação e cargas de utilização.

Com o passar do tempo, o espaço existente entre os dois pisos deixa de ser totalmente livre. Poeira, areia, resíduos, umidade e outros materiais acabam penetrando nessa separação, formando uma espécie de ligação mecânica entre eles. Dessa forma, quando um dos pisos se movimenta, parte dessas tensões é transmitida ao piso vizinho.

O resultado pode ser o aparecimento de uma fissura exatamente no prolongamento da junta do piso adjacente, como se essa junta tivesse "rasgado" o concreto ao lado. Muitas vezes, essa patologia é interpretada como um problema de execução ou de qualidade do concreto, quando, na realidade, sua origem está na ausência de uma correta separação entre os dois pavimentos.

A solução é simples e deve ser prevista desde o projeto e a execução: sempre que um piso novo encontrar um piso existente, deve ser criada uma junta de isolamento entre eles. Essa junta deve ser preenchida com um material flexível, capaz de impedir a entrada de sujeiras e, ao mesmo tempo, absorver as movimentações relativas entre os pisos, evitando a transferência de tensões de um para o outro.

Pode parecer um detalhe construtivo de pouca importância, mas é justamente esse tipo de cuidado que evita patologias futuras, reduz custos de manutenção e aumenta significativamente a vida útil do piso.

Boas obras começam nos detalhes. E, quando o assunto é pisos, uma junta bem executada pode evitar uma grande trinca amanhã.

E você, já se deparou com esse tipo de patologia em alguma obra? Como foi feito o diagnóstico? Compartilhe sua experiência nos comentários. A troca de conhecimento entre profissionais é uma das melhores formas de evoluirmos a qualidade das nossas obras.

Boas Obras!!!

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