A norma de assentamento de pisos NBR 13753 estabelece que,
no sistema de dupla colagem, os cordões paralelos de argamassa aplicados no
tardoz (verso) da placa devem ser dispostos em sentido oposto aos cordões do
contrapiso — ou seja, cruzados.
No entanto, a última revisão dessa norma ocorreu em 1996, e
o mercado evoluiu significativamente desde então. Atualmente, tanto fabricantes
de argamassa colante quanto fabricantes de revestimentos recomendam que os
cordões aplicados no contrapiso e no verso da peça estejam no mesmo sentido, ou
seja, paralelos.
A seguir, um comparativo técnico entre as duas técnicas:
Cordões Paralelos (Método Recomendado)
Técnica: Os cordões de argamassa são aplicados na
mesma direção (paralelos), tanto no contrapiso quanto no verso da peça, no
sistema de dupla colagem.
Vantagens:
Maior eficiência de contato: Proporciona melhor
acomodação da peça, atingindo índices próximos a 100% de preenchimento.
Redução de vazios: Facilita a saída do ar durante o
movimento de assentamento (arraste), minimizando bolsas de ar e o indesejado
som oco.
Melhor desempenho de aderência: Aumenta a fixação e
reduz significativamente o risco de desplacamento.
Cordões Cruzados (Método Ultrapassado)
Técnica: Os cordões no contrapiso são aplicados em um
sentido e, no verso da peça, em sentido perpendicular.
Desvantagens:
Aprisionamento de ar: O cruzamento dificulta a
expulsão do ar durante o assentamento, favorecendo a formação de vazios sob a
peça.
Menor eficiência de aderência: Estudos técnicos
apontam desempenho inferior na fixação, especialmente em revestimentos de baixa
absorção, como porcelanatos.
Risco de patologias: Maior probabilidade de som oco e
desplacamentos ao longo do tempo.
Embora o método cruzado esteja descrito em normas mais
antigas, o entendimento técnico atual e as recomendações dos principais
fabricantes convergem para o uso de cordões paralelos, buscando maior
desempenho, segurança e durabilidade do sistema de revestimento.
Boas Obras!!!







