domingo, 30 de agosto de 2026

Posso usar argamassa cinza no piso Segato?

Os pisos Segato são produzidos em dupla camada, ou seja, possuem uma camada de acabamento e outra de base. A camada de base tem coloração cinza, o que costuma gerar dúvidas quanto ao tipo de argamassa a ser utilizado, principalmente quando o piso é de cor clara: pode-se utilizar argamassa cinza ou é necessário utilizar argamassa branca?

Quando o piso Segato tiver cor clara, pode ser utilizada argamassa cinza, desde que sejam tomados alguns cuidados durante o assentamento para evitar que a argamassa suje as laterais das peças.

Isso ocorre porque, quando os cordões de argamassa são esmagados durante o assentamento, parte do material pode subir pelas laterais da placa. Se não for imediatamente removida, a argamassa pode deixar um filete cinza entre a placa e o rejunte, comprometendo o aspecto visual do revestimento.

Outra recomendação importante é utilizar uma argamassa de boa qualidade e específica para grandes formatos. Esse tipo de argamassa possui características que permitem a formação de cordões mais espessos e apresenta maior tempo em aberto, proporcionando melhores condições para o correto assentamento dos pisos cimentícios.

É importante destacar que não temos histórico de contaminação da camada de acabamento dos pisos Segato em razão da utilização de argamassa cinza.

Portanto, a argamassa cinza pode ser utilizada em pisos Segato de cores claras, desde que sejam observados os cuidados necessários durante o assentamento e a limpeza das laterais das peças.

Boas Obras!!!

domingo, 23 de agosto de 2026

Estórias de uma História – “Lo cheque está rechazado”

 

Em 2016, contamos a história da frustrante primeira exportação brasileira de pisos marmorizados. Contamos também sobre os escravos brasileiros na Argentina e sobre a Rua Etergran, em Conceição do Coité – BA. Agora, voltamos à tona com mais um capítulo dessa saga.

No início da década de 1990, o dólar paralelo valia muito mais do que o dólar oficial. Naquela época, a Etergran recebeu um sinal de 30% do contrato para a execução do Carrefour de La Plata, na Argentina. O pagamento foi feito pela construtora por meio de um cheque, que deveria ser trocado oficialmente.

Porém, como o diretor era sagaz, preferiu trazer o cheque para o Brasil e tentar trocá-lo com doleiros. Havia, entretanto, um pequeno detalhe: o cheque era nominal e só poderia ser trocado pela própria empresa na Argentina.

Esse cheque rodou por vários doleiros e houve até tentativa de depositá-lo na Suíça. Mas, enquanto toda essa novela se desenrolava, a exportação do piso deu errado, conforme contamos em 2016, e a Etergran acabou executando somente a mão de obra, aplicando um piso argentino mesmo.

Depois de muita briga com a construtora, o diretor da Etergran foi até Buenos Aires e entrou na agência bancária responsável pelo cheque, decidido a abrir uma conta para receber aquele “checão”.

Como o valor era bem alto, o gerente ficou todo empolgado, tratando muito bem o pessoal da Etergran e fazendo todo o cadastro para a abertura da conta. Afinal, todos já estavam confiantes de que aquela bolada finalmente iria parar no bolso da empresa.

Porém, o gerente voltou para a sala com uma cara nada amigável e soltou a frase que entraria para a história da empresa:

“Lo cheque está rechazado!”

O cheque havia sido sustado pela construtora, e o valor acabou sendo utilizado para pagar despesas com os funcionários da Etergran que estavam trabalhando em La Plata.

“Lo cheque está rechazado” virou motivo de resenha por vários anos dentro da empresa. E o cheque, que não valia mais nada financeiramente, acabou ganhando outro valor: ficou guardado na carteira do diretor como uma espécie de amuleto. Volta e meia, ele o mostrava para alguém e contava novamente essa história.

E assim, mais um capítulo da história da exportação da Etergran ficou registrado.

Boas Obras!!!

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Microconcreto – O que é isso?


Os pisos cimentícios também poderiam ser chamados de pisos de microconcreto. Mas, afinal, o que é microconcreto?

O microconcreto é um tipo de concreto produzido com agregados de pequena dimensão máxima e maior quantidade de materiais finos, características que permitem obter uma mistura mais homogênea e, em determinadas aplicações, mais fluida.

Em termos de composição, o microconcreto ocupa uma posição intermediária entre a argamassa, produzida essencialmente com agregados miúdos, e o concreto convencional, que utiliza agregados graúdos, como brita.

Essa diferença na composição traz algumas particularidades importantes. Como o microconcreto apresenta maior consumo de pasta — formada principalmente por cimento e água — em relação ao volume total, é necessário um controle rigoroso da relação água/cimento, além de cuidados específicos com a retração da mistura. Em determinadas condições, a retração pode ser maior do que aquela observada em concretos convencionais.

É justamente nesse ponto que a tecnologia de produção faz toda a diferença.

Na fabricação de pisos e revestimentos cimentícios, são utilizados diferentes tipos de aditivos e recursos tecnológicos com o objetivo de controlar a retração, reduzir a porosidade, melhorar a trabalhabilidade da mistura e proporcionar maiores níveis de resistência e durabilidade.

Portanto, quando falamos em um piso cimentício de qualidade, não estamos falando simplesmente de uma mistura de cimento, areia e água. Existe uma engenharia de materiais por trás do produto, envolvendo a seleção adequada dos agregados, o controle da granulometria, dosagem dos componentes, aditivos, prensagem, cura e, posteriormente, os processos de acabamento.

Nos pisos e revestimentos cimentícios da Segato, toda essa tecnologia é aplicada para transformar uma mistura cimentícia em um produto que reúne estética, resistência, durabilidade e desempenho.

É essa combinação entre matéria-prima, tecnologia e controle de produção que permite criar pisos com diferentes cores, texturas, formatos e acabamentos, capazes de atender desde projetos residenciais até grandes obras comerciais e corporativas.

Microconcreto, portanto, é muito mais do que um nome diferente para o concreto. É uma tecnologia de composição e produção que, quando bem aplicada, permite desenvolver produtos cimentícios com características específicas e elevado desempenho.

Boas Obras!!!

domingo, 9 de agosto de 2026

Começou o segundo tempo — e com pausa para hidratação!!!

Comercialmente, o segundo semestre começa em agosto, depois de um mês de julho marcado pela Copa, pelas férias escolares e, também, pelas férias de muitas pessoas que ocupam posições de decisão nas empresas.

E o segundo tempo promete ser bastante agitado no setor de revestimentos. O volume de consultas, orçamentos e especificações já está elevado neste início de semestre, sinalizando que o mercado começa a retomar seu ritmo.

Embora os indicadores econômicos ainda não sejam os melhores, temos notícias de investimentos estrangeiros no país, o que contribui para movimentar o setor da construção e impulsionar novos projetos.

Ah, e teremos também algumas pausas para hidratação: nada menos que cinco feriados prolongados estão previstos para este segundo semestre!

Teremos ainda as eleições em outubro. O que hoje parece ser um impedimento pode, depois do resultado, transformar-se em um desbloqueio para os investimentos de empresas e investidores que estão aguardando para ver os próximos movimentos do cenário econômico e político.

Enquanto isso, o VAR nos mostra guerras, novas taxações, tragédias ambientais e outros acontecimentos que parecem criar impedimentos para o jogo. Mas, como o jogo não pode parar, o mercado demonstra agilidade, criatividade e versatilidade para se adaptar às dificuldades e continuar avançando.

Estamos esperando um segundo tempo com muitos gols, boas jogadas e, principalmente, bons resultados. Afinal, queremos chegar ao final do ano, levantar a taça e comemorar mais uma temporada de conquistas!

Boas Obras!!!


domingo, 2 de agosto de 2026

Quando a junta de um piso trinca o outro

 

"É raro, mas acontece muito." A famosa frase popular se encaixa perfeitamente nessa situação.

Você já observou uma fissura surgir em um piso exatamente no prolongamento da junta de trabalho de outro piso construído ao lado? Embora pareça uma coincidência, trata-se de um fenômeno relativamente comum e que possui uma explicação técnica bastante simples.

Quando um novo piso é executado ao lado de um piso existente e as juntas de trabalho de ambos não coincidem, cria-se uma condição favorável para a concentração de tensões. Mesmo que os dois pisos tenham sido executados em épocas diferentes e não possuam aderência entre si, eles continuam sujeitos às movimentações provocadas por variações térmicas, retração, dilatação e cargas de utilização.

Com o passar do tempo, o espaço existente entre os dois pisos deixa de ser totalmente livre. Poeira, areia, resíduos, umidade e outros materiais acabam penetrando nessa separação, formando uma espécie de ligação mecânica entre eles. Dessa forma, quando um dos pisos se movimenta, parte dessas tensões é transmitida ao piso vizinho.

O resultado pode ser o aparecimento de uma fissura exatamente no prolongamento da junta do piso adjacente, como se essa junta tivesse "rasgado" o concreto ao lado. Muitas vezes, essa patologia é interpretada como um problema de execução ou de qualidade do concreto, quando, na realidade, sua origem está na ausência de uma correta separação entre os dois pavimentos.

A solução é simples e deve ser prevista desde o projeto e a execução: sempre que um piso novo encontrar um piso existente, deve ser criada uma junta de isolamento entre eles. Essa junta deve ser preenchida com um material flexível, capaz de impedir a entrada de sujeiras e, ao mesmo tempo, absorver as movimentações relativas entre os pisos, evitando a transferência de tensões de um para o outro.

Pode parecer um detalhe construtivo de pouca importância, mas é justamente esse tipo de cuidado que evita patologias futuras, reduz custos de manutenção e aumenta significativamente a vida útil do piso.

Boas obras começam nos detalhes. E, quando o assunto é pisos, uma junta bem executada pode evitar uma grande trinca amanhã.

E você, já se deparou com esse tipo de patologia em alguma obra? Como foi feito o diagnóstico? Compartilhe sua experiência nos comentários. A troca de conhecimento entre profissionais é uma das melhores formas de evoluirmos a qualidade das nossas obras.

Boas Obras!!!

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